<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7838420494141140649</id><updated>2011-04-21T14:23:53.323-07:00</updated><title type='text'>psicológica</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://jbtpsicologica.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpsicologica.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>41</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7838420494141140649.post-2854714843042910007</id><published>2009-02-28T11:08:00.000-08:00</published><updated>2009-02-28T11:09:22.864-08:00</updated><title type='text'>Pobre Coração!</title><content type='html'>&lt;em&gt;Saiba como o amor nasce e vive no cérebro&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;                  Os amores, que são muitos, sofrem muitas influências em suas características. E sendo todos de origem semelhante, não ocorrem nunca no tão cantado coração. O amor materno, pelas suas próprias raízes, é o mais arraigado que um ser comum sente e vinculado principalmente à biologia humana, tendo suas raízes na profundidade da fecundação. A seguir é enriquecido pelo tempo de gestação, o qual faz crescer as relações intrínsecas deste  sentimento e que culmina a sua formação bruta na maternidade, vindo a aperfeiçoar-se, mais tarde, na intimidade do convívio mãe-filho.&lt;br /&gt;                  Este amor em seu aspecto estrutural e nas profundezas de sua vibração, é um amor fortemente dependente do comportamento animal e da atividade biológica, que não espera correspondência e que é, sobretudo, incondicional.&lt;br /&gt;                  Já o amor paterno, por sua vez, também nascido no mesmo ato, é entretanto um amor mais descompromissado, condicionado pela vastidão da condição paterna dos animais machos e que de forma arquetípica caracteriza a sua participação na relação pai-filho, sendo marcadamente influenciado pela correspondência obtida no convívio com este.&lt;br /&gt;                  De outra forma o amor fraterno, nasce do convívio da ninhada e, aos poucos, vai se desenvolvendo pela capacidade de repartir espaço e atenção.Um amor socializante por excelência, parente da amizade e que tem no desprendimento a sua maior característica.&lt;br /&gt;                  Mas, é no amor romântico, por ser mais voluntarioso e incidente na vida adulta, onde encontramos o maior volume de curiosidade, de discussão, do qual a literatura especializada tanto se ocupa, abundante em vivências e descrições, envolvente e que por ter de ser um amor criatura de nós mesmos e produto de nossas condições pessoais.É o mais cheio de envolvimentos, emoções, controvérsias, venturas e dissabores.E, também, porque é o amor que garante e sustenta a permanência do ser humano sobre a terra. Gerador de discussões, inclusive quanto ao seu sítio de origem, que no passado viajou por todo o corpo mas que acabou se localizando no coração. Muito provavelmente isso se deva à perceptível palpitação que se sente e ao aperto no peito de que somos tomados nos momentos de pico no envolvimento amoroso, mormente na sua instalação. Um estado físico de aflição que faz parte de um conjunto de reações orgânicas do organismo comandadas pelo eixo cérebro-hipotálamo-hipófise-suprarenal.&lt;br /&gt;                  As pesquisas médicas e psicológicas há muitos anos vinham demonstrando o deslocamento do seu sítio de origem para o cérebro.E tudo passou a trilhar um caminho diferente, para decepção dos boêmios e dos  poetas, que no entanto, tão forte era a antiga  fantasia que alimetava a  participação do coração na gênese e na sede do amor, que mesmo assim e às expensas da ciência, continuaram a envolvê-lo na função.&lt;br /&gt;                  Neste particular, como em outros, as pesquisas se mostram tremendamente sérias, abundantes e convincentes.Destronado o coração, passou-se a entender que o amor seria fruto de atividades elétricas e bioquímicas que ocorrem, junto com outros tipos de emoções, exclusivamente no Sistema Límbico.Fato que se confirmou, mas que mais tarde se expandiu para outras áreas do cérebro, como as da captação das diversas formas de sensibilidade e áreas de memórias distribuídas por todo o córtex.&lt;br /&gt;                  E como tudo se dá neste intrincado sistema anatômico e eletroquímico? Aproximadamente, se dá seguindo uma evolução biológica que culminou com a formação do cérebro no mais superior dos primatas, o homem, o qual é detentor exclusivo desta forma superior de sentimento, o amor. No cérebro, as reações mais primárias e elementares relacionadas a uma emoção ocorrem no tronco cerebral e nos núcleos da base e que ali existem com muita ancestralidade, ou seja, fazem parte do cérebro do homem desde que este era um animal e antes de ele ter a avançada córtex que hoje tem, que lhe dava a sensação e a reação de uma emoção bruta relacionada à sobrevivência. Entretanto, a percepção, ou seja, a consciência dos fatos decorrentes da reação inicial e primária, a qual chamamos sentimento, ocorre nas estruturas mais externas, ou no córtex cerebral adquirido pela evolução da espécie e que formão conhecimento amplo dos fatos. Por isso é que percebemos primeiro; e o corpo reage, através do tronco cerebral e núcleos da base,,como tálamo, hipotálamo e sistema límbico incluídos, antes de sentir.&lt;br /&gt;                  Ou seja, exemplifiquemos com o medo, que também é uma emoção.Um coelho na floresta ao perceber uma raposa  predadora, primeiro paralisa na sua caminhada, depois é acometido de taquicardia e espanto, sente secura na boca, etc, etc.Tudo pelo comando inicial da profundidade do cérebro, para depois então entender que precisa disparar para longe do seu alcance. Assim se conclui, igual que no amor, o medo é uma questão de sobrevivência. Desta forma, tentaremos nos aprofundar melhor nestas duas principais maneiras do cérebro se manifestar neste particular, qual seja através da emoção e do sentimento.&lt;br /&gt;                  Antes de mais nada, para que se dê a ocorrência do amor em toda a sua plenitude, é necessário perceber que muitas são as circunstâncias que o impedem e outras que facilitam a sua ocorrência. Além da integridade física e funcional, é necessário, em primeiro lugar, que o cérebro apresente determinadas pré-condições que permitam a execução das funções em questão. Assim, o indivíduo envolvido precisa estar orgânica e mentalmente íntegro em sua forma mínima, saudável, atento à sua possibilidade e livre principalmente das chamadas afecções afetivas. Entre estas, a depressão como doença, que também é uma doença bioquímica e que envolve quase os mesmo núcleos cerebrais. A chamada depressão endógena e não a simplesmente reativa, é uma condição das mais mórbidas para uma mente; cheia de sentimentos negativos, que desmotiva, que perturba a percepção do ambiente, a qual é tão importante nas motivações excitatórias do amor.Esta afecção transforma o deprimido num estado que, filosoficamente, faz com que ele veja a vida  com as cores escuras da morte, com a qual aliás, esta enfermidade mental muito se parece. Nesta mesma linha, a tristeza, o desencanto e outras gradações da depressão, se transformam num frequente e forte impedimento para a percepção do sentimento que aqui tratamos. Da mesma forma que a insegurança e a diminuição da autoestima modificam a entrada e a valorização dos estímulos que movimentam o amor.&lt;br /&gt;                  Sem desprezar os outros sentidos, via de regra os motivos do amor entram pela visão, que é o nosso sentido mais desenvolvido e de maior abrangência, deslocando-se cérebro adentro através da via ótica. Inicialmente, as primeiras informações visuais chegam, depois de serem decodificados de onda luminosa em estímulo elétrico no tronco cerebral e ao tálamo ótico para distribuição, donde o estímulo é enviado a núcleos especiais da base do encéfalo. Primeiro  ao hipotálamo, onde ocorre uma indentifição grosseira, como se fosse no animal, do objeto avistado e onde é indicado qual a reação orgânica que o organismo vai ter. Neste momento o hipotálamo vai estimular então a hipófise, uma glândula localizada na base do crânio e com íntima relação com as estruturas neurológicas e que controla todas as glândulas do nosso organismo. A qual acionará a suprarrenal para secretar hormônios esteroides e adrenalina. Quando, então, aquele que vai ser envolvido pelo amor(ou o coelhinho pelo medo, na floresta) sente dilatação pupilar, palpitação, secura na boca, palidez, aumento da tensão muscular e relaxamento da musculatura lisa. Note-se, tal reação é genérica para outras  emoções e ocorre antes mesmo da consciência dos fatos porque envolve a sobrevivência.&lt;br /&gt;                  Quase que simultâneo à reação física comandada pelo hipotálamo, o estímulo que havia partido do tálamo chega também ao hipocampo, importante núcleo do sistema límbico, onde é acionada a memória intrínsica destinada a saber se aquilo que foi avistado é bom ou ruim comparado com memórias antigas e outras memórias ancestrais pré-gravadas. Isso, ao mesmo tempo em que a córtex visual, localizada na região occipital, entra na reação para identificar a visão obtida. Ao mesmo tempo que a córtex temporal age para memorizar aquela nova aquisição e o neocórtex frontal cria uma chamada memória de trabalho ou memória do presente ou do passado imediato, da qual se valerá para outras atitudes, agindo assim para ter a consciência plena e tomar providencias quanto ao que fazer com o fato consciente.E à esta consciência da emoção e a sua constância é que chamamos, então, sentimento.E o amor é um deles.&lt;br /&gt;                  No início desta delicada operação e antes mesmo do primeiro contato de aproximação entre as consciências envolvidas, contato esse que, como veremos adiante, mudará ou manterá os motivos do amor, ocorre no cérebro e de forma salutar um estado de excitação geral proporcionado pelo tronco cerebral, um mecanismo semelhante à excitação que mantém a vigília e que se traduz em interesse.É a pré-condição que mantinha o antigamente chamado flerte e é também o fundamento da atual paquera ou do “ficar”. Neste momento de excitação e atenção, ocorre a inibição de outras funções do cérebro que não interessem ao fato maior, proporcionando ao envolvido, então, a fase da distração ou de estar no mundo da lua.&lt;br /&gt;                  Em todos os pontos em que se encontre o funcionamento do nosso cérebro ou mente, poderá haver um desvirtuamento das funções e as reações tornarem-se, então, patológicas. Assim, a permanência do indivíduo em estado de excitação sem progredir na relação e que pode ser motivado pelo desencontro das informações mandadas ao cérebro em comparação com as informações de memórias prévias existentes no hipocampo, pode ter um significado doentio, que pode também chegar ao platonismo. Ambos podendo ser provocados por medo na informação de retorno sobre aquela vivência que iniba o prosseguimento.Ou poderá, também, haver um exagero e alongamento da manutenção da excitação, levando a uma dependência da mente, como no desatino da paixão.&lt;br /&gt;                    Apesar de ser um pouco mais superior que nos animais, mesmo assim a aproximação visual que se seguirá depois com a aproximação através do olfato e do tato, cujos estímulos cumprirão   trajetos semelhantes aos anteriores, a começar pelo tálamo na audição e do rinencéfalo na olfação, este tipo de reação dependente dos vários órgãos do sentido pode ser considerada como fazendo  parte de uma relação primária, comum aos outros animais. No entanto, mediante sua aprovação no julgamento dado pelo hipocampo e pelo neocórtex e passada esta fase, mudarão os motivos que sustentam e estimulam o amor, o qual passará a ser dependente do conhecimento e das relações interpessoais, indo de primário e animal para o terreno psicológico e social, adquirido da comparação com experiências anteriores do mesmo envolvimento e a com a expectativa futura. Ressalvando-se a exceção feita pelas emoções causadas na repetição do mesmo fato e com o mesmo objeto de amor  depois de um longo período de afastamento do estímulo, que é a emoção do reencontro.&lt;br /&gt;                  Como se vê, a ciência desvendou o grande mistério da gênese e dinâmica do amor; entretanto, acreditamos não chegou a desconsertar totalmente a humanidade romântica e mística, que continua a acreditar que a lua ainda é dos enamorados e que o conhecimento do que aqui dissemos em nada impede o amor ou modifica sua sensação.É certo então que o bater mais forte do pobre coração no amor continuará a ser a sensação mais válida.&lt;br /&gt;                  O filósofo alemão do final do século passado e do início deste século, Friederich Nietszche, quando estas descobertas ainda engatinhavam, disse, por percepção, que é como conclui o pensamento filosófico, que:"Deus colocou o centro do riso tão perto do centro do choro para que o homem pudesse chorar de alegria". Mal sabia ele que as pesquisas científicas depois dele iriam descobrir os núcleos cerebrias das emoções realmente próximos uns dos outros. E talvez por isso se vá tão rapidamente do amor ao ódio e que frequentemente se expresse a felicidade com as lágrimas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7838420494141140649-2854714843042910007?l=jbtpsicologica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/2854714843042910007'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/2854714843042910007'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpsicologica.blogspot.com/2009/02/pobre-coracao.html' title='Pobre Coração!'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7838420494141140649.post-8859083981110901556</id><published>2008-08-16T14:39:00.000-07:00</published><updated>2008-08-16T14:40:20.548-07:00</updated><title type='text'>A expectativa</title><content type='html'>Tudo de bom e de ruim que percebemos na vida de cada um de nós depende do grau de satisfação ou do grau de frustração que as circunstancias proporcionam quando acontecidas. E isso é assim em todos as ocorrências, em todas as ligações e em todas fases da vida na pessoa humana em geral. Tudo é assim porque existe um mecanismo em nosso psiquismo que cria expectativas de todas as formas e sobre todas as coisas, desde em relação as coisas mais simples, como comprar um pão, como na escolha da profissão e no seu exercício, nas relações  de amizade, como nas relações interpessoais mais profundas.&lt;br /&gt;                   Os exemplos são muitos: uma mente sadia, com sentimentos medianamente normais e com boas condições de avaliação de seus valores, sai de viagem sem habitualmente imaginar que vai furar um pneu. Principalmente se os mesmos estão em boas condições; aí então, nem pensa nessa possibilidade. Se por acaso for surpreendido por um prego, a frustração e surpresa vão ser grandes, tudo por que não só não existia expectativa para o fato, como existia expectativa ao contrário. E houve, sim, uma reversão da lógica que estava quase intrínseca, tal era a sua improbabilidade. Já, se ao sair na mesma viagem, foi verificado que os pneus estavam em mau estado, então o viajante sai carregando um outro tipo de expectativa, com maior probabilidade de insucesso e a sua frustração, se o pneu furar, será menor. Ou, então,  se está acostumado a comprar pão quentinho em uma determinada padaria, diariamente ao entardecer, já vai para ela com a esperança de mais uma vez ser atendido nessas condições. Mas, se em um determinado dia o pão não estiver nas condições costumeiras, ocorre o desgosto e a frustração por ver contrariada a expectativa.&lt;br /&gt;           E assim é tudo na vida, você se desgosta quando a sua expectativa é contrariada ou fica satisfeito quando as coisas correm como esperava. De forma consciente ou automaticamente. É através destes conceitos que se escolhe e vibra com o seu time de futebol, que escolhe ou rejeita seus amigos, o mesmo acontecendo com as cores e o tipo das suas roupas, com o seu tipo de leitura e tudo mais;  enfim, é assim na sua vida diária e pela vida a fora.         &lt;br /&gt;                   Se o seu filho faz coisas que aprova e que eram esperadas que ele fizesse, principalmente se estas coisas o tornam parecido com você quando tinha a mesma idade, então este filho corresponde à sua expectativa. Mas se o seu proceder sai longe dos preceitos aceitáveis, você se frustra e muitas vezes o rejeita. Ou, então, não se aproxima dele tanto quanto de outro filho com quem existem maiores afinidades, tudo porque este último lhe corresponde mais.&lt;br /&gt;                   Pois assim é em todos os setores da vida e assim também é no amor, onde também a expectativa nos baliza. E, se as alegrias são muito grandes e o prazer nem se fala, é onde existe lugar também para grandes decepções. E isso ocorre geralmente por culpa de um erro: é que pelo simples fato de existir o sentimento, que muitas vezes cega quem o carrega e leva a fantasiar, induz também a erros de avaliação e, consequentemente, a erros de expectativa. E daí sobrevem muitas vezes, ao invés de satisfação, a frustração, a dor do amor.&lt;br /&gt;                   Experimente e avalie bem o que você espera da vida; afinal, a própria felicidade é uma questão de expectativa satisfeita. Ou não!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7838420494141140649-8859083981110901556?l=jbtpsicologica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/8859083981110901556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/8859083981110901556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpsicologica.blogspot.com/2008/08/expectativa.html' title='A expectativa'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7838420494141140649.post-7676710892351684694</id><published>2008-07-01T15:24:00.000-07:00</published><updated>2008-07-02T06:53:11.095-07:00</updated><title type='text'>Ao acordar....</title><content type='html'>Onde estou? O que sonhei? Quem está do meu lado? Onde estão os chinelos? Pra que lado é o banheiro? Qual a minha escova? Como colocar pasta dental? O que fazer com ela? Qual a toalha? Onde urino? Como urino? Quem é ao espelho? Escovo os cabelos? Pra que lado? Que roupa ponho? Onde está? Onde é o roupeiro? Como vestir? Como abotoar? E os sapatos? Como amarrar?&lt;br /&gt;Onde é a cozinha? Onde está o leite? E a xícara? E o café? E o açúcar? Que porções se usa? Onde aquecer? O que é o micro? Onde está o micro? Quantos segundos? O que é quente? O que é morno? O que é amargo? O que é doce? Quantas xícaras eu tomo? Você é minha filha? Onde vamos?&lt;br /&gt;Onde tenho que ir? Por onde eu saio? Onde é a garagem? Qual é o meu carro? Onde está o carro? Onde está a chave? Por que porta entro? Onde se liga? Como debrear? Como se faz a mudança? Onde é a ré? Para que lado se manobra? Que cidade é a minha? Em que rua moro? Onde trabalho? Onde fica? Por que rua vou? E as preferenciais? Como frear? E a sinaleira? Qual é o sinal de siga? Quem me abanou? Conheço quem me olha? Que dia é hoje?&lt;br /&gt;E a menina ao meu lado? É minha filha? Onde a deixo? Onde é a escola? Qual o nome da escola? Em que ano ela está? A que horas eu a pego? Com chuva ou sem chuva? Sempre a carrego?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chego ao trabalho.....&lt;br /&gt;Conheço o porteiro? A que horas começo? O que faço? Cumprimento a todos? Tenho desafeto? Simpatizo com todos? Tenho diferenças pessoais? Fui insultado ontem? Ou menosprezado? Devo estar alegre? Onde é a minha sala? Qual corredor? Pra que lado fica? Como abrir o trinco? Qual a chave? Em que bolso? Como abrir com a chave? Onde é a luz? E o ar? Onde sento? Que material uso? Onde está? O que tem no timbre do papel? Pra que o carbono? E o carimbo? De quem é esse nome? Qual é mesmo a minha profissão? Já conheço quem atendo? O que pergunto? Que informação recebo? O que significa? O que prescrever? O que recomendo? Quando voltar? Haverá mais alguém? Quantos atendo? E as novas informações? É a sua primeira vez? Ou já a conheço? Quantas vezes já a vi? Onde registro? O que é computador? Como ligar? Onde estão os arquivos? Como teclar? Como escrevo? Onde salvo? Onde apago?&lt;br /&gt;Já está na minha hora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À caminho....&lt;br /&gt;Trim, trim. O que será? Um telefone? Onde estará? Na pasta? Como abro a pasta? Como atendo? ----É Maria. Que Maria? ----Tua mãe. Tenho mãe? Onde mora? Onde fica? Qual será o andar? Como chego lá? É um elevador? Qual o botão? Em que porta bato? É Maria? A senhora é minha mãe? Então eu sou seu filho? Este apartamento é seu? A quanto tempo mora aqui? E essa foto? Meus irmãos? E sobrinhos? E cunhadas? Todos meus? Mas, eu tenho irmãos? E como se chamam? E meu pai? Já morreu? A quanto tempo? Como é mesmo seu nome? Maria?!! E o que eu sou seu? Filho?!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao meio dia...&lt;br /&gt;Qual o meu andar? E a porta da unidade onde moro? E a senhora quem é? E eu tenho esposa? Sou casado? E tenho filhos? Como se chamam? Onde sento? Gosto de carne? E arroz? E feijão? E suco? Como corto a carne? O que é faca? E garfo? Vejo notícias? Costumo sestear? Até que horas? Uso pijama? Aonde durmo? Trabalho à tarde?&lt;br /&gt;Em outro trabalho, no hospital....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outro trabalho, no hospital&lt;br /&gt;O que faço aqui? Sou ligado à saúde? Tenho pacientes? Em que setor? O que é cefaléia? E vômito? E hemilado esquerdo? Onde vejo a febre? E verifico a pressão? Soro de que? Injeção pra que? Já lhe conheço? ----Sou o diretor. O que mesmo dirige? Este hospital? Pra que serve esta imensa casa? Quantos leitos tem aqui? E quantos profissionais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De volta pra casa....&lt;br /&gt;Onde deixei o carro? Qual é mesmo meu carro? Pra onde vou? Pra que lado é a casa? Outro trim, trim. Quem é? ----É tua mulher. E eu tenho mulher? ----Não esquece a padaria. Pra fazer o que? Qual delas que eu vou? Pra que tanto pão?&lt;br /&gt;Tem pão? Onde é o balcão? Que pão eu compro? E agora, pra que lado eu vou? Onde é meu edifício? Em que andar que eu moro? O senhor é o porteiro? Qual é a minha vaga na garagem? De frente ou de ré? Qual é o meu andar? Em que porta bato? E a senhora quem é? Onde é a sala? Como vejo TV? Tomo banho diário? Faço a barba? Como? Onde durmo? E com quem? Porque? Porque? Tudo é porque!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Deve ser algo semelhante assim com a mente de um paciente com o Mal de Alzheimer.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7838420494141140649-7676710892351684694?l=jbtpsicologica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/7676710892351684694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/7676710892351684694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpsicologica.blogspot.com/2008/07/ao-acordar.html' title='Ao acordar....'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7838420494141140649.post-1548554655475752780</id><published>2008-07-01T15:08:00.000-07:00</published><updated>2008-07-01T15:20:55.836-07:00</updated><title type='text'>A eloqüência dos sonhos</title><content type='html'>Segundo a ciência, os animais sonham; basta que para tal observemos um dos nossos domésticos dormindo, apenas não têm consciência disso. O que não deixa de ser uma vantagem em relação aos humanos que, desde que adquiriram o uso da consciência, têm desfiado as mais variadas explicações para este fenômeno da fisiologia mental. E quanto mais longe da verdade mais perto do místico e do misterioso, muitas vezes com engodo aos menos avisados. Minha versão sobre os sonhos, alguns dos quais vou relatá-los, aos olhos de alguns, talvez seja mais uma versão discutível ao seu entendimento.&lt;br /&gt;Tempos atrás, tive consciência de haver cometido um erro moral em relação a minha profissão, o qual atrapalhou-me as idéias pelo resto do dia. Naquela mesma noite, sonhei que viajava em um grande jato, que logo se transformou em um imenso tubarão, a bordo do qual me encontrava, o qual iria atacar mortalmente um ilustre e antigo mestre do início do meu aprendizado em neurocirurgia. Ao acordar, ainda durante a noite, entendi que o jato era eu e minha profissão, em situação até então estável, em vôo normal, que se transformou em um ente agressivo aos meus princípios de moral, representados por meu mestre. Para mim, nada mais claro. No dia seguinte pela manhã, através de um telefonema, desfiz o meu mal feito e minha consciência se tranqüilizou.&lt;br /&gt;De outra feita, um amigo distante perdeu um irmão de forma inesperada e eu não me manifestei durante o seu luto. Tempos depois, sonhei que o abraçava em pêsames pelo ocorrido, resgatando em parte a minha consciência. Uma pessoa conhecida minha, passou anos sem visitar sua terra natal, mais de vinte, talvez. Período em que, freqüentemente, sonhava que criava asas e sobrevoava sua cidade e os principais pontos de suas memórias de infância. Quando então, após uma viagem de visita, os sonhos alados desapareceram.&lt;br /&gt;Certo dia, joguei uma lata de refrigerante pela janela do carro e me flagrei do erro cometido. À noite, sonhei que alguém a havia juntado. Logo e pelo descrito, meus sonhos funcionam como um resgate das situações como estas deveriam ser ou terem sido, segundo a consciência individual.&lt;br /&gt;Há séculos que os sonhos vêm intrigando os homens, para os quais existem as mais variadas versões, desde metafísicas, misteriosas, premonitórias, revelativas, divinas, aleatórias, alertas e até obra demoníaca; talvez, todas com um quê de verdadeiro, segundo a crença de cada um. Cada um que fique com a sua, mas quem quiser se aprofundar existem caminhos científicos para tal.&lt;br /&gt;Através da psicanálise, Freud como precursor revelou o inestimável valor dos sonhos através de suas interpretações, como sendo uma linguagem simbólica do inconsciente de cada um. Lembro ainda do saudoso psicanalista Moisés Roithman, com quem privei por anos, o qual dizia que os sonhos dizem respeito a quem sonha e a ninguém mais: “O sonho te pertence”, dizia ele. O que já exclui muitas das outras versões, na visão desta ciência. E a cada sonho contado, ele perguntava: “E o que tu achas do sonho?” Pois a interpretação pessoal era sempre a mais importante.&lt;br /&gt;A moderna neurociência inclui ainda entre as funções do sonho a de ajudar a fixar as memórias de longo prazo; donde se depara que há ainda mais coisa a ser descoberta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7838420494141140649-1548554655475752780?l=jbtpsicologica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/1548554655475752780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/1548554655475752780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpsicologica.blogspot.com/2008/07/eloqncia-dos-sonhos.html' title='A eloqüência dos sonhos'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7838420494141140649.post-937124462440949746</id><published>2008-05-11T14:56:00.001-07:00</published><updated>2008-05-12T03:16:47.006-07:00</updated><title type='text'>A memória na oficina</title><content type='html'>A Memória na Oficina&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E porque a memória falha? As causas são múltiplas: existem aquelas que são falhas ocasionais, as formas reativas a outras doenças, de leves a mais graves, as patológicas e as senis.&lt;br /&gt;Para qualquer pessoa com idade até o início da velhice e com boa saúde física e mental não existe uma expectativa de alterações da memória. Habitualmente, procuram o médico - o neurologista ou o clínico geral - pessoas jovens, desde os 20 e com até 45 ou 50 anos, com queixa de que não retém mais as informações e que sua capacidade de memorização está péssima, pedindo ajuda. Na realidade, salvo raras exceções de doenças que ocorrem com extrema infreqüência nesta faixa, não existe uma justificativa cerebral relativa oa funcionamento específico da memória para um distúrbio deste tipo e nesta idade.&lt;br /&gt;Lembrem-se que foi falado, em artigos anteriores, que o mecanismo eficiente da memória necessita de um ingrediente fixador, que é a atenção; e esta é uma atividade que se produz ao nível do tronco cerebral, uma função muito antiga no desenvolvimento do cérebro, anterior aos núcleos dos sentidos. O núcleo responsável pela atenção chama-se“ Substância Reticular Ascendente” e é o responsável pela alternância sono e vigília. Logo, se estamos atentos, estaremos vigilantes e acordados, nada nos passa desapercebido. Se, no entanto, estivermos pouco atentos, médio ou nada atentos, acabaremos num máximo de cair no sono. Assim, qualquer situação que prejudique a eficiência da atenção prejudica também a fixação dos estímulos na memória, porque o cérebro em geral, e a memória em particular, funciona na base do estímulo: muitos estímulos, muita eficiência, poucos estímulos, o inverso. Um exemplo transitório de desatenção é o ato de dirigir e falar no celular ao mesmo tempo, onde se constata que nem um nem outro é bem feito.&lt;br /&gt;No consultório, a incidência da desatenção, geralmente, deve-se a ansiedade. Pessoas com ansiedade crônica, seja com sintomas evidentes e causas conscientes, seja com ansiedade subconsciente, quase sempre acompanhado de distúrbios do sono - como a insônia - são vítimas comuns de perda de memória. Como esta, existem outras patologias de ordem emocional, psicológica e psiquiátrica que são causa freqüente de dificuldade de memorização. A depressão maior, na qual o paciente perde ou diminui em muito a motivação pelo entorno e pela vida, existe uma grande dificuldade de concentração( com conseqüente desatenção) e sua conseqüência é óbvia.&lt;br /&gt;Existem doenças que aparecem na senilidade, que levam o paciente a apresentar distúrbios de memória como sintoma principal ou acessório: a conhecida ”esclerose”, a caduquice, o Mal de Alzheimer, mas não vamos entrar em seus detalhes.&lt;br /&gt;O nosso cérebro é, originalmente, feito para durar ao redor de 120 anos; prova disso foi a lucidez que exibia ao falecer a anciã dita a mais velha do Brasil, recentemente. Entretanto, a partir dos 75 anos é comum que a memória para os fatos recentes comece a fraquejar, conservando-se intacta a memória dos tempos passados. Tal ocorre, por que esta foi fixada quando o cérebro desfrutava de uma fisiologia hígida, ficando os fatos armazenados como se fosse em um imenso arquivo, sempre acessível. Já os estímulos dos fatos recentes, nesta idade, não encontram as mesmas condições bioquímicas nas células da córtex frontal - em processo de atrofia e morte cerebral por velhice – e nos núcleos do hipocampo, passando a pessoa a esquecer o nome comuns e familiares, onde deixou a carteira, o carro, a caneta etc. Dadas as circunstâncias, esta é uma perda de memória que se pode chamar de natural.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7838420494141140649-937124462440949746?l=jbtpsicologica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/937124462440949746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/937124462440949746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpsicologica.blogspot.com/2008/05/memria-na-oficina.html' title='A memória na oficina'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7838420494141140649.post-8905847434915558082</id><published>2008-05-11T14:38:00.001-07:00</published><updated>2008-05-12T03:24:33.346-07:00</updated><title type='text'>O que dificulta a memória?</title><content type='html'>&lt;strong&gt;O que dificulta a memória?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Desatenção&lt;/strong&gt;- Um cérebro comprometido pela idade é comum que passe a ser menos atento. Observe como os velhos atravessam a rua sem olhar para os lados, desatentos ao trânsito e são as principais vítimas de atropelamentos. Por desatentos, esquecem seus bonés, suas contas, os assuntos a que se referiam há pouco, repetem o nome das pessoas e esquecem-se dos medicamentos a tomar. Tudo por que tem a mais importante faculdade necessária à memorização perdida, que é a atenção; até por ser uma função cerebral super especializada e por isso uma das primeiras a desaparecer.&lt;br /&gt;Mas a perda da atenção pode ocorrer em qualquer idade, basta que você colabore com isso com sua ineficiência de ator, ou que não saiba prender ou despertar a atenção do seu cliente, do qual você precisa da memorização ao seu produto ou conteúdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Poluição&lt;/strong&gt; do que está sendo exposto a memorização. Como exemplo, existem placas de propaganda que possuem muitas palavras a serem lidas, desnecessárias à intenção do que está na necessidade do conteúdo e pouco tempo para suas leituras. Uns repletos de títulos do vendedor do nome, que não são lidos e nem que o fossem, valeriam algo como propaganda. Noutros existem uma miscelânea de palavras, textos, desenhos de prêmios a serem distribuídos, num cartaz poluído visualmente e com escasso tempo para leitura. E que mesmo que esse detalhe, o da escassez de tempo, não ocorresse, todos os dados não seriam memorizados, por inúteis e sem objetividade, que é a venda, no caso, do nome do produto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Atormentação&lt;/strong&gt;: Em determinados casos em que a ansiedade é muito grande, em casos de pânico, por exemplo, o derrame de adrenalina e outros neurotransmissores na corrente sangüínea e tão grande que perturbam a memorização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Desqualificação do Conteúdo&lt;/strong&gt; como objeto de memorização, que se deteriora de várias maneiras, as mais imperceptíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Repleção&lt;/strong&gt; dos circuitos de utilidade, semelhantes ao que se quer usar na memorização de determinado conteúdo, como a concorrência de produto similar, havendo necessidade de usar-se técnicas para maximizar e reforçar a presença do conteúdo preferencial no circuito. Algo como uma disputa de memorização a ser vencida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Saturação&lt;/strong&gt; – tentar que se memorize um produto que já foi visto muitas vezes e que não oferece nenhum novo atrativo, como os constantes nos itens de facilitadores da memorização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Fadiga do Cérebro-&lt;/strong&gt; por ansiedade crônoca, distúrbios do sono etc ;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Depressão&lt;/strong&gt; – Esta, além do desinteresse natural da doença, da desmotivação universal do padecente, ainda a própria doença expolia o deprimido em neurotransmissores que seriam usados na memorização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Repetição&lt;/strong&gt; - depois de muito repetir um conteúdo, este se torna desinteressante e não mais entra nos esquemas de memória, pois não se dá mais atenção.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7838420494141140649-8905847434915558082?l=jbtpsicologica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/8905847434915558082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/8905847434915558082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpsicologica.blogspot.com/2008/05/o-que-dificulta-memria.html' title='O que dificulta a memória?'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7838420494141140649.post-1558791016478620441</id><published>2008-05-11T14:29:00.000-07:00</published><updated>2008-05-12T03:26:53.696-07:00</updated><title type='text'>O que é a memória?</title><content type='html'>&lt;strong&gt;O que é a memória?&lt;/strong&gt; (Resumo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A memória é toda a aquisição de conteúdos, que ocorre por processamento eletroquímico, armazenagem no cérebro e com a capacidade de evocações destas informações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Literalmente, somos tudo aquilo que recordamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um clone, ou gêmeos univitelinos, poderão ter um corpo idêntico, mas serão sempre individualmente diferentes por possuírem conteúdos memorizados distintos, que os constituem em indivíduos iguais ou semelhantes fisicamente, mas com vivências e mentes únicas e distintas, o que os torna individualizados. Tudo porque cada um enxerga e vivencia os fatos ambientais de forma singular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tipos Funcionais de Memória&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Memória Episódica&lt;/strong&gt;: Relacionados a fatos ocorridos. Como, por exemplo: o café que tomamos pela manhã, a roupa que vestimos ontem, o encontro com um conhecido, o assunto que tivemos;&lt;br /&gt;Memória Semântica: Textos, poesias, livros de consulta, contos. Ambas são também chamadas de memórias explícitas, por que podem ser descritas como foram adquiridas. São guardadas no cérebro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Memória Procedural&lt;/strong&gt;: São memórias de atos, procedimentos, os quais aprendemos de forma automática, chamadas de memórias implícitas, porque não podemos descrever a sua forma de aprendizado e são executadas de forma automática. Tais são, por exemplo, o ato de nadar, de andar de bicicleta, pular corda, dirigir, soletrarmos uma palavra etc.&lt;br /&gt;Estas memórias são guardadas no cerebelo. Curiosamente, no esquecimento, esquecemos mais as memórias semânticas e episódicas(explícitas) e quase nunca as memórias procedurais (de procedimentos e implícitas) ou automáticas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Estruturas cerebrais básicas envolvidas na memória:&lt;br /&gt;Córtex Pré-frontal&lt;/strong&gt;, localizado na região mais anterior do cérebro, a mais nobre delas, o qual funciona como um gerente das informações que devam ser armazenadas ou não no nosso cérebro, um selecionador de informações válidas e úteis, um crítico do acervo. É composto pelas regiões mais anteriores do cérebro, as últimas aquisições na formação do cérebro humano, sede também do nosso intelecto e do juízo crítico.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Hipocampo&lt;/strong&gt;, é uma região localizada no interior do lobo temporal e que, em intercâmbio com o gerenciador, funciona como o porteiro e depositário das informações chegadas ao cérebro, trocando informações e selecionando o que vai ser armazenado ou não. Por exemplo, uma informação que o cérebro considera difícil de interpretar por motivos que veremos adiante, pode ser por ele e pelo gerenciador, considerada como dispensável do trabalho de memorização. Assim, uma informação poluída sonora ou visualmente, ou sem nexo com o contexto geral do conteúdo geral apresentado, torna-se uma informação descartada.&lt;br /&gt;Por último, &lt;strong&gt;as várias regiões do cótex cerebral&lt;/strong&gt;, disseminadas pelo cérebro, apropriadas a vários tipos de informações a serem armazenadas, isoladas ou em conjunto (o que facilita a evocação das memórias) e que são armazenadas nestas regiões especializadas, como na área da visão, sons, táteis, odores, perfumes, aquisições do conhecimento científico, literatura e as mais variadas emoções etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tipos de memórias pela sua duração&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dita &lt;strong&gt;Memória de Trabalho&lt;/strong&gt; é um tipo de memória que não chega a gerar arquivos, é uma memória de coisas simples do dia a dia, que não necessitamos gastar trabalho cerebral para armazená-la. Por exemplo: a busca de um número de telefone, depois de conseguido e discado, é dispensado. Este é um tipo de memória gerenciada pela Cótex-Pré-frontal.&lt;br /&gt;A &lt;strong&gt;Memória de Curta Duração&lt;/strong&gt;, as explícitas e declarativas(episódicas e semânticas) podem durar alguns minutos, horas, alguns dias ou meses, ou mesmo décadas.&lt;br /&gt;A &lt;strong&gt;Memória de Longa Duração ou Memória Pregressa&lt;/strong&gt;, constituída do acervo remoto desde a infância, sujeita à formação de memórias falsas, mistura de memórias e do infalível esquecimento ou ao adormecimento, memórias que são revividas em assuntos com amigos de infância e das quais não nos lembraríamos se um certo detalhe não fosse aflorado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7838420494141140649-1558791016478620441?l=jbtpsicologica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/1558791016478620441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/1558791016478620441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpsicologica.blogspot.com/2008/05/o-que-memria.html' title='O que é a memória?'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7838420494141140649.post-4926005884820461273</id><published>2008-05-11T13:43:00.000-07:00</published><updated>2008-05-12T03:30:58.436-07:00</updated><title type='text'>Sobre a memória</title><content type='html'>&lt;strong&gt;MEMÓRIA (Texto baseado nos ensinamentos do neurocientista Iván Izquierdo)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Memória é a aquisição, a formação, a conservação e a evocação de informações.&lt;br /&gt;Somos, literalmente, aquilo que recordamos.&lt;br /&gt;Não podemos fazer, nem comunicar nada que não esteja na nossa memória, bem como não estão à nossa disposição conhecimentos inacessíveis, nem formam&lt;br /&gt;parte de nós os episódios dos quais nos esquecemos ou pelos quais nunca passamos.&lt;br /&gt;O acervo de nossas memórias faz com que cada um de nós sejamos um indivíduo único, um ser para o qual não existe outro idêntico; tendo a sua coleção de lembranças uma condição única, distintas das demais. Eu sou quem sou, cada um é o que é, porque todos lembramos de coisas que nos são próprias e exclusivas e que não pertencem a mais ninguém.&lt;br /&gt;Nós, humanos, procuramos laços, geralmente culturais ou de afinidades, com base em nossas memórias comuns, formando grupos: comarcas, tribos, povos, cidades, comunidades, países etc. A identidade dos povos, dos países e das civilizações provém de suas memórias comuns, cujo conjunto denomina-se História. O conjunto das lembranças comuns faz com que os brasileiros se sintam brasileiros, o mesmo acontecendo com os demais países e as memórias comuns de seus habitantes.&lt;br /&gt;A memória humana é parecida com a demais dos mamíferos no que concerne a seus mecanismos essenciais e à áreas nervosas envolvidas e seu mecanismo molecular de operação; mas não no que se refere a seu conteúdo.&lt;br /&gt;As memórias são feitas pelos neurônios, armazenadas em redes de neurônios e são evocadas por estas mesmas redes neuronais ou por outras. São moduladas pelas emoções, pelo nível de consciência e atenção e pelos estados de ânimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A memória e algumas deformações&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Nossa memória pessoal e a coletiva descarta o trivial e, às vezes, incorpora fatos irreais. Vamos perdendo ao longo dos anos aquilo que não nos marcou tanto ou aquilo que não nos interessa mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Memória” e Memórias&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As memórias dos humanos e dos animais provêm das experiências. Algumas dessas memórias são adquiridas em segundos, como ao colocar o dedo na tomada, ou o cheiro de uma flor, outras em semanas, como aprender a andar de bicicleta, outras levam anos como aprender uma profissão.&lt;br /&gt;Algumas memórias são muito visuais, outras, só olfativas, outras motoras ou musculares. Algumas memórias consistem em uma súbita associação de outras memórias preexistentes, assim como outras não necessitam de um conhecimento prévio, como a dos dedos na tomada.&lt;br /&gt;Outras consistem em um baralhar de memórias sem a lógica associativa que usamos na vigília: são os sonhos, dos quais nos lembramos, muitas vezes, mais do de que de fatos reais e com eles os misturamos.&lt;br /&gt;Mas a lembrança nunca é igual a realidade: a lembrança da voz de um amigo falecido não nos recupera o amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cérebro converte a realidade por meio de códigos e os evoca por meio de códigos. Ao converter a realidade em um complexo código de sinais elétricos e bioquímicos, os neurônios traduzem a realidade em sua linguagem. Na evocação, ao reverter essa informação para o meio rodeio, os neurônios reconvertem sinais bioquímicos ou estruturais em sinais elétricos, de maneira que novamente nossos sentidos e nossa consciência possam interpretá-los como pertencendo a um mundo real.&lt;br /&gt;Há algo de prestidigitação nessa arte que o cérebro tem de fazer memórias, de transformar realidades, conservá-las, às vezes, modificá-las e revertê-las ao mundo real. E há também magia em outra nobre arte, a do esquecimento, sem o qual seria impossível pensar. Sem o esquecimento o convívio entre os animais e os humanos, seria impossível.&lt;br /&gt;A imensa maioria de tudo aquilo que aprendemos se extingue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TIPOS DE MEMÓRIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;MEMÓRIA DE TRABALHO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MEMÓRIA DECLARATIVA&lt;br /&gt;(EPISÓDICAS E SEMÂNTICAS[explícitas])&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MEMÓRIA PROCEDURAL&lt;br /&gt;(MEM.DE PROCEDIMENTOS[implícitas])&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Memória de trabalho&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É muito breve e fugaz, serve para gerenciar a realidade, como: se vale a pena ou não produzir uma nova memória da informação conseguida ou se ela já possui arquivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serve para manter durante alguns segundos, no máximo poucos minutos, a informação que está sendo processada no momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A memória de trabalho não produz arquivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Usamos a memória de trabalho, por exemplo, quando conservamos na consciência por alguns segundos, um número de telefone que indagamos, pelo tempo suficiente para discá-lo e depois o esquecemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A memória de trabalho é processada no córtex pré-frontal , porção anterior do lobo frontal, onde é acompanhada de poucas alterações bioquímicas. Seu breve e fugaz processamento parece depender da atividade elétrica dos neurônios dessa região, não deixando traços neuroquímicos ou comportamentais.&lt;br /&gt;O córtex pré-frontal recebe axônios procedentes de regiões cerebrais vinculadas à regulação dos estados de ânimo, dos níveis de atenção e consciência e das emoções. Isto explica a perturbação da memória de trabalho em condições alteradas por falta de sono, por depressão ou tristeza.&lt;br /&gt;Muitos não consideram a memória de trabalho como um verdadeiro tipo de memória, mas como um gerenciador central, que mantém a informação “viva” pelo tempo suficiente para poder eventualmente entrar na Memória propriamente dita&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O papel gerenciador da memória de trabalho decorre do fato de que esta deve determinar se uma informação é nova ou não, se útil para o organismo ou não. Para tanto, a memória de trabalho deve ter acesso rápido às outras memórias preexistentes nos sistema mnemônicos. P.Ex. Diante de um inseto desconhecido que é observado pela primeira vez, o córtex pré-frontal precisa verificar se não há registro de outros insetos parecidos em forma, tamanho ou cor com ele. Se ao faze-lo constata que é semelhante a outro que transmite doenças, o indivíduo poderá eliminá-lo ou fugir dele. Caso contrário, poderá se mostrar indiferente ao inseto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Memória declarativa&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;As memórias que registram fatos, eventos ou conhecimento são chamadas de declarativas, por que nós seres humanos poderemos declarar que elas existem e como as adquirimos. As relativas a eventos são chamadas de episódicas (lembrança de uma formatura)e as relativas a conhecimentos gerais(p.ex. da profissão, conhecimento da língua portuguesa), são chamadas de semânticas. São ditas explícitas por serem adquiridas com a participação da consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Memória procedural ou de procedimentos:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;São as memórias de capacidades ou habilidades motoras ou sensoriais, o que habitualmente chamamos de “hábitos”, como andar de bicicleta, nadar, soletrar etc, fatos que não podemos declarar mas simplesmente demonstrar através de um procedimento. São ditas implícitas por serem adquiridas de forma automática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas amnésias ou perdas de memória, costumam falhar primordial ou exclusivamente as memórias declarativas episódicas e explícitas. Na maioria das síndromes amnésicas encontram-se preservadas a maioria das memórias procedurais e boa parte das memórias semânticas adquiridas de forma implícita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As principais estruturas nervosas responsáveis pelas memórias episódicas e semânticas são duas áreas intercomunicadas do lobo temporal: o hipocampo e o córtex entorrinal, que se comunicam o córtex cingulado e parietal.&lt;br /&gt;As principais regiões moduladoras da formação das memórias declarativas (episódicas e semânticas) são o núcleo da amígdala, também no lobo temporal, e os núcleos reguladores dos estados de ânimo, atenção e emoções.&lt;br /&gt;Os axônios desses núcleos atingem o hipocampo, a amígdala e os córtices entorrinal, cingulado e parietal, liberando os neurotransmissores dopamina, noradrenalina, sertotonina e acetilcolina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na hora da formação das memórias a amígdala recebe o impacto de hormônios periféricos(corticóides e adrenalina) liberados no sangue pelo estresse ou pela eventual emoção excessiva. Este é o núcleo pelo qual se modulam as memórias; sua ativação faz com que elas se gravem, em geral, melhor que as outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As principais estruturas responsáveis pelas memórias procedurais, ditas implícitas, são o núcleo caudado e o cerebelo. Algumas delas também usam as estruturas anteriores do lobo temporal, nos primeiros das da aquisição. E sofrem pouca modulação por parte das emoções ou estados de ânimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Priming ou “dicas”:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Usado principalmente por atores, professores, declamadores, o priming ou dicas é uma palavra, imagem ou som que desencadeia toda uma memória. P. Ex.&lt;br /&gt;A palavra “Ouviram.....” associada a determinados acordes musicais lembra-nos o Hino Nacional.&lt;br /&gt;É um fenômeno essencialmente neocortical, participando o córtex pré-frontais e áreas associativas. Pessoas com lesões nestas áreas necessitam de cada vez mais fragmentos de lembrança para a sua complementação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Memória de curta duração, de longa duração e remota:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;As memórias explícitas podem durar alguns minutos, horas, alguns dias ou meses, ou mesmo décadas. As memórias implícitas geralmente duram toda a vida. Daí dizer que “é como andar de bicicleta...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As memórias declarativas de longa duração levam algum tempo para sua consolidação. Nas primeiras horas após sua aquisição são lábeis e suscetíveis à interferências.. A exposição a um ambiente novo( novas informações) dentro da primeira hora após a aquisição, por exemplo, poderá deturpar seriamente ou até cancelar a formação definitiva de uma memória de longa duração. Um traumatismo craniano ou um choque elétrico, logo após a aquisição, anulam a gravação que estava sendo feita, o que explica a amnésia pós traumática dos fatos envolvendo um acidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma liberação moderada de hormônios do estresse( corticóides, adrenalina) nos minutos seguintes à aquisição podem melhorar a consolidação das memórias; já uma dose excessiva desses hormônios (como durante um quadro de pânico) pode piorar a consolidação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Memórias de curta duração são aquelas que duram poucas horas, o suficiente para que se efetue a consolidação das memórias de longa duração, ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As memórias de longa duração podem durar meses e até muitos anos e são chamadas de memórias remotas, quando evocadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Esquecimento:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Pode-se afirmar com certeza que esquecemos a maioria das informações que um dia forma armazenadas.&lt;br /&gt;Conservamos só uma parte das informações em nossa memória de trabalho e uma fração ainda menor nas nossas memórias de curta e longa duração.&lt;br /&gt;Além do esquecimento, existe ainda a habituação, que é quando os centros da memória não retém mais uma informação repetitiva e a extinção das memórias. Uma memória habituada ou extinta não está propriamente esquecida e sim suprimida no que diz respeito à sua expressão. Um aumento da intensidade do estímulo reverte a habituação; uma nova apresentação do estímulo condicionado reverte a extinção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Repressão:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;São memórias declarativas que decidimos, consciente ou inconscientemente, suprimi-las; é um fenômemo exclusivamente humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Misturas de memórias:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Enquanto estamos evocando determinada experiência, conhecimento ou procedimento, ativa-se a memória de trabalho para verificar se essa memória consta ou não de nossos arquivos, evocam-se memórias de conteúdo similar ou não e misturam-se todas elas; formando às vezes, no momento, uma nova memória.&lt;br /&gt;A evocação de diversas misturas de memórias , somada à extinção da maioria delas, pode levar-nos à elaboração de memórias falsas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mecanismos de Formação das Memórias&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Durante os primeiros minutos ou horas após a aquisição de uma experiência, ela é suscetível de interferência por outras memórias, por um trauma craniano, por drogas ou por alguns tratamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A formação de uma memória de longa duração envolve uma série de processos metabólicos no hipocampo e outras estruturas cerebrais que compreendem diversas fases e requerem de três a oito horas para sua consolidação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas primeiras horas ou minutos seqüentes à aquisição da memória, esta pode sofrer modulação pelo estados de ânimo, pela grau de atenção e alerta e pelo nível de ansiedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basicamente, o substrato anatômico onde ocorre a memória é no circuito interno do hipocampo(CA1-Subículo-Córtex Entorrinal-Gyrus Dentatus-CA3-CA1) que forma o sistema hipocampal, o qual é funcionalmente ativo e capaz de reverberar muitas vezes por segundo, em condições fisiológicas.&lt;br /&gt;Além deste sistema, o córtex entorrinal possui conexões com o córtex pré-frontal(onde se processa a memória de trabalho), com os córtices parietal, occipital, cingulado anterior e o restante do córtex do lobo temporal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há consenso entre todos os pesquisadores de que a memória consiste na modificação de determinadas sinapses de distintas vias, que incluem o hipocampo e suas principais conexões. Ou seja, as memórias são guardadas nas sinapses que se fazem entre os neurônios de núcleos, regiões e córtices especializados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quantas sinapses são necessárias modificar para que um indivíduo possa guardar uma determinada memória?&lt;br /&gt;Dependerá do tipo de memória. Se for uma memória complexa (toda uma partitura, um compêndio médico), ela envolverá muitos bilhões de sinapses em muitas áreas cerebrais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cérebro humano possui ao redor de 200 bilhões de neurônios, um milésimo deles estão no hipocampo. Cada um deles recebe de 1000 a 10.000 sinapses.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7838420494141140649-4926005884820461273?l=jbtpsicologica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/4926005884820461273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/4926005884820461273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpsicologica.blogspot.com/2008/05/sobre-memria.html' title='Sobre a memória'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7838420494141140649.post-7819595224983246885</id><published>2008-05-11T13:37:00.000-07:00</published><updated>2008-05-12T03:37:51.469-07:00</updated><title type='text'>Neurociências II</title><content type='html'>&lt;strong&gt;CÉREBRO E SEXO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Influências sexuais sobre a constituição cerebral e suas funções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Todos sabemos que os machos são mais agressivos que as fêmeas, fazem brincadeiras mais violentas que elas, as quais são mais maternais.&lt;br /&gt;Sabemos também que, em geral, os homens são melhores em tarefas que envolvem orientação no espaço.&lt;br /&gt;Talvez o fator mais importante a produzir diferenciação entre machos e fêmeas seja o nível de exposição aos hormônios sexuais no início da vida, inclusive na vida fetal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando um cromossoma Y está presente, formam-se testículos ou gônadas masculinas; quando não existe cromossoma Y, formam-se ovários. Desde a vida intrauterina, os hormônios masculinos por eles secretados vão formar a genitália masculina, bem como os comportamentos masculinos correspondentes.&lt;br /&gt;Na ausência de hormônios masculinos é que se formam os genitais femininos e os comportamentos correspondentes. Sendo, então, a anatomia feminina e os comportamentos correspondentes o modelo padrão na ausência de androgênios.&lt;br /&gt;Efeitos duradouros decorrentes da exposição precoce a hormônios sexuais são caracterizados como ”organizacionais” porque parecem alterar, de forma permanente, a função cerebral orientada a cada sexo durante um período crítico de desenvolvimento pré ou pós-natal precoce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A área do cérebro que regula o comportamento reprodutivo masculino e feminino é o hipotálamo, incluindo a orientação sexual e a identidade do gênero foram relacionadas à variação anatômica desta estrutura, mas também existem efeitos organizadores oriundos na amígdala, córtex pré-frontal e medula espinal. Daí o arqueamento da coluna de forma receptiva nas fêmeas e a monta nos machos.&lt;br /&gt;Descobertas que são consistentes com a hipótese de que a orientação sexual e a identidade do gênero têm um componente biológico importante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Hormônios e intelecto-&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os homens se saem melhor que as mulheres em tarefas espaciais, bem como em raciocínio matemático e navegação em rotas. Bem como os homens são mais precisos em testes de habilidade motora em alvo.&lt;br /&gt;As mulheres, em média, sobressaem em testes que medem a capacidade de lembrar palavras e em tarefas manuais. Outras descobertas também apontam a superioridade das mulheres na memorização de referências -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Hormônios e Comportamento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Diferenças estruturais podem ser análogas às comportamentais; o hipocampo- região que pode estar também relacionada ao aprendizado espacial – é maior em machos que em fêmeas.&lt;br /&gt;Meninas com Hiperplasia Adrenal Congênita(HAC)- uma anomalia genética - e que apresentam produção de grandes quantidades de andrógeno, mostram maior preferência por carreiras e atividades masculinas, bem como por jogos e brincadeiras de meninos.&lt;br /&gt;Padrões cognitivos de adultos podem permanecer susceptíveis à flutuações hormonais, inclusive sazonais, durante a vida.&lt;br /&gt;Durante o ciclo menstrual, o desempenho das mulheres varia conforme os níveis de estrogênio: taxas elevadas deste hormônio associam-se a uma diminuição relativa das habilidades espaciais, bem como de uma melhora na lingüística e destreza manual.&lt;br /&gt;Flutuações sazonais nos homens mostram um melhor desempenho nas habilidades espaciais durante a primavera, quando os níveis de testosterona são mais baixos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ademais, pesquisadores estudam diferenças sexuais entre a organização dos hemisférios direito e esquerdo, mostrando assimetria em relação à linguagem e às funções espaciais em homens e mulheres.&lt;br /&gt;A ação da testosterona na amígdala está relacionada à motivação para buscar a atividade sexual, exercendo papel importante na regulação da motivação sexual de homens e mulheres. E a sua ação no hipotálamo é necessária para produzir o comportamento de cada gênero relacionado à cópula. Bem como é no hipotálamo onde se dá a identidade sexual, o sentir-se homem ou mulher.&lt;br /&gt;Uma hipótese em relação a homossexuais do sexo masculino é que eles tenham um hipotálamo com modelo mais feminino que masculino. Ainda que os homossexuais masculinos possam ser considerados como sendo um “terceiro sexo”, pois as caraterísticas de seus hipotálamos diferem tanto dos homens quanto das mulheres, segundo Swaab e Hofmann, 1995.&lt;br /&gt;Essa descoberta indica a possibilidade de uma base biológica para a transsexualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Padrões de função&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mulheres estão sujeitas a afasias com mais freqüência após uma lesão na região anterior do cérebro, quando nos homens a afasia é mais provável quando a lesão ocorre mais posteriormente; além do que os homens estão sujeitos, com mais freqüência, a afasias decorrente de lesão no hemisfério esquerdo.&lt;br /&gt;Estas descobertas sugerem que as mulheres , ao empregarem habilidades verbais mais abstratas, utilizam os dois hemisférios de forma mais uniforme que os homens.. Ou seja, os sexos podem ter uma organização cerebral diferente para algumas tarefas de linguagem, mas não para outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na evolução do homem, olhando-se para trás, deduz-se que os homens eram responsáveis pela caça e pela procura de comida, por defender o grupo contra predadores e por desenvolver e usar armas.&lt;br /&gt;As mulheres coletavam os alimentos próximos à base domiciliar, tomavam conta da casa, preparavam a comida e as vestimentas e cuidavam das crianças pequenas.&lt;br /&gt;Daí as diferenças desenvolvidas nas habilidades de cada gênero, ao longo da formação humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Recapitulando&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O comportamento sexual é controlado por uma combinação de hormônios gonadais, neurônios do hipotálamo e sistema límbico, bem como por fatores genéticos. O hipotálamo controla os detalhes da cópula tanto nos machos como nas fêmeas, enquanto a motivação para o comportamento sexual é controlado pela amígdala. Ao contrário do comportamento alimentar, o controle neural do comportamento sexual é afetado pelas ações organizadoras dos hormônios durante o desenvolvimento. Esses hormônios influenciam o tamanho das sub-regiões e a estrutura das células do hipotálamo e nos hemisférios cerebrais.. Essas diferenças anatômicas explicam algumas diferenças no comportamento sexual entre machos e fêmeas e entre indivíduos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7838420494141140649-7819595224983246885?l=jbtpsicologica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/7819595224983246885'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/7819595224983246885'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpsicologica.blogspot.com/2008/05/neurocincias-ii.html' title='Neurociências II'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7838420494141140649.post-2351718874308790321</id><published>2008-05-11T13:34:00.000-07:00</published><updated>2008-05-12T03:40:56.784-07:00</updated><title type='text'>Neurociências I</title><content type='html'>Neurociência I&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como o cérebro cria a mente&lt;/strong&gt; –&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O crescimento inexorável e exponencial de um novo conhecimento pode criar a sensação de que nenhum problema consegue resistir ao ataque da ciência, desde que a teoria esteja correta e as técnicas sejam suficientemente poderosas. Não se levantam dúvidas sobre como o cérebro processa a visão ou a memória, componentes óbvios do processo mais amplo da mente consciente.&lt;br /&gt;O corpo e cérebro de todas as pessoas podem ser observados pelos outros; a mente, no entanto, só pode ser observável por seu dono.&lt;br /&gt;A mente é privada, oculta, interna e inequivocamente subjetiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No afã de desvendar a mente, levar adiante uma investigação usando o próprio instrumento que está sendo investigado torna tanto a definição do problema como a maneira de solucioná-lo especialmente complexas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noção de um possível papel para a física quântica na elucidação da mente não eqüivale a endossar suas propostas específicas de que a consciência se baseia em fenômenos quânticos que ocorrem nos microtúbulos – componentes dos neurônios e outras células.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, é sustentável que os processos biológicos que hoje se presumem corresponderem a processos mentais são de fato processos mentais e assim serão considerados quando compreendidos em detalhes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O empenho em mapear o cérebro começou a 150 anos atrás com Paul Broca e Carl Wernicke. Hoje os pesquisadores conseguem registrar(mapear) diretamente a atividade de um só neurônio isoladamente e relacioná-lo a um estado mental específico, como a percepção da cor vermelha ou de uma linha curva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E exames como PET-SCAN ou RNM revelam como uma determinada região do cérebro é recrutada para uma determinada tarefa mental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já descobriu-se como circuitos cerebrais representam a forma de um dado objeto e como regiões cerebrais adiante do córtex visual primário são especializados em processar posteriormente a cor e o movimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação à memória, os gânglios basais e o cerebelo são essenciais para a aquisição de habilidades, como pedalar uma bicicleta ou tocar um instrumento. E depois de aprendidos os fatos, a memória de longo prazo conta com sistemas cerebrais multicomponentes, localizados em vastos espaços cerebrais, conhecidos como córtices.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Eu: Darwin- A evolução produziu um cérebro cuja função é representar diretamente e indiretamente tudo aquilo com que o organismo interage.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cérebro possui meios naturais de representar a estrutura e o estado de todo o organismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é possível sair-se deste “eu” biológico e saber sobre o “eu” e adjacências? Damásio sustenta que o fundamento biológico para o senso do “eu” pode ser encontrado naqueles dispositivos cerebrais que representam, momento a momento, a continuidade do mesmo organismo individual. Acredita ele que o cérebro utilize estruturas planejadas para mapear tanto o organismo como com os objetos exteriores, a fim de criar uma representação nova, de segunda ordem, que indica que o organismo, conforme mapeado no cérebro, está voltado para interagir com um objeto externo, também mapeado no cérebro. A representação não é uma abstração: ela ocorre nas estruturas neurais, como o tálamo e as estruturas do giro cíngulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Especificamente, este processo apresenta no interior do processo mental a informação de que o organismo é o dono do processo mental. Surgindo então a pergunta: A quem isto está ocorrendo? O senso do “eu” no ato do conhecimento é então criado, e isso forma a base da perspectiva em primeira pessoa que caracteriza a mente consciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Processos cerebrais objetivos costuram a subjetividade da mente consciente a partir do tecido do mapeamento sensorial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É provavelmente seguro afirmar que por volta de 2050, o conhecimento sobre fenômenos biológicos terá eliminado as separações entre corpo e mente, cérebro e mente e corpo e cérebro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao compreender a mente em nível mais profundo, nós a veremos como o mais complexo conjunto de fenômenos biológicos da natureza, e não como um mistério da natureza desconhecida. A mente sobreviverá à sua explicação!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Problema da Consciência&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Aquilo que conhecemos como mente está intimamente relacionado a certos aspectos do comportamento de cérebro.&lt;br /&gt;Acredita-se hoje que é possível explicar todos os aspectos da mente, inclusive seu maior atributo, a consciência, como sendo o comportamento de redes neuronais agindo em concerto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme afirmou há um século James Willians, pai da psicologia moderna,a consciência não é uma entidade, mas sim, um processo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conhecimento da visão tem sido utilizado para melhor estudar o problema da consciência. O cérebro utiliza experiências passadas( sejam suas próprias, sejam as genéticas) para ajudar a interpretar o que chega aos nossos olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As computações realizadas pelo cérebro são predominantemente inconscientes; aquilo de que nos tornamos conscientes é o resultado final desta computação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É provável que tenhamos uma representação inativa da Estátua da Liberdade em nosso cérebro. Se pensamos nela, a representação se torna ativa, com a descarga de neurônios pertinentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, cada uma das implicações de ver um rosto, tais como o sexo da pessoa, a expressão facial, sua familiaridade, a quem ele pertence, pode estar relacionado com neurônios que disparam em lugares distintos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;William James achava que a consciência envolvia tanto atenção quanto a memória de curto prazo; Jackendoff entende que a consciência é “enriquecida” pela atenção, tão necessária para a consciência plena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É difícil imaginar que alguém possa estar consciente se não tiver memória, mesmo que extremamente breve, daquilo que acaba de acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A consciência está em constante mutação. As redes funcionais neuronais formadas rapidamente ocorrem em diferentes níveis e interagem para formar redes funcionais ainda maiores. Elas são transitórias e comumente duram apenas frações de segundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O propósito da consciência visual vívida é alimentar as áreas corticais relacionadas com as implicações de que vemos; a partir daí, a informação se move num sentido para o sistema hipocampal, para ser codificada (temporatriamente) na memória episódica de longo prazo, e nas áreas de planejamento motor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pacientes com “visão cega” por lesão do córtex visual, conseguem reagir de forma limitada a certos comprimentos de onda. Experimentos sugerem que pudesse existir uma conexão direta entre o corpo geniculado e outras áreas visuais do córtex.&lt;br /&gt;Pessoas com visão normal costumam reagir a sinais visuais sem estar plenamente conscientes deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe-se que os sinais recebidos em espaço de tempo muito curto são tratados como simultâneos. Assim, existe uma resposta de “amarelo” quando existem estímulos muito próximos de verde e vermelho, por existir um período de percepção que dura de 60 a 70 milisegundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A atenção parece estar relacionada a algumas formas de memória visual; o pulvinar, uma região do tálamo, parece estar envolvida com a atenção visual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema surge quando é necessário estar consciente de mais de um objeto exatamente ao mesmo tempo. Se todos os atributos de dois ou mais deles fossem representados por disparos rápidos de neurônios, esses atributos poderiam se confundir. P.ex. a cor de um poderia confundir-se com a forma de outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe uma hipótese simplista de que camadas mais superiores do neocórtex são, em grande medida, inconscientes; enquanto atividades das camadas mais inferiores(5 e 6) , na maioria se relacionam à consciência visual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A consciência visual é sem dúvida um problema difícil. É preciso pesquisar mais a base psicológica e neural da atenção e da memória de curta duração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Enigma da Consciência&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que existe? O que faz? Como pode ter surgido de processos neurais do cérebro?&lt;br /&gt;Quando olhamos para uma página, estamos conscientes dela, como parte de nossa vida mental privada, através de suas cores e formas, podendo sentir emoções e formar pensamentos. Juntas, estas experiências formam a consciência: a vida interna e subjetiva da mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da corrente behavotrista, no início do séc.XX , havia uma concentração de explicações sobre a mente relacionadas ao comportamento externo, comportamental. Mais tarde veio a ciência cognitiva que dava ênfase aos processos internos, mas para desenredar o emaranhado, o raciocínio filosófico é essencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma teoria sobre a consciência pode ter conseqüências surpreendentes para nossa visão do Universo e de nós mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Um problema difícil:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Como processos físicos do cérebro podem dar origem à experiência subjetiva da consciência?&lt;br /&gt;Há fatos sobre a experiência consciente que não podem ser deduzidos dos fatos físicos relativos ao funcionamento do cérebro. Mas, notavelmente, a experiência subjetiva parece emergir de um processo físico. Ainda que não tenhamos nenhuma idéia de como se processa assim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7838420494141140649-2351718874308790321?l=jbtpsicologica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/2351718874308790321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/2351718874308790321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpsicologica.blogspot.com/2008/05/neurocincias-i.html' title='Neurociências I'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7838420494141140649.post-1629295346474901684</id><published>2008-05-11T13:27:00.001-07:00</published><updated>2008-05-12T03:48:37.221-07:00</updated><title type='text'>Funcionamento prático da memória</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Funcionamento Prático da Memória&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A informação chega ao gerente do processo de memorização, o Córtex Pré- Frontal, que gerencia a Memória de Trabalho e que também julga a importância dos outros conteúdos, se são descartáveis ou não, em acordo de trabalho com o porteiro do processo, o Hipocampo.&lt;br /&gt;Se o conteúdo é julgado pelo gerente como aproveitável, este é enviado ao Hipocampo, localizado no interior do Lobo Temporal, o qual retém o conteúdo por algumas horas( ao redor de 8 horas) e julga a necessidade de armazená-lo como Memória de Curta Duração e que por fatores diversos, poderá se tornar uma Memória de Longa Duração; só o tempo e as circunstâncias vão determinar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como é Armazenada a Memória?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Tendo o conteúdo passado algumas horas sendo analisados na portaria da memória, aos cuidados do gerenciador e do porteiro( Córtex Pré-Frontal e Hipocampo) e após o indivíduo dormir e sonhar, mesmo que não lembre, o conteúdo julgado ideal é encaminhado às diversas prateleiras da biblioteca cerebral, efetuado por funcionários bioquímicos( os neurotransmissores) e no uso de manifestações elétricas, quando são colocados em lugares apropriados, os visuais, os olfativos, os táteis, os emocionais, os gustativos, os odoríficos etc, cada um em seu escaninho. Donde farão o caminho inverso e revertidos em sinais elétricos capazes de serem reconhecidos pela consciência na hora de serem evocados à memorização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O que favorece a memorização?&lt;br /&gt;A Atenção&lt;/strong&gt;: todo o cérebro deve estar no pleno uso de suas capacidades cognitivas para poder memorizar, estar alerta e atento ao conteúdo. Um cérebro que não presta a atenção é como uma máquina fotográfica que tira uma foto sem abrir o diafragma, não registra.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Repetição dos estímulos&lt;/strong&gt; a serem memorizados. Muitas vezes para que um pequeno detalhe seja incorporado aos arquivos é necessário um somatório de estímulos, aliás, esta é a base do aprendizado do Sistema Nervoso Central como um todo, a repetição, a intensidade e a especificidade do estímulo. O conteúdo a ser memorizado é um tipo de estímulo.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Emoção&lt;/strong&gt;: alegria, tristeza, raiva, medo, enlevo musical, paixão, são algumas das emoções que fortificam e consolidam na intensidade e no tempo, a qualidade da memorização.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Qualificação do conteúdo&lt;/strong&gt; que está sendo apresentado ao processo de memória. Nenhum cérebro quer perder tempo com coisas desinteressantes, repulsivas ou absurdas.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Sedução&lt;/strong&gt;. A fonte que leva até o cérebro alvo precisa ter poder de convencimento, desde o ato de dizer, mostrar, informar, individualizar o produto, sobrepujá-lo à eventual concorrência, com um padrão singelo de apresentação pessoal. Por exemplo, uma apresentadora de minissaia, por certo desviará a atenção aos seus joelhos e os “venderá” mais que o produto que está divulgando. &lt;strong&gt;A Interação&lt;/strong&gt; entre os diversos conteúdos que estão sendo oferecidos; não se vende melancia junto com produtos farmacêuticos, é necessário haver uma continuidade e inter-relação dos conteúdos, além de não interromper ou entrecortar a informação dada ou mesmo exauri-la.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Liberação dos circuitos&lt;/strong&gt; cerebrais que estão sendo estimulados. Um cérebro pode já conter um circuito formado para uma determinada informação, uma revista eletrônica e seus conteúdos similares, por exemplo. Para vencer esta disputa e ocupar o espaço do circuito de forma a que o que for nele inserido como novidade para que seja memorizado conquiste espaço suficiente, com todas as condições fisiológicas já citadas à memorização. Principalmente no que se refira a repetição, intensidade e qualificação dos novos estímulos, que devem ser maximizados.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Simplificação&lt;/strong&gt;: o cérebro trabalha com a lei do menor esforço. Quanto mais simples for a informação e quanto menos operações o cérebro tiver que fazer para manter o conteúdo, mais rápida e mais perene permanecerá a informação na memória, no caso, do espectador.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Duração da informação&lt;/strong&gt; que está sendo veiculada tem um “timing” ótimo para o conteúdo ser absorvido; o suficiente à retenção e compreensão de um texto, por exemplo, sem exaustão visual ou de outro tipo.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Clareza da Informação&lt;/strong&gt; – fundamental na confiabilidade do que está sendo oferecido à memorização.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7838420494141140649-1629295346474901684?l=jbtpsicologica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/1629295346474901684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/1629295346474901684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpsicologica.blogspot.com/2008/05/funcionamento-prtico-da-memria.html' title='Funcionamento prático da memória'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7838420494141140649.post-2437024779755729996</id><published>2008-05-11T13:16:00.001-07:00</published><updated>2008-05-13T15:19:45.864-07:00</updated><title type='text'>Lembre-se</title><content type='html'>Lembre-se&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leon Tolstoi dizia que era mais fácil conhecer-se uma pessoa pela sua biblioteca do que pela avaliação feita em contatos pessoais. Em outras palavras, queria dizer que uma pessoa era aquilo que lia. Impressão de um escritor famoso a respeitar-se. Segundo Iván Izquierdo, neurocientista gaúcho, mundialmente conhecido por seus trabalhos com a fisiologia da memória, pesquisador da UFRGS e da PUC, na mesma linha de Tolstoi diz:“Nós somos aquilo que nos lembramos”. E é compreensível tal afirmação, basta observarmos a que se reduz uma pessoa na qual as memórias sumiram por completo, como no Mal de Alzheimer, os caducos em grau grave de antigamente, que perdem a individualidade, viram zumbís.&lt;br /&gt;Junto, então, os dois citados para exemplificar-lhes como funciona a nossa memória de forma reduzida e simples. Funciona como uma grande biblioteca, com um gerenciador da área, chamado de região pré-frontal da córtex cerebral, que orienta o que vale a pena ou não ser examinado com finalidade de memorização. Além disso, essa região cerebral, esse gerente, é responsável por um determinado tipo de memória, chamada memória de serviço, de curta duração, que serve para, por exemplo, memorizarmos um número de telefone até discá-lo e depois esquecê-lo. Nossa biblioteca tem ainda um porteiro, uma região que se chama hipocampo que, com o crivo do gerente, recebe, compila e armazena por algumas horas as informações recebidas durante um tempo dado, um dia, por exemplo. É a memória recente dos últimos acontecimentos.&lt;br /&gt;Moduladas pelo sono e pelos sonhos, as memórias retidas pelo porteiro hipocampo, após algumas horas de funcionamento normal do cérebro, incluindo uma noite bem dormida, e com o auxílio de neurotransmissores específicos, as memórias durante a noite são conduzidas e colocadas em várias prateleiras existentes nos diversos corredores da nossa biblioteca, regiões distribuídas por toda a córtex, a camada mais externa do tecido cerebral. Seguindo caminhos pré-estabelecidos, onde são armazenadas nas junções( sinapses) entre os neurônios. Na evocação delas, seguem o caminho inverso até a consciência. É a memória remota ou de longa duração.&lt;br /&gt;A memória é, talvez, uma das áreas da fisiologia humana mais estudadas no mundo e pelo volume de descobertas que dia- a- dia se fazem, conclui-se que muito já foi descoberto, mas que muito mais ainda está para ser conhecido nesta área.&lt;br /&gt;Influi muito nas memórias individuais, o estado de ânimo, o humor alegre ou mórbido, em que se encontra uma pessoa ao tempo do ocorrido a ser armazenado. Assim, as emoções, como todos podemos perceber, boas ou más, são armazenadas junto, donde provém as memórias boas e as memórias ruins. Também o temperamento de cada pessoa, se ela é depressiva ou não, dependendo da auto estima comprometida ou não, podendo tornar-se rancorosa e amarga, deverá haver um predomínio para a evocação das memórias más e desconfortáveis, gerando o rancor, normalmente uma ocorrência nos ”colecionadores de mágoas”.&lt;br /&gt;De outra parte, nas pessoas com uma personalidade em que a auto estima é preservada, com tendência a um sentimento positivo de felicidade, as memórias que predominam são aquelas de acontecimentos positivos e felizes.&lt;br /&gt;Baseado numa percepção rústica e intuitiva do valor das emoções na qualidade das memórias, Don Athaualpa Yupánqui, grande payador argentino, cantava em seus versos: “Lo que viene a la cabeza de la cabeza se vá, lo que viene al corazón se queda y no se vá más”. Ou seja, o que é armazenado com emoções do coração é mais duradouro.&lt;br /&gt;Os saudosistas, que fincam pé no passado como um tempo melhor que o atual, sentem o que aconteceu em outros tempos como uma época melhor que o presente, com melancolia. Tal explica-se pelo teor das emoções com que os fatos foram armazenados, emoções próprias dos 10, 20, 30, 40 anos, estas sim que nunca mais serão sentidas da mesma forma, com a mesma maturidade, para armazenar-se junto com fatos de hoje.&lt;br /&gt;E evoco aqui as palavras de Luiz Coronel a respeito: “Quem elege o passado como um paraíso perdido, não tem direito a colocar os pés no futuro”. E segue o baile!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7838420494141140649-2437024779755729996?l=jbtpsicologica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/2437024779755729996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/2437024779755729996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpsicologica.blogspot.com/2008/05/lembre-se.html' title='Lembre-se'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7838420494141140649.post-1772883612926437827</id><published>2008-05-11T13:08:00.000-07:00</published><updated>2008-05-12T03:51:10.643-07:00</updated><title type='text'>Amor e admiração</title><content type='html'>Amor e Admiração&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor entre as pessoas, desde que existem as emoções no cérebro humano, e ele é uma delas, é formado por um conjunto, muitas vezes com rótulo de infinito, mas finito, de sensações afins que geram um produto. Tal sentimento emocionado é prenhe de detalhes que enobrecem tanto quem o verte, como quem o recebe; é a tradução do bem na sua forma mais completa e perfeita no coração de qualquer pessoa. Tudo ao seu redor e sob sua bênção se constrói de forma sadia, sólida e duradoura, enquanto dura.&lt;br /&gt;No cérebro, o amor, o romântico, por exemplo, entre duas pessoas, é vizinho de outras emoções, o ódio inclusive, e para o qual às vezes descamba com a mesma intensidade e força, mas ao contrário. Tal amor nasce de uma série de fatores, desde os biológicos iniciais até criteriosos julgamentos éticos, obedecidos por completo ou não, que lhe dão um alvará de instalação em determinado coração, ainda que saibamos que esta não é a sua verdadeira morada. Assim, os estímulos visuais, que quase sempre são os que inicialmente atraem duas pessoas, são submetidos a uma série de critérios de quem vê, instalados como paradigmas em sua mente desde a infância, como o caminhar, o jeito de olhar, o porte físico, a estatura ou o formato do rosto do objeto amoroso em questão. Um conjunto, enfim, que passa por um crivo de memórias visuais remotas. As quais, comparadas a semelhanças agradáveis, dão prosseguimento à avaliação. Segue-se a avaliação olfativa, pois mesmo que a aprovação visual seja dada, o amor sucumbirá se a sensação olfativa do ser envolvido esteja relacionada com memórias desagradáveis. Até aqui, consciente, mas muito mais inconscientemente, tudo funciona de forma muito biológica e biológica será a permissão dada.&lt;br /&gt;O prosseguimento da aproximação dará oportunidade a que os julgamentos evoluam para critérios sociais e éticos, também através da audição, a serem avaliados por outras regiões cerebrais, onde nosso superego se encontra, apto a nos dizer o que é compatível com o prévio aprendizado do certo e do errado, desde que haja formada tal compreensão. Ou mesmo, se comparado com critérios mais atuais, como por exemplo com um defeito de caráter semelhante ao que possuía o protagonista de uma relação recente e mal sucedida.&lt;br /&gt;Resumidamente, assim é como é avaliada uma pessoa a quem vai ser entregue, por uma das partes, um sentimento de amor em forma inicial, aguardando correspondência. E que, em muitas ocasiões, na fase inicial é tão arrebatadora que a chamamos paixão, coisa perigosa, coisa de louco. Mas, uma loucura que todos os corações deveriam experimentar, desde que tivessem seguro contra seus incêndios e danos.&lt;br /&gt;Fadado a ser duradouro, se bem cuidado, o amor ao longo do convívio se retroalimentará de outras situações por ele mesmo condicionadas, já que, por ser o sentimento maior da ligação, a quase tudo nivela por força da bondade intrínsica do próprio amor.&lt;br /&gt;Entretanto, a condição mais necessária à duração em longo curso do amor romântico, entre casais, trata-se da admiração interpessoal. A admiração nascerá do cultivo, em substituição aos valores iniciais menos perenes, desgastados pelo tempo, como a beleza física, por exemplo, por virtudes de maior valor frente a uma fase mais madura da relação. Um casal, por mais venturosa que tenha sido a sua relação desde um início e por muito tempo, não conseguirá a infinitude amorosa se não crescer de dentro para fora, como pessoa humana, individualmente, e de forma livre e bela, de modo a alimentar a satisfação de novos critérios a que o amor será submetido ao longo de sua existência.&lt;br /&gt;Ao longo do tempo, é necessário, pois, que, passada a fase da avaliação inicial, biológica e ética de cada par, mesmo na vigência de um bom e importante ajuste sexual, que novos valores sejam acrescentados a cada um, separadamente, para serem submetidos a uma avaliação mais rigorosa da relação, algo natural da ascendência de nossas mentes em busca do aperfeiçoamento.&lt;br /&gt;Invariavelmente, mais dia, menos dia, em não vendo atendido este imperioso pressuposto, o da necessidade de novos motivos de admiração interpessoal, grandes amores sofrerão desgaste, serão menos felizes, infelizes e até sucumbirão.&lt;br /&gt;É mais ou menos como captava da vida e transformava em prosa cada vez mais atual Vinícius de Moraes: ”É preciso ter muito cuidado com o corpo, mas também com a mente, pois, qualquer baixo seu a amada sente..... e esfria um pouco amor”. E, completo, esfria até bastante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7838420494141140649-1772883612926437827?l=jbtpsicologica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/1772883612926437827'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/1772883612926437827'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpsicologica.blogspot.com/2008/05/amor-e-admirao.html' title='Amor e admiração'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7838420494141140649.post-4306100273800230298</id><published>2008-05-10T13:04:00.000-07:00</published><updated>2008-05-11T11:31:16.124-07:00</updated><title type='text'>A arrogância</title><content type='html'>Das virtudes da personalidade humana, todas revertem seus benefícios ao portador, algumas mais em relação a sua vida pessoal, privada ou particular, outras beneficiando a sua vida de relação, surtindo efeitos construtivos não só para o indivíduo, objeto dessa virtude, como para os circunstantes com quem de alguma forma se relacione.&lt;br /&gt;Por outro lado, as antivirtudes tem um mecanismo de ação semelhante; algumas prejudicam somente quem as tem, outras também seus circunstantes. Mas poucas prejudicam tanto ao portador, quanto arrogância. A arrogância, contrária da humildade, é a percepção errônea que o indivíduo faz de si mesmo, sempre para cima, para mais e para os lados, tornando-se possuído de um quilate que não possui e que até poderia ter, não fosse essa falha. Mas que, na sua ótica defeituosa, enxerga mal o mundo, do seu prisma defeituoso sai um desdobramento das cores da vida que são regularmente distorcidas, mas que, neuroticamente, estão de acordo com sua visão egocêntrica.&lt;br /&gt;A arrogância é uma espécie de racismo sem raça, cor ou religião, mas sim, um racismo de condições pessoais. O arrogante se sente diferente para melhor quando se compara com seus semelhantes, quando não, sente-se superior às suas próprias fantasias. Defeito freqüentemente aprendido de berço, é refinado no aprendizado familiar, onde recebe respaldo da estrutura arrogante da família ou do ambiente. No entanto, é um comportamento também hereditariamente recebido; pois é comum encontrar-se sobrenomes que passam de pais a filhos, durante muitas gerações e que carregam a mesma falha, como característica principal de seus membros.&lt;br /&gt;Defeitos de personalidade, todos nós temos, mas alguns são vistos como mais graves que outros. Freqüentemente neurotizante, a característica em questão assim o é porque magnifica ou qualifica características que não existem na proporção vivenciada ou pretendida, e a tendência comumente é, quanto mais a realidade se mostra como ela é , mais a arrogância toma vulto, defensivamente. São pessoas que quando alertadas para o defeito, o alerta não deixa de ser um empurrão em direção à realidade. E, sendo a realidade "menor" que o seu mundo fantástico e por isso mesmo de dolorosa constatação, a pessoa alertada prefere permanecer com a sua "verdade" arrogante. E amiúde, transforma em severa inimizade até velhos laços de boa relação, prosseguindo pela sua vida de colorações personalizadas, projetando sempre no ambiente, ou nos circunstantes, toda e qualquer situação que tenha resultado em erro ou fracasso.&lt;br /&gt;O arrogante, de certa forma, é um "paciente" que sofre muito, porque na verdade, no fundo do seu íntimo, a visão que tem de si próprio é de que ele é menor do que os outros. Isso em uma percepção inconsciente, parecendo sempre dotado de atributos que no seu próprio conceito não tem. De um modo regular, em conversas com o travesseiro, são pessoas infelizes e que sofrem demasiado com suas reais limitações. Irascíveis e insatisfeitas quase que de forma permanente, porque são difíceis de serem satisfeitas nas suas descabidas exigências e, também, porque quando o seu julgamento errado sai do nível inconsciente e se aproxima do consciente, a constatação de seus defeitos se torna inevitável e dolorida. E, aí, muito comumente sentem-se acometidas de depressão, derivam para hipocondria, irritabilidade, inadequação e tristeza.&lt;br /&gt;Por serem pessoas que se julgam superiores aos comuns, são de difícil relacionamento, mal conseguem manter poucos amigos, que de longe dizem que lhe suportam e até pena têm. Donde advém freqüente solidão, o que lhes aumenta a depressão. No entanto, quando a característica é familiar, essas pessoas mantém-se melhor nesse aspecto, porque encontram maior proteção emocional.&lt;br /&gt;O comum é envelhecerem de forma amarga, conseqüência direta de terem vivido amargamente, vítimas de uma guerra íntima cujas derrotas enfrentaram no dia a dia e desde sempre; amargura, que às vezes os faz envelhecer também precocemente, trasnformando-os em velhos azedos e mal-humorados e não raro quando morrem, sem ter conseguido meia dúzia que lhes segurem a alça do caixão, deixam escassas saudades.&lt;br /&gt;Ainda que à mercê da pressão do desconforto que esta antivirtude cause à mente e mesmo que a pessoa tenha a luz de procurar auxílio psicoterápico ou analítico, poderão haver modificações que falicite o convívio com outros e consigo próprio. Alguns, entretanto, tem a má sorte de ter que conviver a vida toda dessa forma. Conhecí um paciente cujo padecimento era familiar, várias famílias de parentes com características que bem se enquadravam no que a sociologia chama de burguesia decadente, situação social que passou a ter vulto na geração do enfermo e na qual, por isso mesmo, aí pareceu que a arrogância tornou-se mais notada. Tendo passado uma vida inteira protegido por uma casca dourada e bem tratada, em um certo ponto de pressão interna, de uma luta entre a realidade contra a fantasia e aproveitando um enfraquecimento do Ego, optou por por fim à vida; mas todavia não logrou êxito. Mesmo assim, nada aprendendo, com seqüelas severas e mutilantes, teve uma vida mais miserável ainda, pois só pode andar amparado.&lt;br /&gt;Mas o pior, não perdeu a empáfia, mostrando o quanto é algoz e arraigado esse defeito da mente humana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7838420494141140649-4306100273800230298?l=jbtpsicologica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/4306100273800230298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/4306100273800230298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpsicologica.blogspot.com/2008/05/arrogncia.html' title='A arrogância'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7838420494141140649.post-3139932478972900904</id><published>2008-04-22T13:10:00.000-07:00</published><updated>2008-05-05T13:46:49.887-07:00</updated><title type='text'>Os ídolos</title><content type='html'>Que estranho mecanismo, componente das relações humanas, do qual se formam os ídolos! Será o mesmo do qual se formam os deuses? Não e sim. Por um lado é improvável, pois estes são produto de uma força muito mais vigorosa, mais íntima, são entidades mais altas, mais sábias, poderosas e nada vãs, mas principalmente, fantásticas e idealizadas. Por outro, aqueles são mais nossos semelhantes, muitas vezes também incompreensíveis, são produtos da idealização terrena do homem e são, principalmente, a complementação deste.&lt;br /&gt;Talvez, caminhando um pouco por dentro da nossa mente,&lt;br /&gt;possamos, em seus estranhos mas, no caso, salutares caminhos, encontrar em alguma curva, à feição da nossa compreensão, o ídolo. Ele, mesmo, instalado no nosso inconsciente e envolto em um crepúsculo, que quanto mais perto se chega, mais claro fica. E o que é mais surpreendente, o ídolo tem a nossa cara. Se veste como nós gostaríamos de nos vestir, se porta do nosso gosto e além do mais, está instalado em confortável ambiente, onde escreve as nossas poesias que nunca dissemos, expressando uma rebeldia ou uma paixão que sempre foi silente em nós, compondo de forma admirável e vibrante as canções guardadas dentro do nosso peito. O ídolo é bem relacionado, bem falante e, com sua língua sovada, é eloqüente, convincente; e o que é melhor, o ídolo é con-quis-ta-dor. O ídolo, é evidente, se chama Eu, é bem apessoado, veste bem, é virtuoso, culto e educado, não dá bola pra dinheiro, mas dele não sente falta e, tampouco, se distancia; mora com a família, constituida de forma harmônica e amorosa, cheio de filhos com quem mantém trocas de afeto e respeito, um verdadeiro bom pai, protetor e amigo; e tem uma bela mulher, que fala pouco, é carinhosa, companheira, que passa muito bem as suas camisas, é amante fogosa e que, vejam bem, é qui-tu-tei-ra, como igual nunca se viu. É cheio de amigos, dos quais a casa vive cheia e que lhe admiram; e aos quais lidera, dá conselhos e que às vezes dele até dependem. O Eu tem casa de campo com piscina, motorista que leva e trás todo mundo que o cerca para qualquer lugar. É afável com todos de suas relações, mas nunca leva um desaforo que seja para casa, tratando seus desafetos ou de seus amigos, com a dureza da sua justiça. O Eu pratica esportes, qualquer esporte, nos quais é sempre goleador, cestinha, pole position e melhor tempo. É musculoso, veloz, salta com vara e é ginasta. O ídolo carrega até a tocha!&lt;br /&gt;Mas, sobretudo, o ídolo sabe muito bem mexer com as coisas que nós, comuns, temos alguma dificuldade; ele sabe mexer com as nossas emoções, com todas elas, as mais variadas. O Eu sabe chorar! E mais, o Eu sabe sentir de modo certo aquilo que é de chorar e o faz com o mais profundo pesar. Amor e ódio, esses dois sentimentos fundamentais de nossa existência, ele os faz com força, da forma mais livre e sem cerimonia possível e na frente de todo mundo. Ele é livre, não tem inibições, até rock toca com sua banda(uma porcaria, é bem verdade) e tira a roupa no palco, coisa que escandalizaria qualquer mãe, mas até isso ele faz. O Eu é portador de uma esperança sempre viva e portador dos sentimentos mais honestos mas, dependendo da mente que o abriga, o ídolo pode ser tudo, englobando o bem ou até um pouco do mal.&lt;br /&gt;A homeostase da mente humana, ou seja, o equilíbrio do psiquismo é conseguido mediante inúmeros mecanismos de defesa que são acionados, de forma complementar, a vida toda e o mais das vezes inconscientemente; de modo a que o ser humano e sua mente não sofram ou padeçam de sua pior inimiga, a frustração. Tais mecanismos agem por transferencia, negação, sublimação etc, e no caso em especial da idolatria, o mecanismo mais usado se chama projeção. Dessa forma, o homem consegue realizar um tanto de suas intenções reais ou de suas fantasias e, como as restantes não devem permanecer insatisfeitas, são realizadas mediante a atuação de nossos ídolos, nos quais nos projetamos. Assim, esses se tornam veículos da felicidade, sensação que é alcançada por nós através de uma ação projetada; é o ídolo que bate o recorde, mas a sensação de euforia é repartida conosco.&lt;br /&gt;Como os ídolos são exímios produtores de emoções e como de emoções, por sermos humanos e vivos, vivemos, às vezes é muito variável a cara do ídolo; porque podem ser variáveis as sensações de cada um. Mas, de um modo geral, entre as pessoas comuns todos estão mais ou menos de acordo com o objeto de suas admirações, variando, é claro, com a cultura, idade e época em que o ídolo foi projetado. Entretanto, nunca fugindo de que tenha as qualidades que nos faltam ou que as temos, mas não temos a capacidade de manifestá-las.&lt;br /&gt;O que teria Evita Perón de tão fantástico, para despertar a idolatria de seu povo, em uma posição que se igualava em vibração ao seu marido Juan Perón? Pois os argentinos, principalmente os da capital, naquela época experimentavam muito sofrimento social provocado pela emergência do seu país na era da industrialização; e, como em toda a transição, surgiu padecimento social, principalmente nas periferias de Buenos Ayres. E a atuação de Evita na função assistencial foi muito grande, a tal ponto que o povo passou a ver nela(a projetar nela) a mãe que os amparava, protegia e alimentava; mitigando seus sofrimentos físicos e emocionais.Com Lampião, o Rei do Cangaço não foi diferente, que brotou do meio da caatinga, fruto da necessidade de seus pares e por eles era idolatrado, pois personificava a bravura, a coragem, a justiça, que até então não conheciam, a paternidade, a proteção e, por isso, nele os comuns se projetavam. E Carmen Miranda, o que teria ela que fosse de difícil acesso aos brasileiros e brasileiras da época? Além da graça e do samba, tinha a notoriedade, a fama, que muitos gostavam. E Carlos Gardel? Que cantava e assim reproduzia as emoções mais variadas para uma geração em uma época em que o tango era moda! Quando morreu, prematuramente, num desastre aéreo na Colômbia, tal fato se tornou em verdadeira comoção internacional, em vista do volume de idolatria que ele provocava. Não foi diferente com Chico Alves, nem com Getulio Vargas que também pararam o seu país, fruto da condição de, como com outros ídolos, movimentarem a força que mais tem força na natureza humana, a força das emoções.&lt;br /&gt;Mas existem alguns ídolos que por fugirem da minha época não me emocionam tanto, não sendo totalmente incompreensíveis. São os recentes ídolos aflitos(talvez, porque o mundo é mais aflito),que se pervertem, se drogam, se neurotizam e em meio à loucas emoções que provocam nos outros e em si próprios;  e se suicidam. Virando deuses no coração da juventude, que por serem jovens entendem exatamente o que dizem ou clamam seus heróis, em uma especificidade de emoções, que a nos só cabe respeitar......e meditar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7838420494141140649-3139932478972900904?l=jbtpsicologica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/3139932478972900904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/3139932478972900904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpsicologica.blogspot.com/2008/04/os-dolos.html' title='Os ídolos'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7838420494141140649.post-1979312344063531395</id><published>2008-04-22T13:07:00.000-07:00</published><updated>2008-05-05T15:00:39.999-07:00</updated><title type='text'>A Simples vida</title><content type='html'>O importante é viver! Eis uma constatação que raramente se pára para tomar consciência da sua extensão. Pois, é mesmo essa a nossa primeira e maior realidade, ainda que, com freqüência, o nosso barco navegue sem um rumo consciente e voluntário. E muitas vezes um bom observador de fora analisa melhor nosso trajeto.&lt;br /&gt;As variáveis necessárias ao ato de viver cada existência, em suas poucas facetas importantes ao homem comum, são muitas e de múltiplas qualidades, dependendo de pessoa para pessoa, quase que como em uma imitação das impressões digitais, personalizadas. Ainda que os limites que dão o gosto pelo viver estejam um pouco acima e um pouco abaixo de uma linha aceitável e que assegurem uma faixa que pode se chamar de normal ao ato, de forma corrente e usual. E sempre dentro dos limites do que se aceita em determinada cultura.&lt;br /&gt;Viver, pois, como ser biológico. E viver feliz, como ser racional. Ou como pessoa. São condições que às vezes se tornam dois sinônimos inseparáveis, uma vez que os recursos que a natureza colocou dentro do cérebro, como o comando de ação, a inteligência, percepção e capacidade de conhecer e sentir emoções, coloca-nos também na obrigação de buscar um estado ideal de satisfação prolongada, com seus picos de muito prazer e que se chama felicidade, somente avaliável por cada indivíduo. Que nada mais é que o equilíbrio das forças internas em conflito, com leve predomínio do bem e que sentimos dentro de nós mesmos. Melhor chamar, então, harmonia!&lt;br /&gt;Para que se chegue a esse intento de viver bem, na verdade é necessário apenas uma meia dúzia de coisas básicas e simples, que não ultrapassam certos limites como: a família, as relações afetivas, o trabalho, a saúde, o lazer e por fim, as fontes de prazer (em forma de felicidade)que essas áreas da vida possam proporcionar, através das expectativas a elas relacionadas. Se estas áreas da vida forem vividas de forma competente e equilibrada, você vive bem e é feliz(até com pouca coisa); caso contrário, se for vivida de forma complicada e desequilibrada por você mesmo, você vive mal e é infeliz.&lt;br /&gt;Assim, se o importante é viver, e realmente o é, sem dúvida e de preferência viver bem; o caminho se faz pelo próprio homem através destes caminhos citados. Quase não escapa disso.&lt;br /&gt;A partir de uma certa idade, em que homens e mulheres se sentem habilitados a percorrer esses caminhos com seu próprio norte, é dada então uma largada para a vida, como se fosse uma grande corrida, em que a competição é feita dentro de cada um e cuja vitória será sobre si próprio e suas dificuldades. É uma corrida com obstáculos dimensionados por quem compete e colocados a cada instante do seu desenrolar, cujas ultrapassagens se traduzirão em satisfação e em pontos a serem somados no seu ego e na sua bagagem de experiência. E para o quê, a capacidade e a força tem sempre que ser retirada de dentro de quem compete.&lt;br /&gt;A felicidade, nisso tudo, pode ser interpretada, então, como as etapas e os obstáculos que você mesmo se propôs a ultrapassar, até chegar a um ponto que se chama de vitória. E depois, ainda dependendo de você, recomeçar tudo de novo.&lt;br /&gt;Mas, por serem tão simples as coisas que balizam a vida, porque será que muitas vezes ela se torna tão difícil?&lt;br /&gt;Independente de fatores externos que possam atuar, que chamamos de destino e que, a nosso ver é uma circunstancia que o próprio homem a torna limitada, antes de interpretar como se desenrola a vida de uma pessoa, é preciso e muito necessário que se avalie como essa pessoa idealizou essa sua vida por viver. A ninguém é aconselhável pretender além das condições que na realidade possui ou das condições que a sua, teoricamente, ilimitada vontade, possa criar. Pois destas nasce uma projeção que chamamos expectativa. E a felicidade de cada um de nós, que percorremos na corrida da vida, dependerá da satisfação de nossas bem ajustadas e equilibradas expectativas. Assim como a frustração destas expectativas nos levará à infelicidade, por serem elas mal dimensionadas ou por incompetência. Como se vê, tudo depende de nossa ação e competência, em todas as áreas.&lt;br /&gt;E a criação das expectativas são as mais pessoais possíveis e para tal cito um exemplo: Conheço uma jovem senhora, bonita e cheia de saúde, que me honra por ser seu médico e que, depois de um certo tempo de casada, reconhecendo uma dificuldade no casal para engravidar, adotou uma criança recém nascida. A qual, ao fim de um certo tempo, manifestou-se com grave retardo mental. Passado o desconforto e a conturbação que esse fato ocasionou, o casal resolveu adotar outra criança nas mesmas condições, a qual resultou, também, depois de um certo tempo, com semelhantes problemas mentais. Essa mãe hoje se reparte em duas para atender esta redobrada e teórica ”reversão” de suas expectativas e mesmo assim nunca perdeu o sorriso que lhe embeleza o rosto. Refez tudo o que podia em relação à vida, buscando recursos técnicos para ensinar seus filhos deficientes. E se diz feliz.&lt;br /&gt;Mas sem querer chegar a tanto, é preciso ter cuidado para não deixar escapar o detalhe(às vezes, o pequeno detalhe)da felicidade, que pode passar intocado e despercebido pela nossa frente. Para que depois, penalizados, quando olharmos para trás, percebermos que aquele detalhe não volta nunca mais. E isso é muito comum!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7838420494141140649-1979312344063531395?l=jbtpsicologica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/1979312344063531395'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/1979312344063531395'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpsicologica.blogspot.com/2008/04/simples-vida.html' title='A Simples vida'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7838420494141140649.post-7754868505383380719</id><published>2008-04-22T13:04:00.000-07:00</published><updated>2008-05-05T15:16:57.340-07:00</updated><title type='text'>Uma mulher descasada</title><content type='html'>Um casamento ou relação equivalente, quando dá certo é porque os fatores de que essa relação necessita se fazem presentes no seu início e no transcorrer de sua existência, condições essas que são variáveis de caso a caso, mas nunca fugindo da existência de dois fundamentos, quais sejam o afeto e seus desdobramentos e o respeito com suas variáveis. Este último sendo o elemento mais fundamental de todas as relações interpessoais, em especial daquelas em que o convívio é mais próximo.&lt;br /&gt;Em se falando de relação entre homem e mulher da forma como habitualmente se idealiza e da forma como normalmente começa, se for duradoura, vem precedida de um estado de paixão, que é uma condição carregada de forte emoção e um certo desatino. A paixão, que alguns batizam de louca paixão ou louco amor, e não erram muito quanto a sua insanidade, é mesmo uma condição às vezes gostosamente louca, que leva os acometidos à taquicardia, à hipertensão, ao devaneio, à insensatez, à devastação, à cegueira, ao arrebatamento. E que escraviza, que gera angústia, insônia e pesadelo. De caráter, felizmente, transitório, mas sempre de breve duração, enquanto ainda se possa chamá-la de normal e sadia. Passado um certo tempo, a relação entre o casal passa a ser balizada pelo sentimento de amor, uma derivação sentimental sensata que dá prazer, que é suave, que faz sorrir, que dá enlevo, faz suspirar, sonhar e que é correspondido, um amor vivo e sadio, com ida e volta.&lt;br /&gt;A vida a dois é, obrigatoriamente, uma vida dinâmica, que se movimenta em alguma direção, que está sujeita às mudanças de cada um dos envolvidos. E, assim, ninguém será nunca, ou pelo menos não deve ser, exatamente igual no início, no meio ou no fim de uma relação. E como o ser humano está destinado ao crescimento e à evolução de seus atributos, espera-se que esse movimento seja em direção a uma melhor qualificação pessoal e por conseqüência que o casal herde essas melhoras. E aqui entram também as expectativas dinâmicas de cada parceiro no decorrer dos anos de convívio e o seu não atendimento é um freqüente ponto de desencanto de um lado e outro.&lt;br /&gt;Assim, desde o inicio da vida a dois chega-se em um momento em que cessa o fascínio e tem lugar a sensatez, cessa o encanto e tem lugar a adimiração, cessa a paixão que cega e tem lugar o amor que ilumina. E tudo isso transcorre num tempo de maturação e cozimento, período que a sociedade batizava de noivado, para que sedimente as virtudes individuais quando, ao mesmo tempo, estarão sendo atendidas as expectativas iniciais, que também são muito pessoais. Essas e outras tantas variáveis acabam por amadurecer a idéia de uma vida a dois, teoricamente programada para toda a vida e o período de reconhecimento e afirmação, o mais das vezes terá sido a base onde frutificarão as condições que serão fundamentais à sustentação do que se pretende e por tanto tempo.&lt;br /&gt;E porque frutifica e perdura a relação? Geralmente quando segue os passos anteriores, mas também e principalmente quando se renova, quando tem diversos tipos de chama a aquecê-la, a chama dos filhos, a chama da casa própria, a chama das esperanças mantidas e atendidas por cada uma das partes, a chama do desprendimento que conjuga mais o dar do que o receber, quando principalmente existem buscas em conjunto, mas também e com aplausos, quando existem buscas em separado, sem lugar para culpas e condenações e, muito importante, sem esquecer a chama do amor dos amantes, misterioso e possível, mas expontâneo sem ser oferecido e total sem ser arrasador.&lt;br /&gt;E que se tenha cuidado em se aparar as lágrimas ocasionais, cuidados em não esquecer datas sentimentais, de elogiar as comidinhas, de reforçar as juras de amor, de namorar e, como dizia Vinicius de Moraes, de"ter sempre mais crédito na florista do que na modista" e "de ter muito cuidado com o corpo mas também com mente, pois qualquer baixo seu a amada sente e esfria um pouco o amor". E como foi dito no início, sempre com muito respeito, principalmente à individualidade de cada um.&lt;br /&gt;E, então, porque fracassa a relação? As variáveis são muitas, mas uma delas é porque a sociedade moderna permite alternativas em troca, mas também e principalmente porque a mesma sociedade vem favorecendo a que as partes saltem ou simplesmente ignorem os degraus e as prerrogativas citadas anteriormente, às vezes até por leviandade, ao mesmo tempo que pressões fortíssimas proporcionadas pela pressa do consumo do supérfluo, pela disputa que se trava na cidade grande, pelas condições neurotizantes que atingem um ou outro e que dificultam o convívio. Às vezes, levando ao extremo da raiva ou da culpa e se chega a extremos.&lt;br /&gt;E se pula-se degraus de reconhecimento e sedimentação, é possível que se cometa enganos de escolha e, somadas às dificuldades de convívio, se acaba em separação, que nunca deixa os envolvidos indenes e ilesos, sem perder penas, sem arranhões, sem mágoas, sem culpas e sem acusações e sempre tudo muito doloroso.&lt;br /&gt;E, dependendo como cada um se sinta ao sair do envolvimento, mais ou menos perdedor ou até não, se permaneceram mágoas ou contas a acertar ou mal acertadas; ou afetos que ainda restaram mas, principalmente, dependendo do caráter que cada um carregava, formado antes, muito antes de se conhecerem. Como, qual era a formação prévia da personalidade dada pela família de origem. Com tudo isso, o relacionamento depois do fim ainda pode sofrer suas influências e também por isso ser traumático, com vinganças veladas onde quer que haja uma oportunidade. Inclusive no atraso do pagamento da pensão dos filhos, motivo de angústia de tantas mulheres descasadas.&lt;br /&gt;E em relação a esse ultimo pleito, que constitui o miolo comum de reinvidicação, devo dizer-lhe que ele se encontra sob a regência de dois grandes tribunais; um deles muito pessoal e de foro íntimo, dependente da formação moral e ética de cada um, que a uns é dado chamá-lo de consciência e que outros mais eruditos chamam de superego, que comanda os nossos atos com seus rótulos de certo ou errado. E um outro, que é o do justiça comum, donde escorrem as sentenças ainda que muitas vezes demoradas, mas cujas execuções às vezes lhe escapam e que desnecessária seria se a primeira não fosse dependente do falível e livre(até para errar) homem comum.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7838420494141140649-7754868505383380719?l=jbtpsicologica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/7754868505383380719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/7754868505383380719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpsicologica.blogspot.com/2008/04/uma-mulher-descasada.html' title='Uma mulher descasada'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7838420494141140649.post-5719551735699001456</id><published>2008-04-22T13:01:00.000-07:00</published><updated>2008-05-05T15:24:06.892-07:00</updated><title type='text'>A Crise dos 40 anos</title><content type='html'>Egresso da idade em que o aprendizado é mais magistral e exemplar, oriundo de pai, mãe, superiores e professores, o homem ingressa em uma idade em que seu amadurecimento ocorrerá pelas vivências experimentadas; é a idade adulta.&lt;br /&gt;Teoricamente, a personalidade primária, ou seja, o molde moral básico e a fôrma da conduta do indivíduo está formado entre os 6 e 8 anos de idade. A partir daí, será moldado pelas reações a um ambiente mais além do familiar, onde se intensificam as disputas. Chegando à adolescência, onde forma conceitos mais profundos, entre eles os caminhos a seguir através de idealizações múltiplas e muitas vezes sem definir exatamente como o fará.&lt;br /&gt;Seguindo um cronograma pré-estabelecido pela sua cultura, o indivíduo procura ao natural a formação da família, a exemplo daquela que o gerou como ser biológico e social, alternando-a ou concomitante à conclusão de seus estudos, com os quais enfrentará a disputa pela vida de sobrevivência. É um tempo em que via de regra, o advento dos filhos, o trabalho e as exigências de consumo passam a nortear seus caminhos, quase sem interferência voluntária. E então, por imaturo e sem uma condição natural de se auto-analisar, o indivíduo entrega-se de forma cativa às conquistas inebriantes nos terrenos mais comuns do seu entorno, brigando por promoção no trabalho, por afirmação sentimental e máscula, para dar aos filhos os bens materiais que não teve, até por que muitos não existiam; tudo através de luta intensa, íntima e com o ambiente. Por um período que leva, às vezes, quase 20 anos.&lt;br /&gt;Os 40 anos são uma idade em que coisas como saúde, que na visão prévia era tida como de ocorrência gratuita, começa a ser aceita como uma entidade a ser promovida. É o tempo em que o camarada entra nas academias ou atos semelhantes, para manter a saúde do corpo e a aparência física, já que por outro lado, também as suas fantasias requerem um melhor condicionamento. E até por que, por uma questão de natureza do psiquismo, a idéia de finitude, ainda que tênue, move a idéia de revisão, inclusive de suas realizações até ali, comparadas com o que foi idealizado na juventude.&lt;br /&gt;A vida consciente e sua bagagem de vida, no indivíduo com uma mente medianamente normal, é feita de expectativas em relação si próprio e aos outros. Uma espécie de construção que é completada de acordo com aquilo que foi idealizado, comparado com aquilo que foi realizado.&lt;br /&gt;A avaliação correta ou não da vida e até a sensação da sua condição feliz ou menos feliz, é dada através da satisfação das expectativas construídas ao longo dela. E é este momento biológico, ao redor dos 40 anos, o qual preme uma condição psicológica de questionamento íntimo e que se torna crítico na dependência da resposta favorável ou não.&lt;br /&gt;E aí, então, as grandes perguntas passam a ser, em relação aos filhos quase adultos: estarão felizes e foram bem criados; correspondentes, educados, prontos a amadurecer na vida, enquadrados no bem e aptos à felicidade?&lt;br /&gt;Quanto á família, e mais especificamente ao matrimônio, valeu a pena ter casado tão cedo ou de forma precipitada em busca de refúgio e afirmação, investindo tantos anos em uma relação cujo afeto, por mal plantado e/ou mal cultivado, pode ter morrido? Tendo que segurar as aparências e sacrificar-se pelos filhos, sendo constantemente tentado à prevaricação?&lt;br /&gt;E a profissão? Esteve certo lá atrás ao ceder a um caminho economicamente promissor, mas que não lhe trouxe plena realização ao trabalhar?&lt;br /&gt;E por fim, quanto valor foi dado aos bens materiais supervalorizados e erradamente dimensionados; quanto esforço foi feito e quantos outros prazeres mais simples foram sacrificados em seus nomes?&lt;br /&gt;Todas essas perguntas surgem em forma de turbilhão, colocando o indivíduo em situação de angústia que o conduz a um desequilíbrio desestrutural de forma crítica. E tudo acaba gerando uma necessidade revisionista, cuja saída é uma mudança, uma retomada; ou a perpetuação dos erros com desconforto e infelicidade.&lt;br /&gt;Nas mulheres, com valores quase que completamente diferentes, o mecanismo é semelhante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7838420494141140649-5719551735699001456?l=jbtpsicologica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/5719551735699001456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/5719551735699001456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpsicologica.blogspot.com/2008/04/crise-dos-40-anos.html' title='A Crise dos 40 anos'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7838420494141140649.post-412041147883226759</id><published>2008-04-22T12:47:00.000-07:00</published><updated>2008-05-05T15:33:33.574-07:00</updated><title type='text'>Fobias e preconceitos</title><content type='html'>É possível dizer-se que a mente humana amadurece e evolui ao longo da vida, ainda que tal nem sempre signifique melhorar, qualificando-se. As fobias comuns de todos nós, medos inexplicáveis que temos de ratos, baratas, trovões, morcegos etc, evoluem ao longo do tempo, tornando-se tão arraigadas e incontroladas, que chegam a nos prejudicar. E permanecem incompreendidas e injustificadas pelo consciente.&lt;br /&gt;O princípio básico da fobia é a relação original que uma pessoa possui com o medo, uma de nossas emoções primárias, responsável pelo nosso sucesso existencial sobre a terra, ao longo nos milênios. Por esse princípio e em parte, algumas fobias são atávicas e íntimas como alguns de nossos medos. Outras, entretanto, são adquiridas através da cultura que nos rodeia, a familiar principalmente, dependente da qual as agregamos em nosso ego.  E, depois, as transformamos em reação automática, a partir dos medos aprendidos de nossos pais e entorno, enquanto crescemos. Por exemplo, uma criança de dois anos de idade, com destemor, é capaz de brincar com uma cobra de pátio, com um rato, com uma lesma, com uma barata etc, sem demonstrar o menor grau de rejeição, seja por medo ou qualquer outra aversão. Ao longo de seu crescimento é que a mãe ou pai vão demonstrar-lhe que alguns ou todos eles representam coisas ruins, que são nojentos, ameaçadores à integridade etc; através de ensinamentos ou outras manifestações  peculiares, o que servirá de inesquecível lição. Criando no pequeno ser em formação um conceito de objeto repugnante onde, analiticamente, o seu inconsciente vai depositar junto todas as outras coisas da vida que tenham igual peso negativo, correlacionando-as. Mas, ainda que alguns destes comportamentos fóbicos possam adquirir um caráter doentio quando chegarem a um nível contínuo, o volume elevado e a grande desproporção entre estímulo e reação no dia- a- dia de uma pessoa, essas aversões de um modo geral são também parte da fisiologia mental humana.&lt;br /&gt;E, assim, o homem possui necessidade de ter depositários de seus sentimentos de medo, destruição e, ainda assim, ser desafiado a vencê-los; matando uma barata que lhe cause repulsa, por exemplo. E tal comportamento acontece com nenhuma ou pouca participação consciente, sem justificativa.&lt;br /&gt;Os preconceitos, os mais eloqüentes, demonstrativos, talvez, da pequenez da alma humana, os quais também adquirimos ao longo da vida, possuem um mecanismo semelhante. E, ainda que as fobias possam ser doentias e devastadoras a nível individual, os preconceitos, desde seu nível social, como naqueles voltados contra uma coletividade, podem atingir proporções de ampla catástrofe social e cultural.&lt;br /&gt;Os preconceitos, geralmente, se formam contra as minorias de um determinado segmento social ou mesmo de toda uma sociedade inteira, pelo simples fato da vulnerabilidade que possuem; e é contra essa fraqueza que se aproveita a maldade da mente humana, e sua mesquinhez inata, para descarregar suas coisas ruins. Um preconceito comum serve de exemplo, no que diz respeito aos negros: mesmo a população brasileira tendo a raça negra como forte participante na sua formação, ainda que mais da metade das pessoas possuam essa ascendência, mesmo assim, boa parte da população brasileira é preconceituosa com negros ou descendentes, pelo mecanismo similar das fobias e com sérios agravos.&lt;br /&gt;E aqui vale o aprendizado cultural na infância, pois as crianças não distinguem diferenças raciais; aprendem-nas de seus pais quando começam a ver e ouvir restrições a um determinado indivíduo devidas a sua cor ou raça, com pejorativos.&lt;br /&gt;Entretanto, seja em um comportamento, o da fobia, quanto no outro, o do preconceito, o intelecto ou a afetividade muitas vezes podem desfazer ou amenizar as manifestações negativas; como poderão, também, acirrá-las. Coisas lamentáveis da limitação humana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7838420494141140649-412041147883226759?l=jbtpsicologica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/412041147883226759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/412041147883226759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpsicologica.blogspot.com/2008/04/fobias-e-preconceitos.html' title='Fobias e preconceitos'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7838420494141140649.post-2678038213980430668</id><published>2008-04-22T12:46:00.000-07:00</published><updated>2008-05-06T04:27:54.642-07:00</updated><title type='text'>Navegando na sexualidade</title><content type='html'>A atividade sexual é o veículo mais importante empregado pelo homem em sua predestinação de permanecer sobre a terra, com este fim e de forma irrestrita e insubstituivel. Deste modo e não podemos ser hipócritas, o sexo, com esta finalidade ou não, incluindo o sexo erótico entre casais, é uma das atividades onde homens e mulheres mais buscam satisfação. Buscando desfrutar, inclusive, do que se pode chamar de erudição na atividade sexual.&lt;br /&gt;Entretanto, no homem comum, nenhuma atividade com este quilate é tão rodeada de preconceitos ou escamoteis quanto essa, a ponto de fazê-lo transitar com extraoridnária freqüência nos divãs dos analistas com queixas a ela correlatas; ou, até, em consultórios comuns, onde as pessoas que tem problemas a resolver neste área permitem-se tratá-los.&lt;br /&gt;Fisiologicamente, as atitudes sexuais principais no homem derivam de uma potente força psíquica, de origem inata, que faz parte dos instintos primários localizados no ID(usando a nomeação de Freud), nascida com o indivíduo e orientada, na gestação, para ser máscula ou fêmea conforme influência de hormônios, força essa que chamamos de libido. A qual, além de ordenar e orientar a procura pelo sexo em sua forma crua, por influência ambiental, poderá padecer de transformações via mecanismos de defesa, como ser reprimida, por ex.ou até ser canalizada para outras áreas criativas da atividade humana; por exemplo, produzindo um empresário bem sucedido por sua libido sublimada. Mas, esta força íntima é mais ou menos como uma visão do sexo primitivo presente no homem.&lt;br /&gt;Entretanto, sendo este um ser social, passou a ser regido pelas várias normas do seu ambiente, uma delas, vítima da potência da libido inconsciente, diz que ela não deve sair por ai descontrolada. A libido vem a ser o maior alvo de preconceitos de todas as normas constantes da vida de relação social, principalmente, por que padeceu de uma interpretação distorcida do que estava primáriamente escrito na maioria das culturas. Acabando por transformar o sexo, fosse ou não, em uma forma de pecado; quando tudo passou a ser regido pelo pudor cultural e oficial.&lt;br /&gt;Basicamente, incluindo o sexual, o comportamento das pessoas variou nas várias culturas; assim, em tempos belicosos os guerreiros vencedores obtinham, pela lei da guerra, direitos sobre as mulheres remanescentes nas áreas conquistadas; por outro lado, dependendo da influência da igreja na sociedade, fosse entre nobres ou plebeus, esta exercia um grande poder ao exigir obediência a um comportamento casto. Muito embora de forma dissimulada, tanto no clero, como entre os nobres influentes, ocorressem deslises permissivos.&lt;br /&gt;Uma dessas culminâncias foi o famoso episódio de Henrique VIII, que acabou fundando uma igreja dissidente da católica por questões pendentes entre o rei e o Papa, envolvendo duas de suas oito mulheres.&lt;br /&gt;De forma ampla, as sociedades sempre tiveram uma cultura influente e repressora em relação ao comportamento sexual em quase todas as épocas; a qual nunca fugiu da balisa feita pela posição de dependência e, quase como regra, submissão da mulher em relação ao homem. Assim, segundo as descrições do livro O Kama Sutra, escrito em sânscrito logo nos primeiros séculos da era cristã, na Índia, os homens, embora possuíssem suas esposas, a cultura hindú disponibilizava-lhes uma outra classe de mulheres, as requintadas coretezãs. Estas eram mulheres finas e escolhidas, ensinadas na arte de retirar do sexo o máximo prazer possível ao corpo; tal arte constituia-se de, no mínimo, cinquenta quesitos que a cortezã deveria aprender em longo aprendizado, desde o conhecimento sobre fazer chás, bordar lençóis, fazer massagens, decorar quartos destinados ao ato do amor, praticar a secagem de flores aromáticas, fazer comidas e perfumes, arranjos etc. Até o conhecimento de atos, técnicas e posições diversificadas que pudessem aumentar o prazer sexual de seus parceiros.Imaginando-se que tenha nascido neste então a codificação do erotismo, inclusive o moderno; que, aliás, tem no homem o único animal capaz de cutlivá-lo.&lt;br /&gt;Se as práticas sexuais obtiveram este requinte e liberalidade no século IV desta era, sem dúvida, no entanto, forças culturais e sociais muito potentes, que certamente encontraram respaldo nas dificuldades íntimas de cada um e influenciadas pelo temor do castigo celestial, religioso e social, mais influente na fase de obscurantismo da humanidade, que teve como ápice na Inquisição, em um  longo  intervalo temporal, de lá para cá apenas permitiu uma sexualidade, digamos, menos rebuscada nas formas de prazer e mais conflituosa às pessoas comuns, nunca tendo o erotismo sido vista através de uma visão natural. Mesmo descontando-se as restrições oferecidas pela própria formação do psiquismo humano.&lt;br /&gt;O homem, através das influências do ambiente recebe regras da educação embutida na sua cultura e passa a ser regido por normas, as quais se armazenam na mente sob a forma de Superego( ainda usando a nomeaçãode Freud), basicamente com noções de socialmente aceito ou repelido. Mas, com toda esta construção íntima, dificilmente uma outra área da atuação social e biológica humana, que ao invés de ser regida por uma condição de oportuna ou inoportuna, foi tão submetida ao rótulo de errado e priobido, como o foi a atividade sexual. E desse conceito errôneo nasceram os maiores preconceitos e de forma tão prejudicial, visto que as sociedades se especializaram, dada a força sexual íntima, em praticá-la com desvios, com culpa, às escondidas e com pouca naturalidade. A ponto de, até uma ou duas gerações passadas, algumas mulheres e mesmo alguns homens, dentro da casamento, praticarem sexo somente com fins procriativos ou não, mas com sentimento de culpa, o que ainda existe em comportamentos mais rígidos.&lt;br /&gt;Novamente, então, na atualidade, na dependência da posição da mulher em relação aos homens, hoje mais independentes deles e capazes até de escolherem seus parceiros, em alguns casos com banalização inconveniente, a prática do sexo atinge um melhor grau de vivência, no mínimo com descontração. O que é, psíquica e emocionalmente, mais saudável.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7838420494141140649-2678038213980430668?l=jbtpsicologica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/2678038213980430668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/2678038213980430668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpsicologica.blogspot.com/2008/04/navegando-na-sexualidade.html' title='Navegando na sexualidade'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7838420494141140649.post-5344862864179256647</id><published>2008-04-22T12:38:00.000-07:00</published><updated>2008-05-06T04:59:38.252-07:00</updated><title type='text'>A arte de amar</title><content type='html'>O maior saber necessário à vida, é o conhecimento sobre si próprio! &lt;em&gt;Sócrates&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma criança, ainda no ventre da mãe, já possui ,nos últimos meses de gestação, a sua fisiologia própria quase completa; fato que se comprova também pela observação de nascidos prematuros que às expensas da ciência neonatológica se desenvolvem muito bem, inclusive, ocasionalmente, sem ajuda médica e apenas com cuidados maternos. No ventre da mãe e em situação sob certo aspecto "parasitária", o feto, confortavelmente abriga-se do frio e de outros desconfortos, dos quais tem percepção mas não tem consciência plena, ali permanecendo sem exercer o mínimo trabalho para sobreviver ou se alimentar. Com suas aspirações primitivas a respeito de uma vida de relação em perfeita harmonia com o seu meio líquido e, no seu entender, sem riscos. Ou seja, aquela é uma condição celestial, com tudo de bom, na hora certa, de graça e sem esforço. Conhece-se algo melhor?&lt;br /&gt;A primeira sensação que o bebê naturalmente tem ao nascer é a sensação de abandono, a quebra da harmonia ambiental representada por sua fonte geradora, a mãe; uma sensação de perda do vínculo com a fonte que até então representava segurança física e emocional primária. Associado ao conseqüente padecimento antevisto, dali em diante.&lt;br /&gt;Da mesma forma, a sua primeira manifestação fisiológica de desacordo com essa situação, é o choro, na forma concomitante de uma primeira respiração. Antes, no ventre materno, nem isso necessitava fazer e agora lhe caberá cumprir por toda a vida, até um dia, em uma última, definitiva e derradeira expiração. Um choro do qual o homem, mesmo adulto, lançará mão durante toda a sua vida, desde a infância, para manifestar o seu pesar por algo que lhe faça mal, como se suas dores, quaisquer delas, fossem uma gradação do desconforto de nascer.&lt;br /&gt;Bem como, o homem estará fadado a buscar a reversão desse padecimento inicial, do desencontro inicial com a própria mãe na hora do nascimento, através da busca de uma aproximação com um outro ser de peso biológico e afetivo semelhante que a represente ou que represente a sua função de doadora de afeto, alimentação e segurança.&lt;br /&gt;E que acabe com a sua solidão, sua dor e frio adquiridos ao perder a dependência do ninho original e seu significado.&lt;br /&gt;E nesta empreitada viverá o homem por toda a sua vida, buscando encontrar em meio a muitos desencontros, uma circunstancia afetivamente confortável; que poderá ser uma pessoa ou projetada em uma profissão que a compense ou em um animal de estimação que lhe dê o mesmo tipo de vinculo afetivo, ou mesmo em outras formas mais bizarras; evidentemente, em uma transferencia que agrade ao seu Ego( ainda Freud) e que lhe diminua ou anule a desconfortável e perigosa sensação que adquiriu no desenlace inicial, quando nasceu.&lt;br /&gt;E a essa busca, ao seu possível reencontro e suas envolventes e agradáveis emoções, nós chamaremos de amor.&lt;br /&gt;Esta busca será então uma prática constante do indivíduo pela sua vida a fora, sendo que a sua bem sucedida realização será uma das formas da felicidade, ela que é uma procura obrigatória para um Ego sadio, em toda a existência. Assim como, o seu fracasso nesta procura será motivo de graduais frustrações, ansiedades e neuroses. Além do que, o indivíduo razoavelmente são, no seu trajeto de busca poderá praticar os maiores desvarios na tentativa de acertar sempre, em um constante aprendizado; algo como um tropeça, cai e levanta de quem aprende a caminhar. Será uma busca incessante na qual se tentará sempre o resgate simbólico do conforto físico e emocional perdido em sua primeira experiência de relacionamento e que ficou incrustada em sua matriz afetiva na forma de um objeto de afeto perdido. Cuja memória inaugurou o núcleo do hipocampo, responsável pela memorização, estrutura pertencente ao Sistema Límbico do cérebro e a ser recuperada em um confortável reencontro.&lt;br /&gt;"A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida", disse certa vez Vinícius de Moraes, que com um conhecimento(e como!) tão somente de vida, assim se resumiu de maneira poética, brilhante e extremamente precisa o que essa circunstancia realmente é. E o homem será, por isso, sempre escravo de alguma forma de busca da felicidade, sendo a mais arraigada e com maiores riscos, a da busca do amor.&lt;br /&gt;Os divãs dos analistas já desvendaram que a sanidade dessa busca, do encontro e da vivência dos "amores" que o homem terá pela frente no transcorrer da sua vida emocionalmente viva e útil, dependerá da estabilidade em que ocorrer as suas primeiras experiências afetivas, preferencialmente com a mãe depois de nascido, que lhe dará calor, leite do peito e afeto. Permitindo que o bebê, primeiro tenha a sensação de saciedade, conforto e segurança e à partir daí possa amadurecer o amor por outras figuras adventícias à essa relação. Como a figura do pai, dos irmãos e de outros familiares e com um provável relacionamento social também saudável. Evidentemente, que tudo será balizado pela carga genética de cada um e que ajudará a moldar as características da personalidade, como o temperamento e o humor dos indivíduos.&lt;br /&gt;E será a prática desse amor, mais maduro e necessariamente interpessoal, esse que todos nós almejamos e que nem todos nós sabemos buscar ou conservar, uma arte?&lt;br /&gt;Bem, para a maioria dos estudiosos e entendidos, efetivamente amar é uma arte. E como em qualquer outra arte, o amor exige conhecimento do objeto amado e de todas as circunstancias que o rodeiam, inclusive um profundo e, tanto quanto se possa ter, conhecimento de si próprio isento de distorções. Uma arte que exige, também, cuidado e esforço, algo assim como um cuidado de quem executa pintura em porcelana, a qual exige atenção ao escolher a peça a ser trabalhada, além de acurada escolha do material a ser empregado. Ou, talvez, muito mais do que isso, tão somente por se tratar de amor. Como tudo o que sai do nosso ato de criar, enquanto ele estiver nessa condição de dependente de nossa criação, constitui-se em uma extensão nossa, é um ser vivo e animado, tanto na brotação como no crescimento.&lt;br /&gt;Uma semente qualquer, frente a nós, nada é senão uma inanimada semente. No entanto, se prepararmos uma boa terra, tratada e adubada de acordo para lançá-la, se tivermos cuidados de irrigação e a protegermos do frio e do calor excessivos, nós veremos brotar a vida e crescer o produto da nossa arte, a arte de semear e cuidar. E teremos, conseqüente a este ato, a flor ou o fruto.Pois no amor é parecido, experimente!&lt;br /&gt;Assim, é preciso também uma especial dedicação ao fruto desse seu amor pessoal para se colher o resultado que o coração espera nesta arte. É preciso, outrossim, o convencimento de que muito longe sempre deverá estar a idéia de que o amor seja uma sensação agradável e sempre  maravilhosamente envolvente, ocorrida no sujeito por acaso, algo em que se "cai" quando se tem sorte. Baseado no raciocínio inicial, todos sentem fome de amor, prova disso é demonstrada nos que assistem infindáveis filmes de amor com finais felizes e até infelizes e emocionam-se com velhas e melancólicas canções. Mas, geralmente, não têm por hábito pensar que exista algo que se possa fazer em favor do seu amor e do seu envolvimento, achando que essa ocorrência é uma coisa que somente acontece com os que estão à distancia.&lt;br /&gt;E aqui, então, cabem algumas considerações sobre enganos comuns que ocorrem durante um desempenho errôneo nesta prática e que levam a desencantos também comuns. Primeiro, a maioria das pessoas vê o problema do amor em todas as suas modalidades, especialmente como um problema de ser amado. Ou seja, uma postura egoísta e que visa mais a própria satisfação como o fator inicial da relação. Em lugar do amar, este um ato que requer talvez o maior atributo do amor, que é o desprendimento. E na busca desse alvo acabam por seguir vários caminhos para, digamos, melhorar a sua performance pessoal; e um deles é ter sucesso, ostentar o quanto possa o que consome, além de ter poder e riqueza. O outro caminho mais utilizado, principalmente pelas mulheres, é tornarem-se sedutoramente mais atraentes antes de tudo, além de outros atrativos, como maneiras agradáveis, conversação interessante, prestatividade e até uma aparência inofensiva; tudo, na realidade, uma mistura de ser popular, bem sucedido e ter atrativos sexuais.&lt;br /&gt;Em segundo lugar, é pensamento comum e corrente que amar é uma faculdade muito simples a qualquer um de nós e que o difícil é encontrar o objeto certo para amar e por ele ser amado. Desse modo, constata-se que, como um exemplo da época vitoriana, o amor não era, principalmente, uma experiência pessoal livre e expontânea nas pessoas e que a seguir pudesse levar ao casamento. Ao contrário, o casamento consumava-se na base de considerações e arranjos sociais entre as famílias das partes e julgava-se que o amor se desenvolvia depois de consumada união. De algumas gerações para cá e no século XX mais marcadamente, é que surgiu o amor romântico. E esse novo conceito de liberdade no amor é que deve ter acentuado enormemente a importância do "objeto" de escolha no amor, em detrimento da "função" deste objeto.&lt;br /&gt;E, por último, ainda encontramos um grande erro que consiste na confusão entre a experiência inicial de "cair" enamorado, o que se conhece como paixão, e o estado permanente de "estar" amando ou de permanecer em amor.&lt;br /&gt;Se duas pessoas estranhas uma à outra, como todos nós somos antes de nos aproximarmos, subitamente deixam ruir ou conseguem romper a parede que as separa e depois se sentem próximas, provavelmente como uma só, esse momento de unidade é das mais jubilosas e excitantes experiências ao longo da vida, buscada com sofreguidão de forma consciente ou não, desde aquele primeiro choro de abandono e solidão. Compensando, ainda que de forma necessária e modificada, a amarga experiência que representou aquela separação ao se sair do confortável ventre da mãe. O encontro e o bem sucedido cultivo do objeto do seu afeto, com admiração, é tudo que há de mais admirável e miraculoso para quem vinha fechado em sí, isolado, sem amor.&lt;br /&gt;No entanto, por ser uma coisa tão maravilhosamente apresentada a nós, além da força que exerce sobre a necessidade interna e pessoal em cada um, dificilmente haverá qualquer atividade ou qualquer empreendimento que comece com tantas expectativas e esperanças. E que, contudo, motivado pelas mais variadas intercorrências, fracasse com tanta regularidade e freqüência, quanto o amor.&lt;br /&gt;Se isso ocorresse com qualquer outra atividade humana, todos os envolvidos estariam ansiosos por saber as razões de tal fracasso, fosse na sua empresa, na sua arte de plantar flores ou morangos ou na sua atividade científica. E estariam sequiosos por aprender como poderiam fazer melhor para serem bem sucedidos. Ou, então, desistiriam da atividade. Como em relação ao amor tal alternativa é impossível, mesmo no amor sublimado ou projetado, dada a sua constante necessidade em nossas vidas, obviamente cabe examinar as razões da freqüência da falência na arte de amar e passar a estudar melhor a sua significação e o que fazer para evitar a repetição dos fracassos.&lt;br /&gt;E quais são os caminhos necessários para aprender qualquer arte?O processo de aprendizado de uma arte, genericamente, se divide em duas partes e num importante apêndice.&lt;br /&gt;É preciso, primeiramente, que se tenha a noção da teoria e um profundo e prazeroso descobrimento que resulte em conhecimento do que se ama. Em segundo lugar, que se tenha o domínio da prática. Se não, vejamos: se para aprender a arte da medicina devo primeiro entender os fatos e as doenças relacionadas ao corpo humano, de modo algum não serei um médico competente senão que ao fim desse conhecimento e só me tornarei mestre nessa arte quando tiver o exercício de uma longa prática. E que por fim esta prática se mescle com a teoria e naça em mim, como apêndice, a intuição, essência do domínio de qualquer arte.&lt;br /&gt;Finalmente, além de aprender a teoria, obter a prática e ter intuição, para que um indivíduo se torne grão-mestre em qualquer arte, esta arte deverá ser uma questão de extrema preocupação  e zelo. Nada deverá existir no mundo, em um dado momento, mais importante do que a arte do seu amor. E então os fracassos sumirão, embora você possa se quiser, ter várias ou até muitas experiências de amor em sua vida. E viva esta arte!&lt;br /&gt;Existe, porém, um amor errado e até platônico, que nasce do inompreendido e do incontrolavel, cujo embasamento vem do inconsciente, das vivências e memórias remotas que muitas vezes nos comandam. Ou até de vivências ancestrais ou arquetípicas e que nos influenciam de forma quase que expontânea; e que não dependem de cultivo ou de arte. É um amor que, por ser de geração tão independente e tão desarrazoado, atinge os distraídos e vulneráveis. Mas que, ainda, por não se saber como vem, não sabe também como se vai ou quando se vai. Ou mesmo se permanece! E, se for conveniente, pode se solidificar pela arte, podendo levar, no entanto e muitas vezes, ao sofrimento de angústia e depressão se se tornar, enfim, racionalmente indesejável. É o que acontece, comumente, com a paixão-doença.&lt;br /&gt;Mas, por fim, se o amor é uma arte, pressupõe em seu íntimo a existência da criação, da originalidade e da beleza, que no conjunto formarão a obra-prima de quem o cultiva e pratica. Não devendo nunca ser tratado com descuido, pois nesse caso será como um quadro pintado com desleixo pelo artista e que assim não terá admiradores. Ou um ato cirúrgico praticado por mãos relapsas, sem acompanhamento pós-operatório e sem a devida assistência afetiva e o conforto na aflição do enfermo. Ou como uma florista que relaxa em sua arte e que vê sua planta fenecer, murchar e morrer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7838420494141140649-5344862864179256647?l=jbtpsicologica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/5344862864179256647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/5344862864179256647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpsicologica.blogspot.com/2008/04/arte-de-amar.html' title='A arte de amar'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7838420494141140649.post-4421719956086994293</id><published>2008-04-22T12:37:00.000-07:00</published><updated>2008-05-06T07:09:08.249-07:00</updated><title type='text'>A infidelidade</title><content type='html'>Será mesmo que a infidelidade tem alguma coisa a ver com o amor?&lt;br /&gt;Esta questão necessita de uma resposta técnica e/ou pessoal, de cada indivíduo que eventualmente se fizer essa pergunta ou assim comportar-se.&lt;br /&gt;As mulheres quando traem, se é que nelas este verbo é sempre correto, o fazem por motivo quase sempre vinculado, primeiramente, ao afeto,à satisfação de suas expectativas íntimas. E nelas, a idade da traição tem a idade da existência dos sentimentos e da segurança emocional em que se encontrem; ou da carência deles. Assim, mulheres cujas vidas possam ter todos os motivos materiais para serem felizes, mas que os considere banais e insuficientes, são capazes de buscar em outro homem aquela sensação que faça bater mais forte seus corações e, principalmente, que lhes dêem condição de abrigo afetivo e segurança, ainda que fugaz&lt;br /&gt;Serão mais fortes os motivos se essa carência for produto de uma relação onde se sintam cronicamente mal amadas ou sexualmente muito insatisfeitas e desprestigiadas.&lt;br /&gt;Ou, mesmo, se tiverem a sensação de serem usadas e até violentadas psicologicamente; ou onde, ainda, a violência física impere ao seu redor. Uma vez vencido o medo, são capazes de arriscarem-se numa aventura extraconjugal que lhes acaricie a alma muito mais que o corpo, numa forma de buscar carinho e o conseqüente bem estar que ele carrega.&lt;br /&gt;Fora essas razões e algumas outras razões doentias não tratadas aqui, como neuroses e desajustes do tipo ninfomania, a mulher, de forma muito superior ao homem, é capaz de sublimar, de canalizar muito bem e melhor que este, a sua libido, desviando-a da atividade sexual.&lt;br /&gt;Por esse motivo, na lenda grega de Homero, uma tradução quase real da vida real, Penélope teceu durante tantos anos, metros e metros de um manto em seu tear, desmanchando-o e voltando a tecer novamente à espera de Ulisses, sempre resistente aos mais sedutores assédios por já ser considerada viúva. Assim, por ser capaz de racionalizar melhor sua libido em comparação com o homem, a mulher, agora nesses tempos modernos em que felizmente é mais livre, controla e escolhe muito melhor e pelos mesmos motivos, com quem e como fazer sexo. E essa é uma condição na qual é superior ao homem, pelo atual maior domínio de si própria e do seu corpo.&lt;br /&gt;Já a infidelidade ou a traição conjugal no homem, de forma muito diferente da mulher, tem a idade das guerras e da conquista de territórios, sua mais antiga forma de mostrar virilidade e honra. Tudo de uma maneira comparada aos animais, pois muitos destes, ao conquistarem seus terreiros, julgam-se também donos das fêmeas existentes neles; e nós conhecemos isso até entre os nossos animais domésticos. Desde Gengis Khan, no século XII, com os mongóis, seus liderados, que na arte da conquista dos territórios eram sequiosos, o que durou três ou quatro gerações dessa mesma dinastia e que chegou da Ásia à Europa quase ocidental em extensão de área conquistada, quando os guerreiros pilhavam as cidades e conquistavam territórios, conquistavam também o direito sobre as suas mulheres, às quais possuíam, considerando seus corpos sexualmente abatidos como troféus; e assim permanecendo até a próxima façanha quando o proceder era o mesmo.&lt;br /&gt;Esta certamente era uma forma de, depois da guerra e no repouso dos guerreiros, canalizarem para o lugar certo a sua libido, que eles, bárbaros, nem sabiam o que era. Não era diferente com os apaches quando pilhavam os acampamentos de brancos, nos quais roubavam as mulheres destes e as mantinham em cativeiro e com elas criavam família. Nem foi diferente o inverso, quando o homens brancos, de aparente cultura superior, pilhavam aldeias indígenas e violentavam as índias.&lt;br /&gt;Mais recentemente, na Segunda Guerra, também em defesa de territórios, os americanos quando ocuparam a Itália, proporcionaram uma miscigenação até hoje notada. Buscavam mulheres italianas, que também se prestaram ao fato, num incremento muito grande da prostituição naquela época, questão de oferta e procura dos dois lados. A tal ponto que as mulheres italianas, morenas por tradição, oxigenarem os seus pêlos pubianos para agradar aos americanos, ocupantes de sua pátria, por que eles preferiam as loiras.&lt;br /&gt;Também as imigrações e migrações fazem parte das causas incluídas na infidelidade masculina. O homem sempre foi mais migrante que a mulher, isso é histórico e notório. Nas empreitadas das colonizações, muito mais aventureiros homens deixaram suas famílias além mar e vieram para o ocidente, isso em comparação às mulheres sem família que fizeram a mesma coisa. E, hoje em dia, é muito maior o número de homens que se aventura a desbravar outras regiões do país, como o norte do Mato Grosso e a Amazônia, por exemplo, e sempre, como outros colonizadores, permanecendo fora do lar, também conquistando territórios e, como nos exemplos anteriores, conquistando as mulheres que dessas terras fazem parte. Serra Pelada, quando no auge da mineração do ouro,  foi um outro tipo de guerra que serviu como paradigma para esse comportamento; lá os homens que haviam deixado suas famílias em terras distantes e que se amontoavam aos milhares, proporcionaram a proliferação, ao seu redor, de uma verdadeira indústria do sexo e muitos deles não chegaram a gozar o ouro que conquistaram além das fronteiras dos cabarés da região.&lt;br /&gt;Com o próprio gaúcho não poderia ser diferente; quando nas suas epopéias do passado, magistralmente narradas por Érico Veríssimo, em O Tempo e o Vento, quando saia para defender as nossas fronteiras deixando mulher e filhos e sem saber se voltaria. Esse gaúcho ia pelo caminho aconchegando-se temporariamente aqui e acolá e variando de mulher com a mesma alternância com que trocava de montaria. Mas, com sua grande capacidade afetiva, nunca esquecendo a sua mulher verdadeira, para a qual saudosamente voltava quando retornava vivo das campanhas.&lt;br /&gt;Pois com tudo isso reafirma-se a idéia de que o homem é naturalmente mais volúvel que a mulher, desde os primórdios dos Khans e até muito antes. Talvez, desde os tempos bíblicos, pois Abrahão não recebeu de Deus a graça de ter um filho, Ismael, com uma concubina até que Sara engravidasse? Pois todas essas justificativas e informações comportamentais já vem no homem ao nascer, de forma genética, além, talvez, da sua menor capacidade de transformar a libido em outra atividade que lhe substitua a criatividade, em comparação com a mulher.&lt;br /&gt;Além das informações genéticas, o homem herda também as importantes informações culturais que são facilitadas de certa forma pelas conversas de pai para filho e forma conceitos; algo assim como: “se meu pai e meus avós faziam, porque não devo fazer?” São todas razões de muito peso, existindo duas forças poderosas para justificar o comportamento infiel, as já citadas causas, uma genética e outra cultural, o que dá ao homem uma flagrante permissividade.&lt;br /&gt;Então como se vê, a infidelidade masculina é uma questão de ancestralidade da barbárie e da ânsia de conquista de seus antepassados, algo grotesco mas que persiste em seu subconsciente e em sua genética. No entanto, nunca esquecendo que também ele tem um coração, ou um amor, como queiram, que ele também deseja entregar-se a uma mulher só.&lt;br /&gt;Por outro lado, a mulher carrega no seu subconscinte um conhecimento correspondente à essas verdades sobre a infidelidade do homem, que lhe produz uma espécie de complacência de que ele é teoricamente infiel pelos motivos já expostos. E que ela também, teoricamente, suporta isso de forma disfarçada, desde que não lhe agridam a dignidade e a honra de forma consciente e notória. E como se vê, mais uma vez e cada vez mais, a mulher se mostra mais capaz e muito superior ao homem na condução até de suas falhas, pois com tais desculpas o homem trai por futilidade e a mulher o faz por afetividade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7838420494141140649-4421719956086994293?l=jbtpsicologica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/4421719956086994293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/4421719956086994293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpsicologica.blogspot.com/2008/04/infidelidade.html' title='A infidelidade'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7838420494141140649.post-2625333401671558996</id><published>2008-04-22T12:35:00.000-07:00</published><updated>2008-05-06T07:47:52.050-07:00</updated><title type='text'>A natureza provedora violentada</title><content type='html'>Houve um tempo em que o homem viveu quase no desonhecimento; a inteligência era latente e as informações que a vida e o ambiente próximo ofereciam eram aos poucos assimiladas. As descobertas comuns e os descobrimentos não possuiam a vantagem de encaixar em um substrato prévio e robusto de saber; pois, no homem existia uma bagagem de cultura pouco densa.&lt;br /&gt;Ao contrário, hoje, o exemplo das recentes descobertas sobre genética sucedem ao que teorizou inicialmente o monge Gregor Mendel e seus sucessores, amparadas, ainda, nos atuais conhecimentos avançados sobre microscopia, iluminação, computação etc; ou seja, à decodificação do genoma sucedeu-lhe um amplo rol de saber a dar-lhe sustenção. Conclui-se que, todo o avanço científico e tecnológico atingido nos dias de hoje não poderia ter surgido antes do tempo em que surgiu, antes, nos séculos XlX ou XX. Tudo por que não havia um amadurecimento do conhecimento anterior; o que inclusive permitiria previsões de que certos, não tão específicos, avanços viriam realmente a ocorrer, dado o favorecimento cultural existente.&lt;br /&gt;Pois, entre outras coisas, no início dos tempos, o homem reagia ao mundo de forma culturalmente diferente, também, em algumas situações emocionais, envolvendo entre elas o medo quase sempre gerado pelo desconhecimento ou outras emoções de forma rude. E, por isso, criou, então, empirismos, entes imaginários, deuses e fantasmas, os quais eram nada mais que respostas as suas ignorâncias. Foi assim que nasceu a figura do dragão, por exemplo, um ser fantasmagórico que cuspia fogo e habitava cavernas que todos evitavam e donde ninguém retornava, uma ameaça à sua existência; este e outros, eram sentimentos que faziam parte da fisiologia cerebral de então, em caractéres ancestrais, quase igual à nossa.&lt;br /&gt;Nesse tempo, apesar de ignorar muitas coisas, o homem como bom observador do que estava ao alcance de seus sentidos, valia-se por demais da natureza como provedora de vida, de proteção e de informações; mais que todas as cartilhas que pudessem contê-las. Assim, guiava-se pelo trajeto dos astros, lia nas estrelas, escutava o vento, obedecia e entendia as expressões das águas, com quem conversava. Possuia bom relacionamento com os rios que lhe proviam vida, entendia as chuvas, obedecia aos anseios da terra, a qual já maltratava sem saber das repercussões que sabemos hoje; e, principalmente, tinha os astros, a lua, o sol e alguns planetas, como oráculos dos deuses.&lt;br /&gt;Era a harmonia, uma coexistência que favorecia e garantia uma vida longa às partes naquele estágio evolutivo da humanidade. Provas desse bom relacionamento, onde talvez o respeito inato fosse o maior trunfo, dá-nos a arquelogia ao desvendar culturas, as mais variadas e as mais distantes entre si, no espaço e no tempo em que vicejaram; foram assim, as culturas maia, azteca, chaquenha, egípcia, fenícia, celta, nórdica, bem como os dados que o conhecimento da cultura grega permite extrair dos seus costumes, entes e deuses. Todas, sem exceção, sobreviveram como culturas por que seus membros escoraram suas ações duráveis e sua sobrevivência em dádivas e conhecimentos contidos na natureza, dedicando-lhes apreço; sem, no entanto, dispensar os conhecimentos nascidos da inteligência que levava à observação conclusiva, sempre em eclosão, dos quais somos hoje herdeiros; o conhecimento ptagórico, aristotélico, hipocrático, ptolomáico, kepleriano etc, que o digam.&lt;br /&gt;Alwin Tofler, no livro "O Cheque do Futuro", há mais de 30 anos atrás referia-se à velcidade de transformação da sociedade em conseqüência do grau de conhecimento disponível e suas conseqüências. Não só como decorrência óbvia e direta da ciência em si e da tecnologia, mas das circusntâncias que estão na sua associação direta e dependência que, a seu juizo, era enorme naquela época. Pois, conseqüência do estágio de então, algo que superaria as mais otimistas e visonárias previsões, nos 30 anos que nos separaram da manifestação do seu pensamento lúcido e bem sucedido à época, foi colocado à disposição do homem comum pela evolução da tecnologia: a telefonia celular, a TV a cabo, o computador, a internet, a comunicação via satélite e o forno microndas; sem deixar de citar a nanotecnologia, a manipulação genética etc; exemplos, assim, por cima.Uma verdadeira revolução, inclusive e conseqüente, nos costumes.&lt;br /&gt;Imagine-se, então, para que a humanidade chegasse a este estágio de avanço, o volume gradativo de conhecimento obtido através dos tempos anteriores, a maioria dele conseguida no século XX !&lt;br /&gt;Acontece que, para isso, a humanidade e suas sociedades de escassas lideranças maiores ou menores, nesse estágio avançado em que se encontra, com toda esta disponibilidade tecnológica que leva ao conforto, também porisso esqueceu-se das suas boas e necessárias relações com a natureza. Aliás, os próprios avanços citados ou as novas perspectivas são, também, os responsáveis que movem o homem em direção aos guetos de miséria e a viver em grandes conglomerados humanos; onde este olvido e, mais do que isso e de forma grave, as injúrias ao ambiente são maiores. Acrescendo-se, ainda, a grave e habitual necessidade de sobrevida a qualquer preço, seja em países socialistas ou capitalistas; mas, principalmente, o elevado grau de falta de civilidade do homem comum, com sobra de inconseqüência.&lt;br /&gt;Para quem é bom observador, é possível perceber as queixas naturais que vêm surgindo, de forma implacável.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7838420494141140649-2625333401671558996?l=jbtpsicologica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/2625333401671558996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/2625333401671558996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpsicologica.blogspot.com/2008/04/natureza-provedora-violentada.html' title='A natureza provedora violentada'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7838420494141140649.post-4035692199354973865</id><published>2008-04-22T12:34:00.000-07:00</published><updated>2008-05-06T07:54:37.522-07:00</updated><title type='text'>O Sentido da disputa</title><content type='html'>Tudo sugere que a disputa nasceu do comportamento primitivo do homem, enquanto este ainda era um animal. Disputava, então, as coisas mais próximas, necessárias e vitais, como a fêmea, o macho, o território e a comida. E a disputa, de simples que era, foi se magnificando, à medida que o homem foi evoluindo e se transformou em batalhas e em guerras. Mas sempre disputando as mesmas coisas importantes, suas equivalências ou o seu simbolismo. Passando, depois, a disputar territórios, onde o vencedor costumava imperar e dominar as terras conquistadas, ficando também com as mulheres que nelas habitavam, uma premiação natural. E das terras tiravam a comida para sí, para seus guerreiros e dependentes.&lt;br /&gt;A guerra em sí, então, passou a ser a forma mais brutal e grotesca de se disputar a posse de algo entendido como necessário, algo que se julgasse no direito por questões vitais ou por questões pressupostamente"legais".&lt;br /&gt;Não satisfeito com as guerras e pela necessidade íntima de seu exercício, o homem passou a inventar os jogos de guerra, a serem disputados no intervalo destas e no descanso dos guerreiros, para distraí-los. E então lutavam homem com homem, nas mais variadas formas de contenda, inclusive e em casos mais extremados, com direito sobre a vida do vencido, numa sensação de êxtase que era repartida com a assistência.&lt;br /&gt;Só que, com o passar dos milênios, o ser humano foi tendo o seu comportamento desembrutecido, tornando-se mais civilizado e, através de seu psiquismo intelectualizado, criou alternativas para a sua agressividade inata. E as formas de disputa foram ficando cada vez mais próximas de uma"guerra sem sangue". Como por exemplo, nas disputas dos cavaleiros reais, em contendas medievais, feitas a cavalo, com armaduras, com espadas, com lanças, com massas, mas por esporte, vencendo ao contendor sem abatê-lo. E daquele espírito embrionário de disputa dos homens das cavernas, hoje verdadeiramente apenas intrínsico ao ser humano, herdado de forma ancestral e imutável, passando pelos jogos de guerra, nasceram todos as formas de jogos contemporâneos com disputa. O futebol americano, por exemplo, é um deles, em que os contendores treinam como se fossem para uma guerra, arremessando seus troncos e ombros contra um poste fincado ao chão, para criarem boa forma física e, depois, conseguirem resistir ao seu opositor, como se fossem um soldado numa guerra corporal. É um jogo com formas e representação de uma batalha, inclusive praticado com armadura.&lt;br /&gt;O jogo de xadrez é um outro que apresenta resquícios de um passado bélico, com rei e rainha, com os bispos(que ancestralmente sempre apareceram perto do poder), torres, cavalos e com soldados rasos, os peões, jogado com estratégia. O jogo de damas, um outro exemplo, é um pouco mais social e adamado, no entanto o linguajar usado, simbólicamente, lembra uma disputa real fora do tabuleiro. Senão, pergunto, a cada lance de avanço não se"come" uma pedra, inclusive podendo-se "comer" a dama?E o jogo avança em uma mistura de palavras que tem o significado de confundir o seu prosseguir vitorioso com a posse do alimento (comer a pedra) e com a posse das mulheres (comer ou possuir a dama)do território atingido, não é mesmo?&lt;br /&gt;Observem, com o nosso futebol não é diferente! "Campo de luta", é como alguns chamam o gramado onde se desenrola o"embate". É nele, onde o goleiro é o "guarda valas", igual ao vigia atento nas trincheiras dos campos de batalha. Não lhes parece semelhnate?E ainda, nesta comparação, o esquema dos jogadores em campo é constituido de"ataque e defesa", os que jogam na frente são "pontas de lança" ou atacantes (como numa luta), ou do original em inglês, os "for war", que quer dizer, litaralmente,"para a guerra". Não parece uma luta?&lt;br /&gt;E o gol, o quê que é? É a estocada final, que em meio ao êxtase "mata" o adversário e que às vezes se diz"com um canhonaço", não é verdade?E para completar esta semelhança relativa, o técnico da equipe é o estrategista e o seu melhor soldado é aquele que resolve a disputa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7838420494141140649-4035692199354973865?l=jbtpsicologica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/4035692199354973865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/4035692199354973865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpsicologica.blogspot.com/2008/04/o-sentido-da-disputa.html' title='O Sentido da disputa'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7838420494141140649.post-3838435688733836308</id><published>2008-04-22T12:30:00.000-07:00</published><updated>2008-05-06T08:07:34.288-07:00</updated><title type='text'>Paixão</title><content type='html'>Há muito tempo atrás, movido pela curiosidade, tive de volta em minhas mãos, mais de 45 anos depois de uma desprezá-lo pela primeira vez, o livro "Da Intoxicação pelo Amor", onde encontrei uma tese defendida e aprovada com distinção, no ano de 1908, perante uma banca examinadora na, então, Faculdade de Medicina e Farmácia de Porto Alegre, mais precisamente na cadeira de Clínica Psiquiátrica. Mais ou menos aos meus quinze anos, meu pai havia providenciado o meu primeiro contato com o referido livro, uma vez que, quase certamente, eu deveria estar padecendo, então, de algum amor devastador, coisa comum da idade e que não lembro bem os detalhes. E o ato de apresentar-me ao livro deveria servir como uma luz nas trevas que me envolviam. Apenas lembro de não ter dado o devido e esperado valor à obra, recebendo não mais que uma leitura superficial.&lt;br /&gt;Por ser um assunto sempre atual, movido pelo amadurecimento de hoje, pela curiosidade em relação ao tema e coisas afetivas e comportamentais, providenciei junto aos familiares do autor um exemplar da antiga tese para uma análise mais séria e da qual lhes passo alguns dados.&lt;br /&gt;O autor, Dr.Leopoldo Pires Porto, defendeu ali a existência de dois amores. Um que faz sorrir, que é suave, que dá prazer, enlevo, que faz suspirar, sonhar e que é correspondido; um amor vivo, sadio, com expectativa e recompensa. Um outro, um amor escravizante, que faz chorar, que gera angústia, insônia e pesadelo; triste, queixoso, imobilista e que leva ao desatino. Entre um, sentimento sadio, e o outro, doentio, não existem limites exatos; e de um ao outro se vai em gradações, sem uma fronteira rigorosa entre o ponto fisiológico e o ponto patológico. Esse amor a que o autor se refere, é tratado na tese como doentio, sendo que, felizmente(observação da época), dado ao grande número de apaixonados, mesmo assim a maioria evolui com grau médio de morbidez, com sintomas cíclicos que tendem à cura.&lt;br /&gt;Assim como um organismo com baixa imunidade contrai uma infecção ou uma virose com facilidade, assim como uma pessoa deprimida adoece com mais facilidade, assim como encontramos pessoas que nunca se gripam e outras que o fazem com freqüência. Assim como quem conhece um determinado risco e se protege dele tem menos chance de contrair uma patologia orgânica que lhe esteja relacionada, também assim a doença da paixão só se instala em um indivíduo pré-condicionado.&lt;br /&gt;Sendo o amor e suas distorções, um componente do psiquismo, também as pré-condições para o acometimento de uma paixão doentia são condições pertinentes à personalidade do afetado. Diz-se dessas pessoas que normalmente são previamente humilhadas, carentes, deprimidas, impotentes e com outras características do gênero, isoladas ou em conjunto. Filhos de pais autoritários e com pouco diálogo, também por isso submetidos a um crônico processo de humilhação, com freqüência padecem de ansiedade e almejam a qualquer preço, em conseqüência, um relacionamento ideal, ideado sempre como uma situação de mais conforto emocional. As pessoas com personalidade dependente, às vezes, são filhos dos mesmos pais que humilham, sentem-se irrealizadas, diferentes, diminuídas; e idealizam também uma relação que conceda um escape ao seu desconforto afetivo, à qual, quando pensam que encontram, se agarram com ventosas difíceis de se soltarem, pois acham que aí, nesta paixão, encontram proteção e estabilidade. O que, no entanto, é quase sempre um achado empírico e irreal e porque não dizer, platônico.&lt;br /&gt;Essas são algumas das condições e sintomas que pré-condicionam o indivíduo para a paixão como doença e que facilmente o tornam um cativo da servidão.&lt;br /&gt;A paixão comum, aceitável, acende o místico do amor e queima breve, permitindo à seguir que a manutenção da chama seja mantida sem turbulência, sem aflição, em um amor calmo, sereno e duradouro.&lt;br /&gt;A relação de amor pressupõe ou permite um certo grau de embriaguez de paixão inicial, como a vencer a inércia. Um arrebatamento fisiológico flutuante, taquicárdico, insensato, gerador de devaneios, insone, porém transitório e benigno. Ao contrário da paixão, cronificada, doentia, platônica e malígna.&lt;br /&gt;O amor saudável não conduz e nem aceita o desrespeito, não produz humilhação, não tem egoísmo, nem servidão, aflição, domínio ou dependência; tampouco leva ao engano, exploração, submissão ou uso; assim como não aceita a despersonalização, o desprezo e o abuso.&lt;br /&gt;No ser humano, o amor é uma relação de afeto e, por conseqüência, o amor é um sentimento positivo, criador, construtor e edificante, jamais poderá trazer em seu bojo sensações como amargura, lamentação, destruição, agressão, ira ou morte, comuns ao seu contrário. Um é um sentimento de vida e o outro, o ódio, é um sentimento mórbido.&lt;br /&gt;A manutenção do sentimento de amor ou de qualquer outra relação de afeto positivo depende da sua sustentação e da sua continuidade e para isso está também ligada à condição de caráter e da conduta geral dos envolvidos, que inclui entre outros, o respeito e o zelo. É o respeito que mantém a individualidade na relação, que impede o sufoco e a servidão, que permite o crescimento e permite que os envolvidos se tornem grandes às expensas da expansão de cada um.&lt;br /&gt;A liberdade de um modo geral, e no amor em particular, é uma condição especial para um relacionamento sadio. Ela é a área onde cada um é soberano, área privada, mas que deixa de existir quando atinge ou começa a área ou a liberdade do outro.&lt;br /&gt;Existindo,de ambas as partes, uma noção exata e uma consciência plena da existência dessas delimitações, não ocorrerão invasões ou violentações. E quem regula tudo isso é o respeito, do qual o zelo é próximo.&lt;br /&gt;Assim como a felicidade individual não é constante e sim episódica, feita de pequenos tufos que nos são oferecidos ou conquistados, desde que cumpramos as devidas condições favorecedoras, da mesma forma a felicidade na relação é feita de episódios. Assim, os intervalos da felicidade no amor são, como na vida em geral, cíclicos, com conforto e desconforto em alternância.&lt;br /&gt;Também fazem parte da manutenção do amor os cuidados próprios de cada um consigo mesmo. Se o indivíduo é capaz de se querer bem, de manter seu ego e o seu amor próprio, um amor próprio que passe muito distante da arrogância e da errônea superdimensão, grandes inimigas do amor, manter-se com lustro, bem cuidado, querer bem a si próprio na aparência, na conduta, no caráter, nas aspirações, enfim, num grande número de atitudes que adicionem, terá então condições de ser admirado por seu par e de encontrar as mesmas condições nele e admirá-lo. Se apagou-se o místico da paixão, se manteve-se acesa a chama do amor, a sua continuidade, a sua permanência e a sua longevidade dependerão desses cuidados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7838420494141140649-3838435688733836308?l=jbtpsicologica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/3838435688733836308'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/3838435688733836308'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpsicologica.blogspot.com/2008/04/paixo.html' title='Paixão'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7838420494141140649.post-365334318619706554</id><published>2008-04-22T12:29:00.000-07:00</published><updated>2008-05-06T12:56:05.666-07:00</updated><title type='text'>Fantasias sexuais</title><content type='html'>Nas férias do verão passado, as quais gozei num balneário populoso, tive a oportunidade de observar mais uma vez o comportamento geral, e até detalhes específicos, de uma verdadeira massa humana em trajes de pouca roupa, ainda que meu cabresto fosse meio curto. Ali, confirmei a idéia de que as mulheres tornam-se, indubitavelmente, muito mais bonitas e os seus recursos reais, ao contrário do que pensam, são muito maiores quando encontram-se um pouco mais vestidas. Digamos que ficam com muito mais "sex-appeal". Aliás, poucas deveriam ser aquelas a quem a beleza estética deveria permitir usar biquini ou tanga. Sendo que, algumas delas, comportam-se frente aos nossos olhos, ora admirados, ora espantados, quando semi-nuas, parecendo mais uma salchicha quando se tira a pelezinha que a envolve, perdoem-me o realismo. E concluí, também, que, embora fantasia e imaginação sejam uma manifestação da dinâmica de nossas mentes, de ocorrência quase aleatória, a circunstância global de uma praia é por demais propícia à exacerbação das chamadas fantasias sexuais.&lt;br /&gt;Entenda, os animais relacionam-se sexualmente de uma forma biológica, cumprindo uma destinação específica necessária à perpetuação das espécies e provavelmente sentem alguma forma de prazer irracional na sua consumação. Já a racionalidade, que deu ao homem uma condição de inteligência, acrescentou recursos infinitos aos prazeres extraídos de uma relação deste tipo, cujo conjunto chamamos de erotismo, para ser exercitado antes, durante e depois dela.&lt;br /&gt;As fantasias sexuais, então, atuam como verdadeiras indutoras e/ou auxiliares da libido em tempos de calmaria, sendo tão numerosas quantas são as variantes imaginativas de cada indivíduo, homem ou mulher, ou de um grupo deles, mantendo em sua arquitetura a cultura pessoal e ambiental como agente balizador.&lt;br /&gt;É de acreditar-se que, no passado, as fantasias eram mais escondidas e reprimidas, ainda que sempre intimamente atuantes e, com freqüência, vinculadas ao ato proibido; no presente, entretanto, além de mais livres e mesmo sem perder a intimidade, as fantasias chegam até a comportar-se ,em algumas cabeças, como verdadeira forma de prazer, de certo valor fisiológico e até terapêutico, ainda que incompleto.&lt;br /&gt;E por serem pessoais, suas peculiaridades são infinitas e vão desde fantasiar uma transa no elevador, em cima da pia da cozinha ou dentro do poço. E tome íntima admiração pelo pezinho da japoneza, pela japonezinha toda e seu pé, pelas bailarinas do Faustão dançando em sua casa, pela correntinha no tornozelo etc.&lt;br /&gt;Enfim, no mundo inteiro, o mais das vezes de forma não confessada, pessoas comuns e as mais ilustres figuras cultivam fantasias sexuais as mais variadas, algumas chegando a ser consideradas excêntricas e até doentias. E cito duas famosas: O Príncipe Charles, viúvo de Diana Spencer, fantasiava que queria ser o absorvente higiênico da amante Camilla Parker Bowes e ficar mensalmente ali, no quentinho. Já na era vitoriana, Oscar Wilde excitava-se se alguém defecasse sobre um papel celofane em seu rosto( Quê mau gosto!!) Vê se pode?&lt;br /&gt;Como disse, fantasiar é muito pessoal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7838420494141140649-365334318619706554?l=jbtpsicologica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/365334318619706554'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/365334318619706554'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpsicologica.blogspot.com/2008/04/fantasias-sexuais.html' title='Fantasias sexuais'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7838420494141140649.post-2539036578277316366</id><published>2008-04-22T12:25:00.000-07:00</published><updated>2008-05-06T13:01:19.646-07:00</updated><title type='text'>Defeito humano</title><content type='html'>Quando suamos muito, um mecanismo especial do cérebro, no diencéfalo, é ativado por concentração sangüínea específica para que a glândula hipófise, que comanda todas as outras do organismo, secrete o hormônio antidiurético (ADH). Este, na circulação, vai ativar o rim para reabsorver os líquidos filtrados e diminuir assim a quantia de urina, tudo como conseqüência da perda líquida inicial pela sudorese. Fantástico, não? Em um equilíbrio que poucas máquinas tem e usando um mecanismo chamado "biofeedback" ou retroalimentação de informações, o qual a cibernética copiou do corpo humano para aplicar em automação. Iguais a este, existe no corpo humano uma infinidade de mecanismos que tornam o corpo humano hígido uma máquina perfeita.&lt;br /&gt;Obra divina e da natureza, por certo, produto da evolução de milênios e milênios, o organismo do homem em seu funcionamento harmônico, incluindo o funcionamento do cérebro sob o ponto de vista orgânico, não encontra similar no reino animal, posição onde chegou pela evolução da espécie. E, especialmente, dentro do cérebro encontramos uma fisiologia e uma bioquímica, ainda que só parcialmente conhecidas, mas em via de serem desvendadas, que encantam por sua eficiência e precisão, algo admirável.&lt;br /&gt;Entretanto, é este cérebro que abriga a nossa mente, a qual é a sua condutora, responsável pela relação do indivíduo com seu meio. E que apresenta, ou defeitos inerentes ao psiquismo, ou então funções que lhe proporcionam relações defeituosas com o meio, e explico.&lt;br /&gt;Uma parte do nosso psiquismo, sendo este o fundamento da nossa mente, tem uma sua porção chamada ego, que com a finalidade de manter a sua integridade de forma indissociável com o restante da estrutura e por ter pouca humildade, não se relaciona muito bem com as frustrações, derrotas e sofrimentos, desde as mínimas até as grandes. E contra as quais apela para mecanismos "analgésicos" ou "maquiadores", que se conhecem como "mecanismos de defesa". Dois destes são a projeção e a transferência, dos quais o ego, costumeiramente, usa para se livrar de responsabilidades e culpas. Por exemplo, alguém acha que rodou em um exame porque o professor deu mal a matéria, aliviando a si próprio de ter que encarar a culpa de não ter estudado. E, observe, nesse particular as manifestações comportamentais desse tipo são infinitas, podendo inclusive ter origem no ego consciente, como também no funcionamento inconsciente da mente. Sendo que as projeções e as transferências podem também ser feitas sobre os objetos os mais variados, até mesmo sobre baratas e ratos (muito comum). Ou mesmo alguém chutar um inanimado móvel no qual trompa, e se machuca, para não responsabilizar o seu momentâneo estado atabalhoado. Uma espécie de escapismo das reais responsabilidades, cuja uma das conseqüências é transferir as soluções necessárias e quase sempre evidentes.&lt;br /&gt;Falei logo atrás que esse era um defeito do psiquismo, realmente assim o é, e generalizado; é um funcionamento comum encontrado em todas as pessoas. E, somente depois de muita lucidez e exame íntimo de conduta, é que um número reduzido de esclarecidos toma consciência e controle total e moral deste fato. E mais, trata-se de um defeito grave do proceder humano e mais grave ainda quando se percebe que este erro íntimo do nosso ego encontra-se junto com outras causas, por trás do sentimento de racismo e de outros preconceitos grandes ou pequenos. O que dificulta a sua eliminação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7838420494141140649-2539036578277316366?l=jbtpsicologica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/2539036578277316366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/2539036578277316366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpsicologica.blogspot.com/2008/04/defeito-humano.html' title='Defeito humano'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7838420494141140649.post-911756921257001261</id><published>2008-04-22T12:24:00.000-07:00</published><updated>2008-05-06T13:17:58.585-07:00</updated><title type='text'>O Kama Sutra</title><content type='html'>Lamentavelmente, a prática do sexo tem sido vista desde antanho, na nossa civilização ocidental e em outras que o encaram de variadas formas, até aberrantes, como uma prática proibida, vergonhosa ou sem decôro, fruto muito provavelmente das dificuldades encontradas pelas mesmas sociedades em tratá-lo com normalidade. Chegando-se, por exemplo, em nome das distorções de enfrentamento do referido ato, à verdadeiras aberrações, ou mesmo selvageria, como as que são cometidas na religião muçulmana, onde se pratica a ablação sumária do clítoris das meninas para que as mesmas não experimentem o prazer sexual quando se tornarem mulheres, o que já foi citado alhures. E, tirando os pecados contra a vida cometidos pela humanidade, foi ao redor do sexo que sempre gravitaram os grandes delitos ditos morais, tudo por pura distorção ao se encarar uma atividade que é fisiológica no corpo, que a uns perturba, a outros revolta, a muitos vexa, a outros tanto frustra, por outros é visto como coisa proibida ou como pecado e que aos poucos vem sendo dado vê-lo com naturalidade. Tudo produto de nossas cabeças e daquelas que nos criaram e assim de lá para trás, indefinidamente.&lt;br /&gt;O prazer sexual é a manifestação maior e mais eloqüente do corpo humano; corpo esse que pode ser considerado uma obra prima da concepção e ordenação de Deus, cuja distribuição da sensibilidade em todas as suas formas, bem como os outros órgãos do sentidos que desse prazer participam e que foram colocados em nosso corpo também por Ele, nosso criador. E é uma sensação tão prazenteira que mobiliza toda a economia orgânica, desde o sexo em sí, passando por uma maravilhosa onda vibrante e universal de todo o corpo, que começa com a dilatação das pupilas, passando pela lividez ou rubor da pele, com embotamento e especificidade da atenção, inclusive tomando parte disso a modulação das funções cerebrais e que só se compara em importância à outras sensações semelhantes da mesma área.&lt;br /&gt;A energia da libido, que é força que comanda a atividade de busca e satisfação do sexo, é a mais potente força do ser humano, inclusive pelo seu valor procriativo, mais primitivo, e que garante em última análise a continuação do homem sobre a terra, uma força que se transformada ou sublimada é também uma potente força criativa. Podendo-se arriscar a dizer que toda a criação depende de circunstancias em que há uma canalização da libido original.&lt;br /&gt;Um exemplo dessa força e do que se faz para satisfazê-la está na Bíblia, numa passagem relacionada a Ló, irmão de Abraão, primeiro patriarca escolhido por Deus para liderar o seu povo. Avisados por um anjo do Senhor da iminente destruição da cidade, ao fugir de Sodoma, Ló e suas filhas, depois que sua mulher foi fulminada por olhar para trás, acabaram por encontrar um lugar seguro para descansar. As filhas, então, depois de um certo tempo, temendo que não houvessem mais homens com quem se acasalarem, devido a destruição da cidade, onde todos eles pereceram, combinaram-se e mantiveram, alternadamente e em noites diferentes, relações sexuais com o próprio pai, seduzindo-o depois de embebedá-lo com vinho.&lt;br /&gt;Esse caso de incesto, que é uma das distorções da atividade sexual, é apenas um exemplo de como é conduzida a sexualidade, bem como a facilidade de seu descontrole. O sexo com violência, cuja instancia máxima é o estupro seguido de morte, é outra distorção de sua prática e que nasce em mentes onde a libido fica fora de controle e onde os valores encontram-se pervertidos. E por aí vai. Ainda, em matéria de perversão da atividade sexual, conta-se que o grande escritor ingles, Oscar Wilde, que era homossexual e padeceu porisso da perseguição da moral rígida da Era Vitoriana, só sentia ereção máscula e orgasmo se uma mulher defecasse em seu rosto, encoberto por um papel celofane, pode?&lt;br /&gt;E o adultério? O que é o adultério? Muitas vezes é uma forma ou uma conseqüência de como o sexo no casamento é insatisfatório por ser mal exercido por um ou por ambos os envolvidos, obrigando-os a buscarem, fora da relação, o prazer, exatamente o prazer que lhes é negado ou escamoteado na relação regular, ainda que não seja essa a sua única justificativa.&lt;br /&gt;Mas em termos práticos, um homem que tratasse sexualmente a sua esposa como trata, ou trataria, uma eventual amante, principalmente nos dias de hoje em que as informações sobre erotismo (diferente de pornografia) e seu poder de satisfação são tão abundantes, com toda a atenção dada aos requintes do prazer, jamais correria o risco de que ela fantasiasse ou mesmo chegasse as vias de ter uma aventura extraconjugal ou muitas delas. E o contrário também é verdadeiro.&lt;br /&gt;Há pouco tempo li um livro, que há mais de 35 anos me havia passado pelas mãos e que naquela época o julguei injustamente pornagráfico por negligencia na sua avaliação; livro esse que se chama O Kama Sutra. O referido livro, mundialmente famoso, foi escrito por um indiano em data avaliada entre os anos 200 e 300 da era cristã, retratando uma experiencia que já era milenar em seu povo a respeito da sexualidade. Lá, na cultura daquele tempo, o sexo era considerado uma arte e como tal deveria ser praticado. E sendo arte, necessitava de aprendizado e de esforço para praticá-lo bem. É claro que, entendendo-se por bem, o quanto mais prazer seus praticantes obtivessem, tanto melhor. Assim, o livro ensina a quem quiser segui-lo em suas práticas, desde os conhecimentos que uma mulher, a quem ele mais se dirige, mas também o homem, deve ter das várias artes que circundam o sexo, como bordar lençóis ou produzir licores, executar massagens relaxantes ou saber misturar essencias aromáticas, saber portar-se na aproximação sexual, os prazers do banho juntos, o uso da boca, a arte dos beijos em suas várias formas, os cuidados com o hálito, o cultivos das flores e das ervas, os abraços, a arte contar estórias, enfim, são listadas mais de sessenta atitudes virtuosas em que os participantes do ato sexual tem que estarem aptos a desempenhar, previamente, ao ato sexual em si.&lt;br /&gt;Além disso o livro lista um sem número de regras, que incluem posições para a consumação do ato sexual que aumentam o prazer deste. Prazer esse, que naquela cultura era visto como um direito inalienável dos cidadãos e das cidadãs. Recomendo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7838420494141140649-911756921257001261?l=jbtpsicologica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/911756921257001261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/911756921257001261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpsicologica.blogspot.com/2008/04/o-kama-sutra.html' title='O Kama Sutra'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7838420494141140649.post-6282899432729409828</id><published>2008-04-22T12:22:00.000-07:00</published><updated>2008-05-06T13:28:31.986-07:00</updated><title type='text'>Irracionalidade bélica</title><content type='html'>O homem possui um subconsciente cuja ameaça essencial é a da perda da vida; o que faz com que a sua conservação seja o seu maior objetivo, de forma instintiva. Seria assim, se só envolvêssemos atos da nossa irracionalidade e mataríamos a vida nos outros apenas pela sobrevivência. E é o que ocorre no homem equilibrado comum; a sua relação normal com a morte é tão somente evitá-la, tanto mais quanto mais evoluído ele fôr.&lt;br /&gt;Mas, as pessoas deste recente século são oriundas do traumático por conflituoso século passado; um período belicoso da história do mundo, mortífero e sangrento, que a própria história já contou. Assim, é certo que a raça humana, representada por aqueles que ordenam os fatos maiores, nada aprendeu da bélica lição, a ponto de evitar as guerras. Mormente, quando um conflito como os que se desenham, iminentes ou encubados, no Oriente Médio e mundo a fora, diferentes dos ocorridos no passado, atingirão a todo o mundo pela globalização inevitável, assistidos em tempo real, em deliberação nascida em decisões restritas, quase sem apoios formais. Ou seja, nós os civis, que somos os mais freqüentemente prejudicados, quando não, mortos pela desproteção, seremos todos envolvidos de alguma forma em uma sempre possível guerra que não queremos.&lt;br /&gt;O ser humano e sua mística, premido por suas inseguranças, por vezes por sua ignorância e pela necessidade de respostas a mistérios insondáveis, inventou os deuses e a religião correspondente como uma codificação regente, altamente maléfica quando considerada como verdade absoluta e defendida com emocionalidade. Pressionado pela necessidade de sobrevivência, inventou também a propriedade, sobretudo da terra, e com ela a pátria.&lt;br /&gt;Pela mesma razão e necessidade foi igual com seus vizinhos, mas com ética nem sempre aceitável, um objeto de freqüentes e sangrentas disputas, em tempos que se presumia passados. E inventou políticas para reger as relações entre as sociedades, entre iguais e entre povos, orquestradas por homens e, logo, com graves defeitos. Pois, é exatamente no desregulamento destas premissas: religião, propriedade e política, com desrespeito ao convívio humano, onde se encontram as mais freqüentes razões de por quê os homens se matam. Mas, ainda, é a misteriosa e inebriante vocação pelo poder e suas circunstâncias, onipresente na arte de que se valem os grandes para conduzir seus iguais, onde se acende o estopim que conduz os povos da terra à morte trágica e inútil( Bin Laden vivo é uma prova cabal desta inutilidade). Aliás, quase todo o mapa global foi desenhado assim, através das guerras!&lt;br /&gt;Quando o lógico seria que os homens, após delimitarem suas pátrias em acordos, depois de adquirirem novos valores e de um elevado grau de civilidade, rumo ao aperfeiçoamento, após atingirem um maior grau de conhecimento e elevação espiritual, como é o pretenso caso da civilização ocidental, mas principalmente, depois do exemplo da Liga das Nações, que acabou com a Primeira Guerra Mundial e a criação da pouco poderosa ONU, pressuposta regente do comportamento entre as nações, depois da Segunda Guerra Mundial, usassem essa e instâncias semelhantes como um foro sensato e deliberativo.&lt;br /&gt;Ao contrário disso, na questão do Iraque, estamos diante de um fato grotesco gerado exatamente pela certeza da supramacia, pela posição de liderança, pela inteligência, pela racionalidade humana mal versada agindo sobre as emoções, em ato pensado, calculado e elaborado, movido pela força da brutalidade basal, imutável e com saldo discutivel. E todos perdemos e continuaremos a perder, enquanto o Cézar moderno não cruzar de volta o Rubicão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7838420494141140649-6282899432729409828?l=jbtpsicologica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/6282899432729409828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/6282899432729409828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpsicologica.blogspot.com/2008/04/irracionalidade-blica.html' title='Irracionalidade bélica'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7838420494141140649.post-6570748154482556010</id><published>2008-04-22T12:20:00.000-07:00</published><updated>2008-05-06T13:49:56.923-07:00</updated><title type='text'>As dores do amor</title><content type='html'>A única dor permitida por este nobre sentimento deveria ser, sem dúvida, a única que com ele menos combina, qual seja a dor da ausência, da saudade e da espera e, dizem os românticos, assim fosse.&lt;br /&gt;Findo o amor da adolescência e outros amores que se possa sentir com as mesmas dimensões, este se vê à mercê da evolução da vida dos que o carregam e de suas circunstâncias, quando muitas vezes amadurece ou outras vezes se deteriora, sofre e até se desfigura. E da beleza e embalo do amor inicial, pode passar a ser nada mais que um arremedo, às vezes, exatamente como as pessoas que o sentem.&lt;br /&gt;As emoções e os sentimentos, entre eles o amor, transitam pela córtex cerebral, onde se localizam, entre outras coisas, junto ao saber e o conhecimento, as lembranças e características externas da personalidade, como o caráter e a conduta. A córtex, nesse particular, vivencía uma dinâmica que a modifica constantemente durante a vida, dentro de limites razoáveis de aceitação e de acordo com as informações e estímulos que lhe chegam. Dependentes que são do convívio e dentro da sanidade do órgão em que habita. A formação cerebral que abriga o amor mantém, também, estreitas relações com essa córtex cerebral, que é a região do cérebro de mais especialização e refino intelectual e através da qual mantém-se o contato com o mundo exterior. E por isso mesmo, a mente que dela emana modifica suas feições, sofre transformações, se neurotiza e até adoece, exercendo sobre o amor uma influencia também modificada. E, de acordo com isto, podendo inviabilizar um sentimento são pré-existente, permitindo um outro mais parecido com o seu momento insano. E às vezes ficar tão doente quanto ou, até mesmo, não padecer nada e se manter sadio. E com freqüência, dois amores doentes até que se dão muito bem, suprindo deficiências mútuas.&lt;br /&gt;Por outro lado, poderá ocorrer que a modificação desta dinâmica cortical se dê para o surgimento de uma personalidade mais equilibrada, madura e com melhores características psicológicas que a que abrigava o amor anterior; e nela também se firmará um novo amor.&lt;br /&gt;E é nestas últimas condições onde atua a necessidade de se praticar a arte de amar.&lt;br /&gt;Mas qual seria a pior dor do amor? A resposta mais perto da verdade e sob um ponto de vista romântico, o que não é o atual enfoque, é provável que seja a dor que cada um já sentiu ou sente, ou seja, a percepção é individual. E este é que sabe da verdadeira resposta. A mais terrível, talvez, é a que está na dependência do padecimento do psiquismo de quem já a sofreu, principalmente aquela oriunda de questões não resolvidas ou mal resolvidas e que acontecem em incontáveis circunstâncias. Mas vou tratá-las sem ordem de importância, a qual ordem fica ao encargo do leitor.&lt;br /&gt;Essas dores são geralmente proporcionais ao momento de fragilidade em que se encontre o malsinado envolvido por que, de um modo geral e via de regra, esta situação se traduz por uma depressão psíquica, às vezes até desencadeando a própria doença da depressão. Ou seja, uma depressão reativa, a qual será tão grande quanto o envolvimento emocional com o objeto de amor que foi perdido.&lt;br /&gt;"Que será de mim? Que quereis que faça? Que longe estou de tudo que havia previsto! Esperava que me escrevesses de todos os lugares por onde passasses e que vossas cartas seriam muito longas; que manterias minha paixão com a esperança de voltarmos a nos ver, que uma total confiança em vossa fidelidade me daria uma forma de sossego e que eu permaneceria num estado bastante suportável, sem excessiva dor. Havia pensado, inclusive, em alguns leves propósitos de fazer todos os esforços que fosse capaz para curar-me, isso se pudesse saber com toda a certeza que não me haveis esquecido por completo. Vosso afastamento, alguns impulsos de devoção, o temor de arruinar por completo o que resta de minha saúde, com tantas vigílias e tantas inquietudes; pois apenas o indício de vosso regresso, a frieza de vossa paixão e de vosso último adeus, vossa partida fundamentada em miseráveis pretextos e outras mil razões demasiado boas e inúteis, pareciam prometer-me um auxílio bastante seguro, se chegasse a ser-me necessário. Não tendo que lutar senão comigo mesma, não podia nunca desconfiar de minhas debilidades, nem temer tudo o que hoje sofro. Ahi, pobre de mim que não posso compartilhar minhas penas convosco e que estou completamente sozinha, desgraçada. Essa idéia me mata e morro de temor de que nunca haveis sido excessivamente sensível a todos os nossos prazeres. Sim, agora conheço a hipocrisia de todos os vossos impulsos: me haveis traído quantas vezes me haveis dito que estavas encantado de estar comigo à sós. Somente devo a minha falta de oportunidade essas vossas necessidades e vossos arrebatamentos; vós haveis feito da frieza um propósito para acender-me, somente haveis considerado minha paixão como uma vitória conseguida e vosso coração jamais se comoveu profundamente por ela. E como é possível que, com tanto amor, não tenha podido fazer-vos completamente feliz? Somente sinto, por vosso amor, os infinitos prazeres que haveis perdido; é possível que tenhais querido gozá-los? Ahi, se os conhecesse, veríeis sem dúvida que não são muito mais tangíveis que o de haver-me enganado e haverias comprovado que se é muito mais feliz; que se sente algo muito mais comovedor quando se ama violentamente do que quando se é amado. Não sei o que sou, nem o que faço, nem o que desejo, estou desgarrada por mil impulsos contrários. Pode-se imaginar um estado tão deplorável?&lt;br /&gt;Amo-o perdidamente e cuido muito para não atrever-me, por acaso que seja, a desejar que sejais sacudido pelos mesmos arrebatamentos; me mataria ou morreria de dor sem matar-me se estivesse certa que não tereis jamais sossego algum, que vossa vida não é senão inquietude e agitação, que chorais sem cessar e que tudo é odioso para vós. Se não dou conta de meus males, como poderia suportar a dor que me dariam os vossos, que para mim seriam mil vezes mais penosos?&lt;br /&gt;Adeus, desejaria não tê-lo visto nunca. Ahi! quão vivamente sinto a falsidade desse sentimento e sei que prefiro ser desgraçada amando-o que não tê-lo visto nunca; assim pois, consinto que permaneças no meu aziago destino, pois que não quisestes faze-lo venturoso. Adeus, prometa-me que me afastarás de tua vida ao menos ternamente, porque morro de dor, e que ao menos a violência da minha paixão o faça aborrecer-se e se afastar de todo. Esse consolo me bastará e, tendo que abandoná-lo para sempre,  não gostaria de entregá-lo a outra. Adeus, me parece que falo freqüentemente do estado insuportável em que me encontro, entretanto agradeço do fundo meu coração o desespero que me causais e detesto a tranqüilidade em que vivia antes de o conhecer".&lt;br /&gt;Esta é uma carta quase na íntegra, escrita pela religiosa Sór Mariana Alcoforado, do Convento Maria Madre, em Lisboa, endereçada ao Capitão do Navio "El Vitória", um oficial francês famoso por seus amores que havia estado em Portugal entre 1663 e 1668, fazendo parte da expedição francesa que ajudou este país a se libertar de Espanha.&lt;br /&gt;É comum, como vimos e como veremos, então, ao que agora podemos considerar um paciente ou um padecente da dor do amor, apresentar-se com tristeza, sensação de inadequação, astenia, perturbação da memória e déficit de concentração, perda de apetite, distúrbios de sono e ansiedade, agitação psicomotora, perda do interesse sexual, indecisão, hipocondria, irritabilidade e desesperança. Estes, como sabem, são os sintomas comuns da depressão, mais ou menos os mesmos que aparecem na dor do amor.&lt;br /&gt;Pois, também aí ocorre uma perturbação bioquímica especial no cérebro da pessoa envolvida. Durante a última década, contudo, surgiram evidências que os transtornos depressivos podem estar relacionados a anormalidades em sistemas e estruturas cerebrais específicas. Dados apontam para um decréscimo de volume, hipometabolismo e reduzido fluxo de sangue nos lobos frontais, gânglios da base e estruturas mediais e temporais em pacientes com transtornos de humor do tipo depressivo, explicando-se isso pelas conexões funcionais e neuroanatômicas entre os gânglios da base, o lobo frontal e sistema límbico, através das redes fronto-subcorticais.&lt;br /&gt;Desta maneira, a depressão pode ser utilizada com um modelo neurológico para entender, em parte, a fenomenologia e a neuroquímica do transtorno depressivo desencadeado ou envolvido numa circusntância de dor de amor.&lt;br /&gt;Um estudo funcional por imagem, usando uma tomografia especial, demonstrou que pacientes com depressão primária associada a manifestações clínicas de depressão, apresentaram uma marcada redução de captação de contraste em determinadas regiões do sistema límbico, que sugere uma ruptura dos circuitos dos gânglios da base envolvendo a região inferior do lobo frontal que pode afetar a regulação do humor. Foi pesquisado também por tomografia simples, através de estudos sobre o alargamento dos ventrículos cerebrais e a proeminência dos sulcos em transtornos de humor e foi descoberto que pacientes com transtornos de humor possuem ventrículos mais dilatados e os sulcos cerebrais aumentados quando comparados com cérebros normais de controle. Em estudos semelhantes, os volumes dos lobos frontais e temporais de pacientes com transtornos do tipo depressão examinados por ressonância nuclear magnética, mostrou que essas estruturas parecem estar diminuídas de tamanho, comparados com cérebros controles da mesma idade.&lt;br /&gt;Sob o ponto de vista clínico, foi sugerido que pacientes com início tardio da doença depressiva e resistente a farmacoterapia antidepressiva, estão mais sujeitos a apresentar amolecimento da substancia cerebral subcortical comprovados por exames especializados.&lt;br /&gt;Assim reunidos, os dados de estudos de neuroimagem estrutural e funcional de transtornos depressivos primários e secundários sugerem fortemente que estas anormalidades, em um certo número de circuitos funcionais, estão envolvidas na fisiopatologia da depressão. E dois dos circuitos interligados, gânglios da base- tálamo- cortical podem ser de particular importancia: O Circuíto Límbico e o Circuito Pré-Frontal.&lt;br /&gt;Evidências acumuladas implicam também os neurotransmissores, que são as substancias químicas que agem biologicamente na transmissão dos mais variados impulsos, como a noradrenalina, a serotonina e a dopamina, na fisiopatologia da depressão. Esta evidência fundamenta-se no que conhecemos sobre os mecanismos dos medicamentos antidepressivos, bem como estudos de metabólitos por degenaração destes e encontrados no plasma, na urina e líquor. Finalizando este raciocínio um tanto árido, mas muito próximo da verdade, sobre as bases bioquímicas e anatomo-fisiológicas do funcionamento da depressão, pode-se dizer que suspeita-se que essa enfermidade do psiquismo esteja associada com a ruptura funcional e estrutural dos relevantes circuitos descritos.&lt;br /&gt;Mas voltando ao tema principal do nosso trabalho, tomemos também, como exemplo, e mais como agente causador do que propriamente como a dor em si, o desprezo ou o padecimento conseqüente ao que sobra de um amor que já existiu(ou mesmo daquele que nunca se consumou) e que feneceu em um dos lados. Ou que dele a outra metade nunca teve conhecimento, ficando aceso apenas em um só lado. Nesse caso, é penoso o sentir a derrota do ego, o ato de estar fazendo algo para conquistar ou reconquistar e não obter a resposta esperada e que acaba na indiferença, a qual gera depressão.&lt;br /&gt;Pode ser também que essa relação ocorra entre uma personalidade sádica de um lado e uma outra, masoquista, em um exercício muito doente de relação humana e também muito freqüente, onde a prática se faz, necessariamente, com o prazer mórbido de um lado, chegando algumas vezes ao nível da tortura mental ou física, e com o sofrimento prazeroso de outro; onde o sofrimento do desprezo possa ser até conseqüência de uma busca inconsciente do desprezado.&lt;br /&gt;Não fugindo quase nada dessa base de relacionamento interpessoal, existe uma forma de desprezo magnificada por uma circunstancia quase sempre penosa, que é o que se chama traição, ou a simples troca de um objeto de amor por outro, ou até o convívio com as duas situações. Que, às vezes, ocorre pela circunstância de um se aproveitando da imobilidade emocional do outro e resultando em grave ofensa à sensibilidade do desprezado. O qual, segundo seu equilíbrio emocional, poderá alcançar a superação ou mesmo se desestruturar. E ,de novo, a manifestação principal é a depressão. Ou mesmo, é possível que a própria parte traída tenha contribuído de alguma forma mais ou menos consciente para a ocorrência e nesses casos a dor pode ser menor.&lt;br /&gt;O luto é outra dor de amor que cabe nesta descrição. Este, normalmente, se entende como o sentimento de que se é vítima quando desaparece alguém muito próximo e que é objeto do amor; o qual, fisiologicamente, se mostra na forma de uma grande tristeza, com sensação de situação insolúvel e de mundo por terra, com muitas outras conseqüências da circunstancia afetiva de que é vítima, como inapetência, choro, sensação de profunda infelicidade, tristeza e novamente a depressão, com um marcado desprezo da vítima para consigo mesmo e pela vida. Esta é uma sensação que é normal e que deve perdurar por alguns poucos meses após a perda. No entanto, o luto não se refere somente a pessoas que falecem, ocorrendo também quando ocorre a "morte" da relação ou o "falecimento" do objeto de afeto, com igual sensação e quase como se a morte fosse real.&lt;br /&gt;Por fim o amor platônico, que consiste em uma relação irreal de amor entre uma pessoa e um outro ser idealizado, que pode ser uma pessoa real com retoques de fantasia, sem que esta nunca tenha tido conhecimento da sua metade admiradora, igual que muitas relações pré-adolescentes e adolescentes, que comumente nutrem intensas fantasias com seus ídolos e artistas preferidos. Sendo comum nessa idade, até pelas naturais limitações da consumação de seus amores ainda em treino, pode ser uma demonstração de limitação patológica quando ocorre em outras idades mais maduras e onde quem o carrega sofre de intensa dor de amor pelo desprezo involuntário por parte da sua idealização, além de muita frustração que progride de forma neurotizante.&lt;br /&gt;E também se faz necessário entender que o amor é movediço e com grande poder de adaptação, principalmente de transformação, sendo produto, ora das emoções vibrantes e irresponsáveis da adolescência, ora da responsabilidade e sobriedade dos maduros ou das características da pessoa portadora de senilidade, sendo que estas duas últimas muitas vezes não desprezam o novo ou a renovação no amor, como forma de refazer a vibração e afastar a dor, sem o quê fenece o espírito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7838420494141140649-6570748154482556010?l=jbtpsicologica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/6570748154482556010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/6570748154482556010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpsicologica.blogspot.com/2008/04/as-dores-do-amor.html' title='As dores do amor'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7838420494141140649.post-1280578393605522111</id><published>2008-04-22T12:18:00.000-07:00</published><updated>2008-05-06T14:29:28.490-07:00</updated><title type='text'>A escolha da profissão</title><content type='html'>Muito embora entre os jovens, pelo volume que atualmente ocupam na formação do conjunto da sociedade, exista uma parcela muito grande de alienados, os quais chegam ao fim da adolescência sem pensar no futuro e, pior do que isso, sem ter porquês que o levem a tanto, tudo por um fator muito grave chamado desmotivação e que lhes é interna ou externa, observa-se que, para a maioria, mais hoje, mais amanhã, agudizase o momento da decisão. Embora a alienação, que facilita, causa ou aumenta a angústia e os desajustes sociais, grande parte dos jovens chegam a um ponto em que muitas são as circunstâncias que os obrigam a se decidirem sobre o seu caminho.&lt;br /&gt;Dentre esses disparadores de decisão está a própria escola que cursam, que chega a um dado momento em que ela não oferece mais alternativas, pelo óbvio e inevitável fim do 2º grau. Daí, gradativamente, no transcurso do último ano, o aluno vai encaminhando-se naturalmente, não ao fim do seu curso regular, mas à decisão a ser tomada para o início do próximo, o decisivo, aquele que é, o mais das vezes, definitivo, constituindo-se em um dos substratos da sua vida e felicidade futuras.&lt;br /&gt;Ao se decidir, entretanto, o maior engano que um jovem pode cometer, é escolher a profissão por um outro valor que não seja, em primeiro lugar, a sua realização pessoal, atingida através da vocação, pelo gosto e aptidão pela profissão que virá a abraçar. Descartando-se as escolhas evidentes, já realizadas pela lógica simples da evolução de fatos passados de determinados jovens; refiro-me às profissões de família, p.ex.e que oportunizam muito poucas variáveis de decisão, existem intermináveis fatos importantes que facilitam e até induzem a escolha do candidato numa escolha habitual de jovens comuns e ainda indecisos. E para isso é necessário, sim, que se troque idéias disponíveis e que o ajudem.&lt;br /&gt;Assim, se os testes vocacionais são excelentes conselheiros, estes devem ser ouvidos com atenção muito grande e buscados serem feitos como auxiliares muito válidos na ajuda ao indeciso. Por si só, a indecisão desta escolha é um fator gerador de mais angústia ainda do que a indecisão geral naturalmente existente e inerente ao adolescente. A qual vem se somar à uma personalidade repleta de incertezas e de escassas respostas. Mas esta, para quem se preocupa com a manobra que fará no seu futuro, soa como uma pergunta: "Para que lado eu vou?" ou, até, "Para que lado fica o norte?", o qual, aliás, muitos realmente não sabem. Mas, sobretudo, o filho de pais que têm seu norte e que entendem bem seu filho, serão e devem usar desta condição capazes de, com diálogo esclarecedor, ajudar efetivamente seu filho, apontando-lhe conveniências e vantagens, tudo de forma madura. E esclarecendo-lhe, ainda e com tranquilidade, que se uma primeira opção não for bem feita, que a idade ainda tenra pode oportunizar mais uma outra ou outras tentativas.&lt;br /&gt;Questões como mercado de trabalho são importantes no peso da opção; que este condicione ao candidato um emprego certo e garantido (uma tranqüilidade, sem dúvida). Mas que este não seja o único parâmetro, uma vez que a vocação tem que estar sempre presente em todas escolhas.&lt;br /&gt;Que triste será se alguém escolher uma profissão pelo dinheiro que ela rende! Este, todos sabemos, é muito bom e fundamental que, se possível, até sobre no bolso de quem recebe. Mas, se uma profissão for balizada pela pré-condição do ganho do dinheiro em primeiro lugar, a infelicidade profissional (e, com toda a certeza, a infelicidade pessoal) será quase certa e a inadequação à vida ainda maior.&lt;br /&gt;Todos os anos, em uma determinada época, ouve-se entrevistas de jovens que estão por se decidir sobre suas profissões e nunca ouvi deles um parâmetro de julgamento que usasse a necessidade de ser feliz na vida através daquela escolha, embora a subentenda.&lt;br /&gt;Atenção, então, ao detalhe: ser feliz é fundamental ao homem, também através da inerente profissão escolhida e isto, todos, mesmo os pobres e até os miseráveis podem ser. Portanto, eis seu caminho, que também passa por qualquer faculdade e pelos ensinos profissionalizantes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7838420494141140649-1280578393605522111?l=jbtpsicologica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/1280578393605522111'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/1280578393605522111'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpsicologica.blogspot.com/2008/04/escolha-da-profisso.html' title='A escolha da profissão'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7838420494141140649.post-7799082532549447978</id><published>2008-04-22T12:17:00.001-07:00</published><updated>2008-05-06T14:39:37.988-07:00</updated><title type='text'>A dinâmica dos costumes</title><content type='html'>Há séculos, desde que o mundo é mundo, as civilizações, mesmo as mais conservadoras, vêm assistindo as gerações mais novas adotarem comportamentos de vanguarda, modificando antigas normas e posturas, mesmo frente ao espanto e inúteis reações em contrário produzidas nos mais velhos, isso em todas as áreas culturais dos povos.&lt;br /&gt;Em nossa cultura, em particular, e acompanhando as modificações experimentadas pelo ocidente, sempre de forma centrífuga em relação aos grandes centros e, inevitavelmente, acompanhando a velocidade que os meios de comunicção imprimem à vida, não existe àrea em que os mais velhos não se escandalizem com as mudanças, algumas que julgam impróprias, afoitas, outras perigosas e outras até mesmo escandalosas. Ao mesmo tempo que os mais jovens, os quais, desde um princípio, possuem alicerce social semelhante aos mais velhos, mas parâmetros distintos em relação a eles, são impelidos a se engajar-se na onda das modificações, quase sempre emocionantes e, às vezes, excitantes. Todas elas, mudanças que, como em todas as facetas de tudo onde envolve-se o homem, com suas vantagens ou desvantagens.&lt;br /&gt;A começar, falemos de mudanças que atingem, afetam ou mesmo favorecem a base da sociedade de um modo geral, que é a família. O ocidente ainda assite a transformações muito grandes nesta área emblemática, a familiar, fonte da boa formação afetiva e social humana, ainda que, de forma mais rara e para o mesmo homem, muitas vezes seja também uma fonte de grandes conflitos e muitos desajustes de conduta, independente do modelo antigo ou moderno adotado.&lt;br /&gt;O homem é um ser que interage com ambiente, de forma constante e definitiva; daí a dependência a que está envolvida a família a qual pertence, desde as influências a que esta está sujeita com novas leis que a regem, como a implantação do divórcio, da possibilidade de acorrerem famílias sem vínculo oficial e da carência na relação, em termos de aproximação interpessoal, feita por distanciamento impositivo para fora do núcleo, como trabalhar em outra cidade ou a necessidade de longos períodos fora de casa. Por outro lado, dada a modernidade e a aproximação que ela favorece, hoje em dia uma pessoa tem poucas chances de ficar só, o que, inclusive, facilita uma eventual resolução de trocar parceria. Mesmo dentro da própria família, é comum vermos modificações na estrutura, mesmo sem que esta se decomponha, como pai ausente por vários motivos, inclusive motivos de trabalho noturno ou distante, ou do trabalho de mães que se tornam verdadeiros arrimos, sustentando filhos e trabalhando fora em número cada vez maior. E por fim, temos os filhos de produção independente e os modernos filhos dos mais variados tipos de inseminação.&lt;br /&gt;Com todas essas alternativas e novos arranjos sociais conseqüentes, seria impossível conceber-se que não surgissem novos modelos de comportamento humano. São muitas as variantes que balizam, de forma bem diferente do passado, as relações humanas e familiares e isso produz novas pessoas. Não resta dúvida, essas novas modificações ajudam a criar novos filhos, alguns que amadurecem mais cedo para enfrentar a vida, acostumados que foram, desde muito cedo, a ter responsabilidades cada vez mais precoces para suas idades, desde as mais simples às mais pesadas. Entretanto, com risco de que tal seja em detrimento de sua maturação afetiva, aquela que nasce do convívio efetivo com pai e mãe juntos.&lt;br /&gt;Se a educação liberal, que sai de uma família assim montada, tem propiciado serem os filhos mais descontraídos, menos oprimidos e mais livres, da mesma forma tem havido uma imprópria distensão no tocante ao respeito que se faz necessário aos superiores, incluindo os imediatos professores, com a importância dada ao estudo, bem como à formação visando o futuro, como produto da repercussão imediata da formação familiar liberal nas relações escolares ( quando esta não tem a mesma conduta distendida da família). E, em alguns casos, com graves conseqüências na responsabilidade do aluno para consigo mesmo, seus superiores, seus colegas e, principalmente, para com o seu futuro. E, é comum, então, encontrar-se alunos intelectualmente desmotivados, com escassa perspectiva de futuro e até sem responsabilidade em relação a ele. São jovens que, por terem crescido com poucas frustrações, com desejos satisfeitos em casa ou transferidos a objetivos fúteis, pelos próprios pais , desenvolvem uma falsa verdade de que tudo é fácil e que a vida, igual ao pai e a mãe, tudo proverá, naturalmente.&lt;br /&gt;Em outra esfera, se formos nos basear e analisar com os olhos de Freud, quando diz que tudo começa e tudo termina em sexo, por esse prisma, o nosso dia a dia parece ser realmente assim. Mas, sem exagerar tanto e sem tomar-se ao pé desta letra, a liberação sexual levada a efeito no ocidente, veio, mesmo, atingir a todos os comportamentos. Auxiliadas pelo advento da pílula anticoncepcional, pelos meios de comunicação e pelo comportamento liberal, as mulheres, e também os homens, passaram a ver na atividade sexual uma circunstância, em muitos círculos sociais, quase sem tabus, praticamente livre ou com discretas restrições, vastamente, mais distensionado que no passado.&lt;br /&gt;E se tal foi bom em relação à antiga repressão, com a liberação de um prazer natural e intrínsico, por outro lado surgiram as conseqüências do descontrole, como as doenças sexualmente transmissíveis, conhecidas desde sempre, mas muito mais difundidas hoje em dia, apesar dos recursos médicos sempre atualizados. Considerando-se, nesta área, separadamente, a AIDS, pelo seu elevado grau de transmissibilidade e pela, ainda, ausência de cura, ocorrência conseqüente, parelha e simultânea à liberação, sem os devidos cuidados, dos costumes sexuais.&lt;br /&gt;Restando ainda salientar-se, ainda que sem esgotar o tema, que, também conseqüente a esse novo tempo e nesta área, a liberação dos costumes sexuais e familiares levou a um aumento considerável da ocorrência de gravidez na adolescência, sendo que, neste aspecto, há que levar-se em consideração, não mais a antiga desinformação como fator de pressão, mas, sim e também, a facilitação da aproximação entre os jovens, a própria natureza das adolescentes que tem sua menarca cada vez mais cedo, desenvolvendo, antes que as adolescentes do passado, caracteres sexuais, ditos secundários, mas evidentes, todos modificadores do corpo e da mente, capacitando-as à concepção. Tudo com muito peso, acrescido de um grande volume de informações que lhes modificam a cultura.&lt;br /&gt;Por outro lado, muitos rapazes, que até, nesse ponto, amadurecem mais tarde que as moças, por entrarem cada vez mais cedo na escola, alfabetizam-se precocemente, terminam o segundo grau, às vezes, dois anos antes que em recente tempo passado, estando aptos a ingressar na faculdade ou no mercado de trabalho até com dezesseis anos, época em que já são cidadãos votantes.&lt;br /&gt;E por aí se vão outros favorecimentos para a referida maturidade. Donde conclui-se que, nesta área, talvez, esteja faltando a concomitância de outras maturações acessórias, inclusive no tocante ao grau de responsabilidade pelos fatos decorrentes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7838420494141140649-7799082532549447978?l=jbtpsicologica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/7799082532549447978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/7799082532549447978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpsicologica.blogspot.com/2008/04/dinmica-dos-costumes.html' title='A dinâmica dos costumes'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7838420494141140649.post-1620171272349886917</id><published>2008-04-22T12:15:00.000-07:00</published><updated>2008-05-06T14:45:13.540-07:00</updated><title type='text'>Depressão magistral</title><content type='html'>Segundo uma pesquisa tornada pública,  queixas de sintomas psicossomáticos ocorrentes em professores do ensino médio poderiam ser atribuidas ao stress, vala comum para sofrimentos vagos e pouco definidos, mas que merecem uma análise mais acurada, até por respeito à classe padecente.&lt;br /&gt;Para tanto, mister se faz que se analise o desenvolvimento do comportamento humano, em outras palavras, do complexo material com que trabalham. Um bebê quando nasce, em seus primeiros meses de vida, desenvolve, especialmente com a mãe e de maneira quase exclusiva, uma relação de dependência biológica, a qual, em seu desenrolar até uma tenra maturidade, será ao mesmo tempo, além da nutrição e quando salutar, a base para a normalidade afetiva do indivíduo.&lt;br /&gt;Adiante, coincidente com o desenvolvimento motor e os ganhos de independência conquistados no ambiente, vem o início efetivo da relação com o pai, que junto à mãe agora com outra postura, nesta fase passarão a execer o papel de educadores. Criando no ser infante uma base para a formação gradual de um código de posturas íntimo, a consciência( moral, ética, como queiram)  humana, baseado no qual o aprendiz balizará as relações em sociedade.&lt;br /&gt;Psicologicamente, é um código alicerçado no cérebro de forma arraigada sob o nome de superego, que em algumas culturas sedimenta-se de forma mais rígida e em outras de maneira mais distendida. Este é um processo básico e fisiológico no desenvolvimento comportamental que se extende até a, atualmente, variável idade escolar. Um processo no qual o indivíduo aprende que o conhecimento recebido é vinculado a um ser (pai e/ou mãe) hierarquicamente superior, que representará também e de maneira paralela os sentimentos básicos de respeito e autoridade. E junto, as noções de certo e errado, de pode e não pode, de proibido e permitido.&lt;br /&gt;A sociedade contemporânea trouxe em seu âmago, ao lado de novos conhecimentos sobre a mente humana, mas pressionada por necessidades ambientais variadas e as novas relações, inclusive familiares, um afrouxamento das velhas posturas paternais, muitas de maneira saudável. No entanto, trouxe em outras tantas circunstâncias um perigoso afrouxamento da figura da autoridade, com pais atuando como "amiguinhos"e muitos deles ausentes pela neo-formação social e laboral, entre outras causas. Consequência, também, de um mau uso da liberdade de ambas as partes, apaniguadas pela chamada sociedade moderna, em sua face permissiva.&lt;br /&gt;Entretanto, seguindo a fisiologia anterior, um filho ao entrar na escola ainda não estará completamente formado. E deverá saber que o conhecimento ali ampliado deverá, da mesma forma, estar vinculado à uma autoridade, que desta vez será o natural representante dos pais na escola, o professor.&lt;br /&gt;E aí, conseqüente aos desvios no uso de uma salutar e moderna liberdade disponível, mas que faz com que se atinja ao extremo de encontrarmos pais que reprovam professores que advertem seus filhos, somado a outras situações graves e paralelas de desprestígio profissional e com a quase ausência de autoridade, tudo se transforma em uma grande perda emocional, com desfiguração da autoestima dos mestres. Culminando, então, com o surgimento de uma notável série de sintomas orgânicos, fruto de uma incômoda depressão reativa profissional e quase coletiva.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7838420494141140649-1620171272349886917?l=jbtpsicologica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/1620171272349886917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/1620171272349886917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpsicologica.blogspot.com/2008/04/depresso-magistral.html' title='Depressão magistral'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7838420494141140649.post-1650503072504672572</id><published>2008-04-22T12:14:00.000-07:00</published><updated>2008-05-06T14:53:12.023-07:00</updated><title type='text'>De fêmeas e de mulheres</title><content type='html'>A data das mulheres, 8 de março, por certo foi criada como parte marcante de um movimento criado por elas, como força de resgate e fruto da discriminação quase universal vivida no passado, mas porquê?&lt;br /&gt;Mas como não seria assim se, desde que Deus existe e o homem assim o entende, refere-se à divindade como Êle? E como não, se elas foram formadas a partir de uma singela costela de Adão? Assim, desde quem escreveu a Bíblia são muitas as evidencias que promovem a desigualdade, que passou a ser não unicamente física e emocional, mas intencionalmente colocada nos vários detalhes sociais e da vida de relação. Sempre com menosprezo dos valores atribuídos a elas, os quais fizeram-nas amargar um plano secularmente inferior na formação das sociedades, sem que se as visse que como as mãos que embalam o berço....&lt;br /&gt;O psicanalista e escritor Cyro Martins em sua trilogia "O Gaúcho a Pé", sobre o tema dizia: "Homem e cachorro na rua, mulher e gato dentro de casa". Um dito cunhado na percepção da realidade social que nos precedeu e formou.&lt;br /&gt;No entanto, ainda antes deste tempo citado, pela competência dos homens para as guerras e para o trabalho fora de casa e alhures, o seu regresso fazia dele um merecedor das atenções da mulher em especial. Isso, repetidas vezes, em anos e séculos a fio, o que formou parte da cultura onde a mulher atuou como uma serva doméstica.&lt;br /&gt;O comportamento sexual de alguns animais que se acasalam se dá com submissão, mas do macho sob a fêmea. A abelha-rainha submete o zangão à humilhação de ser seu servo sexual e entre os aracnídeos, algumas aranhas perseguem o macho até matá-lo depois do coito, num comportamento igual a muitos homens, só que estes pensam. E cometendo coisas fortes e grosseiras, como em algumas religiões onde ainda se comete a barbárie de extirpar o clítoris das meninas para impedi-las de ter gozo sexual na vida adulta. Aliás, até muito pouco tempo esta cultura destorcida sobre o prazer feminino ainda fazia parte das relações de casais. Mulher em casa, que tivesse orgasmo, era considerada suspeita em sua moral pelo marido, pois sexu-almente servia somente para aliviar as tensões masculinas e para fazer filhos. Ficando o verdadeiro gozo orgásmico destinado às prostitutas e às manteúdas.&lt;br /&gt;Mas, se toda a opressão a que a mulher foi secularmente submetida se deveu e deve a um conceito imposto por uma inexistente inferioridade, enganaram-se os seus autores. Se os homens, criadores dessas diferenças empíricas, as submeteram mercê de sua menor força física, foi por tê-las reconhecido como prováveis competidoras na liderança da sociedade(e Margareth Albright esteve aí para desmenti-los, assim como Golda Meyer, Condoleeza Rice,Margareth Tacthcer).&lt;br /&gt;Pois, independente de seus cérebros serem mais leves, está provado que o conhecido QI não tem mais valor como pressuposto para um indivíduo ser bem sucedido, uma vez que o lidar com as emoções e o seu controle durante a vida é que baliza a felicidade e o sucesso. E em emoções, sentimentos, intuição e tudo mais que é captado na sua ocorrência, são virtudes de que as mulheres são fartas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7838420494141140649-1650503072504672572?l=jbtpsicologica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/1650503072504672572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/1650503072504672572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpsicologica.blogspot.com/2008/04/de-fmeas-e-de-mulheres.html' title='De fêmeas e de mulheres'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7838420494141140649.post-8773477136461935877</id><published>2008-04-22T12:11:00.002-07:00</published><updated>2008-05-06T14:59:52.178-07:00</updated><title type='text'>Um país infeliz</title><content type='html'>Existe um capítulo na Bíblia -“Provérbios”onde são tratados alguns detalhes da existência, mais precisamente sobre virtudes da humanidade; um deles fala da importância da sabedoria na mente humana. Aliás, em visão particularíssima sobre o valor emocional do conhecimento. Ali diz, entre outras coisas, que a felicidade é um resultado imediato da sabedoria; em outras palavras, que o homem é mais feliz à medida que vai ficando mais sábio e é de se supor que o mesmo aconteça com a sociedade. Assim, examinando-se bem o dia- a- dia, é fácil ter sensações de prazer a cada pequena descoberta. Observe: sentimos bem estar ao aprender a escrever, ao descobrir o defeito de um motor, ao lembrar de um telefone esquecido, ao desbravar uma trilha, até ao enfiar linha em uma agulha, não é mesmo? Saber algo nos faz feliz.&lt;br /&gt;Por extensão, é de se imaginar que as conseqüências do saber na forma aplicada à vida, na tecnologia, consigam as mesmas sensações de bem estar. Não que o homem usuário dos veículos de tração não tivesse sido feliz; acontece que a sabedoria que criou o motor, uma feliz descoberta, tornou as distâncias menores, menos arriscadas e quantos outros benefícios mais que sabemos. E tal proporcionou mais prazer ao transporte, dando ao homem uma fração a mais de felicidade. E assim, todas as outras invenções da ciência, frutos sabedoria humana: a aviação, a astronáutica, as comunicações, os avanços da medicina, o conforto, a disponibilidade do laser, o acesso ao conhecimento tudo, enfim, teoricamente, deveria estar no lastro de uma felicidade que, tristemente e de forma preocupante, apenas parte dos homens consegue. Exatamente, então, o que há com a sociedade neste particular?&lt;br /&gt;Constatamos, assim, que os povos, em alguns países mais e em outros menos mas, interessando-nos especialmente naquele no qual vivemos, não há plena correspondência à sabedoria da Bíblia no capítulo sobre a sabedoria; e explico. É claro, somos uma sociedade de muitas pessoas felizes mas, não somos um país feliz. Um país roubado, preterido, submetido, tutelado pela corrupção endêmica, desrespeitado, ainda quase um desconhecido, de extremas diferenças sociais, com elevado grau de falcatruas quase sempre impunes, com quase todo o povo cativo da escassez econômica, com ainda assustadores níveis de miserabilidade e pobreza, não pode ser um país de pessoas felizes. Como pode sorrir um país com tal grau de múltiplas violências como o nosso e com tão precária segurança; e onde campeia a impunidade por injustiça, discriminação ou justiça lenta? E, principalmente, como pode um país ser amplamente feliz se a sabedoria não atinge a todos os seus filhos; uma vez que ela navega em informações que analfabetos não lêem e miseráveis não acessam?&lt;br /&gt;Cabe, então, uma interpretação adaptada da citação bíblica: a sabedoria, realmente, e até pela fisiologia cerebral, é indutora de felicidade. No entanto, é necessário que esta reação se dê dentro de um bom grau de civilização, de pessoas com condições de vida digna, que privilegiem a bondade e a maior pureza de espírito nas relações interpessoais; onde a felicidade de uns faça a felicidade de outros. Na sociedade brasileira, além de estar longe deste grau em extensas áreas de variada densidade, causa apreensão ver que a sabedoria que advém do conhecimento não faz parte da nossa cultura ampla.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7838420494141140649-8773477136461935877?l=jbtpsicologica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/8773477136461935877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/8773477136461935877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpsicologica.blogspot.com/2008/04/um-pas-infeliz.html' title='Um país infeliz'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7838420494141140649.post-3222749263439990119</id><published>2008-04-22T12:11:00.001-07:00</published><updated>2008-05-06T15:16:28.709-07:00</updated><title type='text'>As soluções do inconsciente coletivo</title><content type='html'>Há mais de cinqüenta anos atrás, quando reinava em Cuba a rumba, o mambo e o chá-chá-chá, no embalo vibrante de Javier Cugat e sua sensacional dançarina Abbie Lane, mais Perez Prado e seu grito Ugh!, era também o tempo dos cassinos, das noites de orgias muito caras,n um país vizinho de porta dos americanos, que lá gastavam seus dólares e engordavam as contas de Fulgêncio Batista, o governante que não conseguia enxergar, movido pelo efeito de suas viseiras monocanais, a miséria que campeava e crescia em outros pontos da ilha e dentro da própria Havana.&lt;br /&gt;Como, no dizer de Lincoln, não se pode enganar a todos, todo o tempo, como na vida pessoal de todos nós, Fulgêncio se enfraqueceu pelas próprias forças e a sociedade oprimida deu sustentáculo a uma revolução, que embora a maioria não soubesse que pêlo tinha, entregaram o poder ao seu líder Fidel Castro. O qual, premido pelas idéias nascidas da constatação dos danos causados pela desigual distribuição de renda e a consequência evidente e eloquente da miséria social, implantou em Cuba uma radical redimensão da propriedade, dos direitos e dos deveres e diluiu a pouca renda que acabou sendo o produto de uma economia pobre, que seguidamente teria que bater na porta da madrinha.&lt;br /&gt;Existe uma lei física que nos diz que "toda a ação produz uma reação, que lhe é igual e contrária", que na realidade não é uma lei física e sim uma teoria que foi retirada por esta, da natureza e seus fatos.&lt;br /&gt;E se a revolução cubana foi como foi, com mortes, fuzilamentos e muito radicalismo, tudo foi produto reacional do padecimento anterior a que estava sujeito o povo daquele país e,f echadas as fronteiras(todas com o mar) e com as costas quentes do líder Castro, tudo seria inexorável, apesar de acuados pelos vizinhos do norte e das ameaças de invasão que acabou sendo julgada inoportuna.&lt;br /&gt;E a minha geração cresceu, então, ouvindo falar de Fidel Castro, como um inimigo da família e da Igreja, dois valores, a meu ver, fundamentais em qualquer sociedade, além de ser comedor de criancinhas e contrário à propriedade privada. Hoje em dia, é de se reconhecer que o Ensino em Cuba, bem como a Saúde Pública, dois setores básicos do bem estar de qualquer povo, vão muito bem obrigado e já são copiados como modelos até por nós; aliás, um sinal de lucidez e um sinal que a revolução cubana para alguma coisa serviu àquela gente, bem como seu controvertido líder, que é visto nos tempos atuais, com outros olhos e menos assustados, porque o comunismo caiu em descrédito, a ideologia declinou, os governos caíram ou se abrandaram e trocaram de nome e os partidos sumiram.&lt;br /&gt;Mas o miolo desse assunto quer se encarregar de Fidel Castro enquanto estava no poder. Não existia nenhum líder ocidental tão carismático e tão antigo quanto ele, assíduo frequentador dos noticiários e que quando aparecia, nos mais diversos países, nos mais variados encontros e versando sobre os mais variados temas, que causasse tanta curiosidade e chamasse mais a atenção que ele. Este Fidel Castro, olhando o mundo atual ao seu redor e o que dizem os líderes mundiais, quando falam de soluções para questões como a miséria, a fome e a habitação, ouve coisas que estavam em sua boca há cinqüenta anos atrás e os que dizem essas verdades também se dão conta disso. Por outro lado, o líder cubano também envelheceu, físicamente mas com garbo e ao envelhecer, ganhou sabedoria, perdeu a impáfia, a impetuosidade e a agressividade, mas ganhou experiencia, tranquilidade, serenidade e paciencia,c omo todos os velhos mais ou menos sábios e faz muito bom uso disso, fatos todos que fazem com que a imprensa internacional o procurasse tanto.&lt;br /&gt;Em uma Conferência Mundial da Alimentação, encontro destinado a resolver os problemas mundiais da área, Fidel Castro fez um discurso semelhante aos discursos de todos os outros participantes, todos de peso, inclusive similar ao que disse o Santo Papa, lider da Igreja Católica, donde Fidel foi excomungado, ato atualmente em revisão e executado pelos dedos do tempo, sábio senhor.Na outra, a Confêrencia Mundial da Habitação, o teor do que foi dito não foi diferente quanto a redimensão da renda e a função da propriedade.&lt;br /&gt;Na realidade, o que dizem esses senhores, nada mais é do que a racionalização das verdades que existem no nosso inconsciente coletivo, que é mais puro que as nossas consciências e dele lentamente vêm saindo as soluções, mesmo sem sabermos. A circunstanciais crises da agropecuária brasileira e as nossas em particular, que tem trasido verdadeiro desconforto, quando não, desespero a alguns, no entanto, produto de sabedorias pessoais, cada um irá tendo suas idéias, algumas originais, outras copiadas e não menos valorosas, que acabam por tirar o produtor rural do atoleiro. A desvalorização do patrimônio, da terra em sí, a sobretaxação da mesma quando improdutiva e a marcha imutável da reforma agrária, bem como a globalização dos preços e o empobrecimento do mundo, está a fazer com que o produtor esteja se preocupando em dar novos rumos aos seus negócios, rumos que invariávelmente serão rumos sociais e que, conseqüentemente, ajudarão a solucionar a fome do mundo, quais sejam a maior produção e a multiplicação do que se tira da terra,no mesmo ou em menor espaço físico.&lt;br /&gt;Uma maneira sábia e suada de se fazer uma revolução sem sangue, uma revolução de idéias envolvendo novas técnicas e com todos os envolvidos sabendo que estão diante da redenção do homem sobre a terra. Mas sempre levando-se em conta que existe uma metade da população mundial que por condições de deficiencia biológica, tem menor poder de decisão, menos iniciativa e menos ou nenhuma força de trabalho e que nem todos os homens são capazes de entender, às vezes, até por malandragem, que cada um deve buscar o seu sustento e da sua família.&lt;br /&gt;Para esses trabalharemos em dobro, pois.Ou eles virão buscar à sua maneira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7838420494141140649-3222749263439990119?l=jbtpsicologica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/3222749263439990119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/3222749263439990119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpsicologica.blogspot.com/2008/04/as-solues-do-inconsciente-coletivo.html' title='As soluções do inconsciente coletivo'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7838420494141140649.post-8056474596273728049</id><published>2008-04-22T12:10:00.001-07:00</published><updated>2008-05-07T04:51:14.746-07:00</updated><title type='text'>Homossexualismo, inclusive de bombacha.</title><content type='html'>Na formação do feto, até as semanas iniciais, não existe uma diferença entre o que vai ser menino ou menina. Seqüente à influências hormonais, comandadas pela genética, das mesmas estruturas do embrião sairão os testículos ou os ovários, o pênis ou o clitóris, mamilos em ambos e toda a ambivalência dos caracteres sexuais, no caso de macho ou fêmea. Por essa mesma influência hormonal, no cérebro, quando ocorrer a formação de uma antiga estrutura, o hipotálamo, o qual vai produzir ou modular atitudes específicas da sexualidade, que mais tarde vaibalizar outros centros que lidam com as emoções, se neste ponto acontecer deste ser mais influenciado pelo hormônio andrógeno ou estrógeno, advirá daí a tendência do comportamento ser másculo ou fêmeo. O qual se faz, geralmente, de acordo com a sexualidade externa do feto, lá adiante, com as demais características: barba, voz etc. Involuntariamente e falando de homens, alguns indivíduos com esta morfologia podem ter seu hipotálamo exageradamente influenciado pelo hormônio feminino, favorecendo o surgimento da homossexualidade masculina, que será maior ou menor segundo o grau de influência hormonal anormal, ou, em caso contrário, de um comportamento sexual másculo nas mulheres.&lt;br /&gt;Na realidade, esta circunstância ocorre muito mais comumente do que se imagina, bem mais que o número de homossexuais assumidos e  que um eventual censo pudesse indicar. E é assim, porque a cultura em que um indivíduo é criado, a instrução masculina que é dada a um menino ou a criação adequada a uma menina influencia na sua tendência, ocorrendo um domínio sobre a influência hormonal errônea no hipotálamo. No entanto, estatisticamente, em pesquisas sem identificação de quem responde, um número aproximado de 54% de todos os homens em geral, os sexualmente determinados ou não, pelo menos uma vez na vida praticaram algum tipo de ato ou comportaento homossexual; fruto, é claro, da pequena ou grande influência sofrida na formação do cerebral em questão. E o que explica, aliás, o gosto que muitos homens de carteirinha tem por vestirem-se de mulher no carnaval, por exemplo. Ou, depois que bebem um pouco, darem uma desmunhecada.&lt;br /&gt;Um parêntese, seria esse detalhe, agora descoberto pela ciência, regente máxima da sinfonia que um dia será a redenção global da humanidade, do conhecimento de Deus quando, com seus motivos, este resolveu arrasar com Sodoma? Mas, deixa prá lá...&lt;br /&gt;A verdade é que, por esta explicação científica, os homossexuais existem desde que o homem é gerado a partir do embrião, ontem e hoje, com as mesmas possibilidades. Inclusive, já existiram culturas, algumas delas superiores, em que muitos homens eram habituais nesta prática; cidadãos pais de família, líderes de seu tempo e do conhecimento, mas que mantinham um mancebo que os completava em seus apetites sexuais não ortodoxos; incluindo-se Sócrates, Platão e seus amigos no esplendor da Grécia Antiga.&lt;br /&gt;O que nos leva a concluir que, sendo a influência hormonal original uma situação involuntária, independente dos hábitos ou da cultura de uma determinada região, use-se chapéu de couro e monte-se um jegue ou bota e bombacha, montando um cavalo campeão, a estatística não vai alterar, aliás como se pode observar.&lt;br /&gt;E sendo assim, o que era anormal, continua anormal na sua gênese embrionária, parecendo cada vez mais comum pela sua liberação; homens ou mulheres infelizes e frustrados com a sua heterossexualidade, com a liberação dos costumes mostram-se homossexuais cada vez mais facilmente. E por estar comum, vamos ter que respeitá-los sem um julgamento preconcebido,  por ser sua essência orgânica involuntária, inclusive em suas pretensões de reconhecimento civil; e sem preconceito. O que não significa envolver-se.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7838420494141140649-8056474596273728049?l=jbtpsicologica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/8056474596273728049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/8056474596273728049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpsicologica.blogspot.com/2008/04/homossexualismo-inclusive-de-bombacha.html' title='Homossexualismo, inclusive de bombacha.'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7838420494141140649.post-5040656777410759866</id><published>2008-04-22T12:09:00.001-07:00</published><updated>2008-05-06T15:41:04.421-07:00</updated><title type='text'>Via memória</title><content type='html'>Ao contrário da fantasia ou do devaneio, e também dos sonhos, ambos que constituem as nossas experiências não vividas, a memória nos proporciona a vivência de situações já vividas.&lt;br /&gt;Como a memória é uma função biológica complexa, aliás muito complexa, e apesar dos seus conhecimentos em bases fisiológicas serem ainda incompletos, na verdade já se sabe muito sobre ela, ainda que reste muito para se conhecer a seu respeito.&lt;br /&gt;Qualquer observador atento nota que um nenê de seis meses frente a um pequeno objeto, primeiro olha-o; à seguir o pega e manuseia, bate-o contra o chão ou sacode e finalmente o leva à boca, cumprindo um roteiro de reconhecimento que o levará à consciência do objeto. E assim será, repetidas vezes, em outras circunstancias semelhantes; e quando novamente ficar frente à frente a um objeto já contatado, concluirá: "com esse ursinho eu já tive uma experiência prévia", por exemplo. Esse tipo de investigação é o princípio da memória!&lt;br /&gt;Quando qualquer objeto nos chega ao cérebro, via órgãos do sentidos (olfato, visão, audição, gosto ou tato), estimula aí um número dado de neurônios numa distribuição numeral e temporal específica para cada fato. A repetição deste mesmo fato ou de uma porção dele, por exemplo, um perfume em determinada pessoa ou somente o perfume, em uma outra oportunidade desencadeará, então, a recordação de um evento anterior.&lt;br /&gt;Desse modo a memória, que para alguns até há pouco era entendida como fenômeno abstrato, na verdade navega por circuitos integrados de neurônios que se comunicam estimulados por substancias químicas neurotransmissoras e fazendo estações em núcleos especializados, donde prosseguem seu caminho ou fazem conexões até um destino definitivo na convexidade cerebral; onde a informação é armazenada.&lt;br /&gt;Aí o nosso cérebro estoca determinadas informações e despreza outras, assim como uma secretária eficiente, que enquanto em serviço, é capaz de reter vários números de telefone, facilmente à sua disposição na memória e uma vez aposentada ou em outra atividade, os mesmos números serão esquecidos. E nunca mais voltarão, se não forem acionados ou, então, só retornarão mediante necessidade maior, como em um interrogatório judicial, por exemplo.&lt;br /&gt;No processo fisiológico da memória, desenvolvido pelo cérebro, alguns fatores favorecem a fixação dos fatos, são eles a repetição da informação e a quantidade de neurônios estimulados. Outro fator influente na qualidade de memorização é a atenção, cuja deficiência muitas vezes é confundida com alteração da memória em si, puramente. Outro fato de fácil constatação, é que situações carregadas de forte conteúdo emocional (afeição, ódio, medo etc) têm a sua memorização facilitada e melhor qualificada.&lt;br /&gt;Um ronco de motor, céu azul, aeroplano, primeiro vôo, casa em estilo mourisco, cheiro de thinner, finissismas ripas de pinho, papel encerado e aeromodelo ou, olhos azuis, formato do rosto, cor do cabelo, tom de voz e sorriso. Ambas são evocações que chegam cada uma ao seu lugar; uma, à aviação amadora e aeromodelismo e outra, à um rosto conhecido, ambas passando através de muitos caminhos neuronais, cada um com seu trajeto e que faz parte da memória global do fato. Ou então que pode surgir, isoladamente, só o primeiro vôo, por exemplo.&lt;br /&gt;Cada situação memorizada percorre um circuito, sua repetição percorre o mesmo circuito, assim como situações afins ou parecidas percorrem seus circuitos , mas são armazenadas em áreas próximas e interligadas. E que seguirão caminho inverso, até a consciência, quando evocadas.&lt;br /&gt;Olhos melancólicos, cabelos negros penteados em trança, marcado sotaque eslavo, decote farto, saia rodada de seda, tamancos e calcanhares de fora, perguntando:..."-- a ver la suerte?". É fácil decifrar que se trata de uma cigana, não é mesmo? Quem ainda criança aprendeu com o visual, a mística e a emoção do que se tratava aquela figura jamais a esquecerá, porque formou-se no cérebro a figura, um modelo, o da cigana. Figura que pode ser evocada pelos detalhes citadas e que lhe formam um todo ou somente parte. Assim como o nenê evoca para si próprio a figura já conhecida do ursinho de pelúcia. A canção "Yesterdays", que os Beatles imortalizaram há 40 anos atrás em versão pop, quando escutada hoje em arranjo clássico, permite-nos várias constatações: essa música eu já a conheço do repertório dos Beatles, escutei naquela época na companhia de tal pessoa e, ainda, sentiremos a emoção saudosa daqueles instantes e a melancolia daquele tempo; voltando a viver de novo e em parte, com a evocação. Por outro lado a versão clássica da mesma música nos permite enlevo em uma experiência atual, com memorização e emoção do recente, independentes das primeiras. Assim, recordar pode ser, também, reviver.&lt;br /&gt;Os anos que transcorreram, recentemente, foram considerados pela comunidade científica internacional como a "Década do Cérebro". Anualmente são publicadas toneladas e toneladas de publicações relativas às descobertas no corpo humano, em especial no cérebro e seus bilhões de células. Investigado com avidez como um grande desconhecido, isto sim, mas que nos permite almejar encontrar neste milênio as informações que ora possuímos, centuplicadas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7838420494141140649-5040656777410759866?l=jbtpsicologica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/5040656777410759866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/5040656777410759866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpsicologica.blogspot.com/2008/04/via-memria.html' title='Via memória'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7838420494141140649.post-556638138327151609</id><published>2008-04-22T12:08:00.000-07:00</published><updated>2008-05-06T15:47:39.501-07:00</updated><title type='text'>As fórmulas da felicidade</title><content type='html'>A felicidade é uma sensação percebida em seu conjunto pela nossa mente. As sensações de um modo geral são o meio de ligação entre a nossa vida interna e a nossa vida de relação ambiental. E as informações que formam estas sensações só se materializam porque o nosso cérebro dá-lhes vida. Uma flor diante dos nossos olhos existe por que as suas formas informadas são sintetizadas em vários pontos do cérebro; logo, se não a vemos ela não existe como tal. Seu cheiro agradável também não existe se através do nosso olfato nós não conseguimos informar o cérebro para percebê-lo e caracterizá-lo.&lt;br /&gt;Com a felicidade é mesma coisa, devem existir pré-requisitos mentais, sensíveis, circunstanciais e psicológicos para que possamos sentí-la. Fala-se sobre algumas fórmulas para se conseguir a felicidade, a meu ver todas incompletas. Da mesma forma, esta que lhes apresento não posssui a abrangência necessária à verdade total que falta a este assunto. Visto que, ainda que trate da maneira mais séria e técnica possível o tema, sempre faltará, à qualquer fórmula da felicidade, a individualidade da sua experiência; o que já é uma fórmula.&lt;br /&gt;Baseado na verdade neurológica de que as sensações, e a felicidade entre elas, formam-se no cérebro, é necessário que exista uma série de balisadores para tanto. Por exemplo, sendo um conjunto de estímulos a serem avaliados pelas funções mentais e sendo estas especialmente influenciadas pelas emoções, é fácil entender que a percepção da felicidade só deve ser corretamente sentida se a área cerebral que dá equilíbrio e bom funcionamento às emoções estiver sã, com ausência de perturbação momentânea ou permanente destas importantes funções.&lt;br /&gt;Assim, uma pessoa que padeça, por exemplo, de depressão doença ou que ao menos esteja circunstncialmente deprimida e percebendo o mundo de forma acinzentada e triste, estará incapaz de sentir a senação de bem estar, que se chama felicidade.&lt;br /&gt;Por outro lado, existe em nosso cérebro uma bioquímica toda particular comandada por substâncias que chamamos de neurotransmissores, os quais em determinadas regiões que atuam em conjunto, comandam um esquema conhecido por ciclo do prazer e da recompensa, com especial participação da substância neurotransmissora conhecida como dopamina. A integridade deste esquema é fundamental para que se sinta a felicidade. Donde se conclui que, qualquer que seja a fórmula apresentada, deverá contar com a integridade bioquímica dentro do nosso cérebro. A propósito, é neste ciclo do prazer e recompensa onde atuam as nada bem-vindas drogas, que proporcionam uma felicidade artificial e conseguida pelo atalho.&lt;br /&gt;Já uma outra fórmula de felicidade possui características filosóficas; a felicidade que se deseja é também comandada pela capacidade do indivíduo de buscá-la, com todas as condições psicológicas, num caminho com suas nuances e dificuldades. Entretanto, sob este ângulo, a busca da felicidade nunca deverá lidar com a desproporção entre o que é almejado como fundamento feliz e a realidade de todos os fatos envolvidos, pessoais e ambientais. Ou seja, que sempre haja proporcionalidade entre todos os ingredientes envolvidos na busca, sob pena de crônicas e reiteradas frustrações.&lt;br /&gt;Por fim, é necessário saber que a felicidade, por ser bioquímica, é efêmera. E por que depois de sua formação dentro do cérebro, ocorre um derrame de adrenalina a ser metabolizada na corrente sanguínea, com todas as suas agradáveis manifestações. Mas, nenhum ser vivo aguentaria a efervescência bioquímica de permanente felicidade. O que chamamos de "sou feliz" nada mais é, pois, do que saber-se com uma vida razoavelmente equilibrada, predisposta à felicidade, sem solavancos, mas sujeita a eles.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7838420494141140649-556638138327151609?l=jbtpsicologica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/556638138327151609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/556638138327151609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpsicologica.blogspot.com/2008/04/as-frmulas-da-felicidade.html' title='As fórmulas da felicidade'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7838420494141140649.post-1257542313295041467</id><published>2008-04-07T05:50:00.002-07:00</published><updated>2008-05-06T15:52:39.771-07:00</updated><title type='text'>Lei protetora e infalível</title><content type='html'>Por um lado o homem, visto pela face da imbecilidade das guerras que promove – e outras atitudes mais imbecis ainda - chega-se à conclusão que crescem as possibilidades de que a humanidade possa se autodestruir. É que, talvez nestes momentos, o homem determine-se por certas leis regidas de um intelecto pouco ativo no controle das suas emoções primárias. O que, neurologicamente, ainda representa um atraso na evolução da mente humana, embora existam perspectivas de que em milênio futuro cheguemos a avançar neste tema.&lt;br /&gt;Em outro extremo deste mesmo assunto - detalhes do comportamento humano coletivo – a notícia recentemente veiculada que as taxas de natalidade no Brasil e no mundo vêm caindo vertiginosamente, produz em nós um certo conforto. Algo que ao redor de 20 anos atrás era ao redor de seis filhos por casal, passou para menos de dois filhos por família constituída, nas regiões estudadas. E o que é mais surpreendente, é que na maioria dos casos em que estes novos índices foram alcançados não houve uma providência oficial efetiva, com conscientização das massas e assistência material para obtenção deste bem-vindo patamar. Sendo fácil concluir-se que tais resultados deveram-se a uma mudança espontânea de comportamento das populações nesta direção; um exemplo de conscientização coletiva movida por uma necessidade biológica. Aliás, as poderosas leis biológicas atuam no comportamento humano sem que os homens ao menos dêem-se conta de tal comando, as quais obedecem a uma lei maior ainda, celular e ancestral, que é a lei da preservação da espécie.&lt;br /&gt;Ainda neste particular, alertada pelo trabalho de José Lutzemberger, marcante a partir de quarenta anos atrás em sua batalha árdua em favor da preservação do ambiente e que foi de encontro, na sub-consciência da sociedade, aos fundamentos de defesa biológica, a Universidade de Santa Maria há algum tempo efetuou e publicou dados de um  levantamento que retrata a ação de tal lei benéfica, neste particular, com outra mudança de comportamento por parte da sociedade. Foi publicado um inventário florestal do Rio Grande do Sul, que levou alguns anos de serviço, o qual concluiu que a cobertura florestal do Estado aumentou em 15%, comparativamente a igual trabalho de 30 anos antes. Eis aí uma outra notícia de pouca divulgação, que reputo de fundamental importância na sustentabilidade das gerações futuras. Fruto das mesmas leis biológicas e adaptativas que permitiram que o homem evoluísse como um soberano sobre a terra, desde há milênios. E tudo isso foi completado recentemente com a finalização da decodificação do nosso genoma, o que irá por certo ser de uma utilidade imensurável, em termos biológicos, à sociedade.&lt;br /&gt;Sempre entendemos que o homem como raça e ao ter ameaçada sua existência como tal sobre a face da terra nunca deixaria de achar uma solução para os grandes riscos. Concordando com um poeta medieval que disse: ”Onde estiverem os problemas, ai morarão junto as soluções.” Felizmente, e embora o homem social crie leis que à vezes até o condenem, existe uma lei escrita no cerne de sua condição humana que possui um comando independente acima do seu, por ora, falível intelecto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7838420494141140649-1257542313295041467?l=jbtpsicologica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/1257542313295041467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/1257542313295041467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpsicologica.blogspot.com/2008/04/lei-protetora-e-infalvel.html' title='Lei protetora e infalível'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7838420494141140649.post-4452455097540720544</id><published>2008-04-07T05:50:00.001-07:00</published><updated>2008-05-06T15:58:18.818-07:00</updated><title type='text'>A Impermanência</title><content type='html'>Devemos estar mais convencidos, a exemplo da nossa condição finita, que a cada três ou no máximo quatro gerações somos renovados no contínuo da existência, que todas as coisas vivas e suas correlatas no universo não passam de circunstâncias transitórias. Sem exceção!&lt;br /&gt;A qualidade de sessentão concede-me a possibilidade de, com este pensamento, olhar para trás e perceber quantas coisas que um dia pareceram ser para sempre, outras sobre as quais nem mesmo se cogitava sobre seu fim - desde situações materiais, sentimentos, prazeres, dores, costumes, moral, verdades, conhecimento etc – tudo, enfim, que pudesse ser traduzido em patrimônio humano, um dia acabasse ou mudasse. Até mesmo a mapa da terra mudou, a sua posição no universo e o próprio universo já não é mais o mesmo. É algo que até pode ser sentido como assustador, uma vez que encarar o mundo sempre desta forma conduz-nos permanentemente ao angustiante desconhecido e a um certo medo. E, talvez porisso e desde sempre, evitemos encarar essa idéia de transitoriedade da vida e suas circunstâncias como verdade absoluta, já que é a eternidade o objetivo final de nossa idealização mental.&lt;br /&gt;Já os animais não pensam em si como eternos, ainda que possuam comportamentos orientados sabiamente pela sua condição biológica, a qual, mesmo não possuindo um pensamento lógico, nunca erra.&lt;br /&gt;Pois, a algum tempo e apenas como exemplos entre tantos, duas coisas que eu pensava que jamais deixariam de existir me vêm à mente: o carnaval é uma delas. O carnaval romântico, o da marchinha sempre nova, o das batalhas de lança-perfume, do confete e serpentina em abundância, o dos mascarados, o dos amores passageiros com sabor de para sempre e suas incríveis estórias de arrebatamento, o da pureza de intenção exclusiva da alegria e o do bloco de amigos, o carnaval dos salões superlotados, da fantasia, o do pagar-se a orquestra para tocar mais meia hora e, principalmente, o carnaval da espontaneidade universal, este acabou. Acabou - principalmente dentro de mim - levado por alterações motivacionais e pela evolução ou modificação dos costumes.&lt;br /&gt;No passado, o carnaval era uma das poucas festas, senão que para muitas pessoas era a única festa no ano; para ele preparavam-se os ânimos e os acessórios o tempo inteiro. Ao contrário dos dias atuais quando são proporcionados aos jovens, alvo e detentores do ânimo necessário à festa em questão, um sem número de eventos o ano todo. Resultando que nem mesmo os autores das marchinhas possuam novidades musicais para serem apresentadas. E tome embalar-se com marchinhas da Xuxa......&lt;br /&gt;A festa em questão, como manifestação cultural, sem dúvida, agora é outra e o nome é emprestado. Nem é mais uma festa pagã, pois até os salões paroquiais a ela aderiram. Ainda que a manifestação social seja a mesma. Nós, os de quarenta carnavais atrás, tínhamos a percepção íntima de que os nossos carnavais seriam eternos; pura ilusão! Mas, felizmente, restam-nos outras grandes emoções pois que sem elas a alma não progride.&lt;br /&gt;Agora de fora, eu e muitos, pois há muito mais gente de fora do carnaval atual do que os foliões remanescentes, nos é permitido perguntar, se neste pais de imensas carências e que com freqüência anda com o bolso apertado, o que poderia ser feito, usando-se com finalidade social, uma vez por ano, com o dinheiro que é gasto numa festa que já não é mais a mesma? Sem contar com os quase 9 bilhões de PIB que a nação - parada 4 dias - deixa de produzir. Heim?&lt;br /&gt;Bem, a outra coisa que me vem à mente, também por oportuna, é a impermanência dos impérios; mas, num outro dia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7838420494141140649-4452455097540720544?l=jbtpsicologica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/4452455097540720544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7838420494141140649/posts/default/4452455097540720544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtpsicologica.blogspot.com/2008/04/impermanncia.html' title='A Impermanência'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
